TEXTOS EFECTOS PSICOLÓGICOS DE LA PANDEMIA EM PORTUGUÉS

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Marzo  2021 nº 41

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AL SERVICIO DE LA PAZ Y LA CULTURA HISPANO LUSA

O impacto psicológico do coronavírus na sociedade
Um Apontamento de Eugénio de Sá

Todas estas medidas de contenção social  –  ou de confinamento, como entretanto ficaram popularizadas – são reportadas e debatidas incessantemente pelos órgãos de comunicação social. E bem, porque é muito importante que todos tenhamos plena consciência do que se está a passar. Contudo, esta constante mediatização apresenta já efeitