TEXTOS SOBRE LA MUJER EN PORTUGUÉS

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Marzo  2021  Especial Mujer
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AL SERVICIO DE LA PAZ Y LA CULTURA HISPANO LUSA

 

COLABORAN;  Eugenio de Sá.- Santa Catarina Fernandes da Silva Costa.-  Cema Raicer.- Carolina Ramos.-

O CICLO DA VIOLÊNCIA SOBRE AS MULHERES
Por: Eugénio de Sá
Portugal

Que se pare a matança de mulheres vítimas da violência dos seus companheiros!
Este é um problema da sociedade, e que a sociedade, no seu todo, tem de ajudar a resolver. Não basta esperar que as policias e os tribunais o resolvam sozinhos, e só depois dos mais trágicos factos serem consumados.
Quem souber ou tiver sérias suspeitas de que há mulheres em perigo, tem a obrigação de denunciar essas situações, quer se trate de familiares, amigos, vizinhos, ou simplesmente de pessoa conhecidas.
Temos de fazer parar esta matança!

A violência doméstica funciona como um sistema circular – o chamado        Ciclo da Violência Doméstica  – que em regra se apresenta em três fases:

  1. aumento de tensão:as tensões acumuladas no quotidiano, as injúrias e as ameaças tecidas pelo agressor, criam, na vítima, uma sensação de perigo eminente.

  2. ataque violento: o agressor maltrata física e psicologicamente a vítima; estes maus-tratos tendem a escalar na sua frequência e intensidade.

  3. lua-de-mel:o agressor envolve agora a vítima de carinho e atenções, desculpando-se pelas agressões e prometendo mudar e que nunca mais voltará a exercer violência sobre ela.

Este ciclo caracteriza-se pela sua continuidade no tempo, isto é, pela sua repetição sucessiva ao longo de meses ou anos, podendo ser cada vez menores as fases da tensão e de apaziguamento e cada vez mais intensa a fase do ataque violento. Usualmente, este padrão de interacção termina onde antes começou. Em situações limite, o culminar destes episódios poderá ser o homicídio ou o suicídio da vítima, que vai perdendo, aos poucos, toda a auto estima e vontade própria, até se sentir um farrapo sem valia, não raramente procurando, ela própria, a sua auto destruição.

Nota adicional:

É raro o agressor aceitar tratar-se, uma vez que lhe são reiteradamente reconhecidos os sintomas de uma paranóia, que ele sempre refuta.

Mulher
Por: Santa Catarina Fernandes da Silva Costa

O que é uma mulher? Que ser é esse que dele tudo depende? Ela já vem misturada com as águas desde a sua formação.  Mulher sangra todos os meses. Quando seu sangue cai no chão, é morto, uma história apagada, mesmo sem ser iniciada. A terra engole a vida mesmo antes de ser nascida. É uma gota de água vermelha, como se fosse uma lágrima!

Quando o sangue não cai, ela olha à lua, sorri como a mais bela criatura! Ela é ligada à natureza com toda a sua criação! Tudo é movimento!  São como árvores, como mares! Tudo dentro deles gera. A terra incha e grita, afunda, faz vales profundos. As árvores espalham sementes, frutos, flores, perfumes, que enfeitam o mundo. Os mares são povoados de fêmeas que geram e garantem a perpetuidade da espécie. E a mulher, a mulher no silêncio do líquido vermelho, guarda o mistério:  seu ventre estufa e estufa! Começa a contar a lua! Carrega dentro dela a imortalidade; acolhe as sementes e as faz brotar nos braços da eternidade.

Seus seios se enchem de outro líquido: não é o transparente que lhe corta as faces, nem o vermelho que corre nos rios principais e seus afluentes do seu universo interior, é um líquido branco, sagrado, do qual outro ser será alimentado!

E quando as nove luas passarem no infinito, as constelações se curvam e veem dois grandes braços eternos abertos e contemplam um novo ser que na terra chega! Um gemido, um grito sufocado, um indefeso ser é lançado. Por meses e meses, a mesma substância liga, as duas criaturas, pelo líquido branco, misturado com carícias e cantos.

Não importam os rostos, o encanto está no ventre que gera, nos seios enormes que amamentam e no canal da vida por onde a eternidade passa pelos milênios.

Ela consegue sorrir e chorar, encantar quando é tempo de lamentar. A sensibilidade está em toda a parte da sua aparente fragilidade. Quando a dor lhe bate, ela revida e   se veste de felicidade.

Enquanto tudo parece desaparecer e morrer, a mulher continua distribuindo a sua semente na humanidade, seja no anoitecer, durante o dia, ou anoitecer.

Benditas sejam todas as mulheres!

MULHER
Cema Raizer

Ama, fala, cala, chora e, ás vezes grita…
Percorre muitos caminhos, desde os primeiros dias, monótonos, no berço… Aos poucos vai se encontrando, nos encontros com a vida! Nada mal! Como uma longa viagem, com altos e baixos, vivendo um dia de  cada vez,  podendo dormir no amanhecer e ficar desperta nas nas horas mais inquietas, onde flui a inspiração!
Se encanta pela poesia, enfrenta dissabores, luta desde a aurora de sua vida, mas vence a escalada, enfrentando os problemas, no firme propósito de ser feliz. Tem coragem e determinação… em muitas tentativas na busca do sonho! Vence obstáculos, amando, sendo amada, enfrentando problemas, entendendo que, aprender a sentir a vida, é saber viver. Embora não seja fácil para ninguém!
A poesia encanta a mulher! Já nos  primeiros anos de escola, quer ser poeta e adora declamar poesia em festas comemorativas… Rabisca seus ensaios! Dedicada a ler poetas, memoriza longos poemas. Adormece orando o versos…
Isso a faz sentir-se livre e leve como  um pássaro… Sonha um mundo encantado! Mas, nada é para  sempre! O tempo voa, a vida segue, a infância e adolescência passam como um sopro, e a menina se faz  mulher! Mesmo assim, embalada pelos sonhos, pela brisa perfumada, pela musica, pelo trabalho, pelo amor, e toda a natureza!
Nos altos e baixos, de amor e desamor, sempre sente a vontade de ser feliz! Dias de sol e chuva, a musica, a balada até uma reza !Tudo envolve o mundo encantado!
O tempo é indomável!  Voa! Tudo se transforma,e a vida segue.A menina cresce… se faz mulher!
Com uma bagagem de sonhos, busca a realização no estudo e trabalho! A jornada prossegue… mas a  vida  é como é : de sonhos, pesadelos, alegrias e tristezas. Com momentos de ser ou não ser, ter ou não ter… mas, como qualquer vivente, vai à luta!
Sonhos bons, permeiam o encantamento! Tudo se impregna no pensamento e na alma!
Ali concentra toda a inspiração! Mulher ama a poesia!

                                                                                                 

EVOLUÇÃO… INVOLUÇÃO…?
Carolina Ramos
Brasil

         O Progresso das Ciências e da Tecnologia  envaideceu  os homens. O que, de alguma forma contribuiu para apequenar o mundo, ao tornar ambos, de certo modo, mais vulneráveis.       

         O resultado desse avanço, que poderia ser ótimo,  não corresponde, infelizmente, ao porte do acontecido – A criatura assoberbou-se. E, ao aventurar-se a brincar de criadora, ao que parece, usou pés, usou mãos, porém, esqueceu-se de usar, também, cabeça e coração, acabando por transformar o mundo em que habita, num inferninho que  nem ela mesma aguenta!

         Onde iremos parar com tanta maluquice e improbidade?! Haverá retorno ao bom senso? Haverá uma verdade, acuada por detrás de tanta prepotência e mistificação? O que pretenderão aqueles que ambicionam o poder, tudo fazendo para cerceá-lo, manuseá-lo, violentá-lo ante as mãos amarradas de uma justiça pálida, acovardada, pelas ameaças de quem lhes amarra as mãos e tenta,  definitivamente, lhes vendar os olhos?

         Na eterna busca de definições, os pontos finais são contornados ou omitidos. As vírgulas alongam os textos e recuam em fuga ante os ganchos incisivos das interrogações.

         Enquanto a inquieta e crescente presença da dúvida se esparrama ao longo da perplexidade que, indecisa, rasteja no silêncio não confiável das reticências, o descrédito, instalado em cada mente, prossegue a ganhar corpo.

         – O que virá depois de tanta incongruência?!

         O povo prende o fôlego, a afogar na garganta a fome da verdade.    

         Fome essa que, apesar da gula, é bem difícil de ser saciada, ante a fétida mistura da corrupção que emporcalha o prato que lhe é apresentado 

           Até quando se estenderá esta vontade de atrapalhar os passos de quem quer fazer o que precisa ser feito?!

         Indagar é direito de todos aqueles que aguardam pelo menos por míseras migalhas capazes de saciar apelos íntimos, que já não querem mais calar.    

           Há de chegar o dia em que algo de bom baterá às portas dos “gregos” e também dos “troianos”. E tudo, com a graça de Deus, devidamente se há de encaixar.

          E é preciso ter fé! E também uma paciência sem tamanho, para esperar sem desânimos.

         Embora, em tempos atuais, seja dolorido sonhar… Há um mundo bastante belo, sem vacinas e sem máscaras, que, vislumbrado através das nossas janelas, nos encara e sorri, mesmo  que ainda parcialmente nublado.

          Seu convite mudo nos impele a tentar alcança-lo, a abraça-lo e vivenciá-lo! Não apenas como um mero e distante anseio, cercado de especial carinho, o quanto possível alheio aos riscos e ameaças e sempre cercado pelas devidas precauções.    

            E é nesse mundo, ainda que utópico, que devemos plantar nossas esperanças 

            – Mas… Esperanças de quê?!

 – Esperanças, sim, de tudo aquilo que, já cansamos de esperar, de pedir e de rogar… Sem direito a nunca desanimar… e, menos ainda, de desistir!

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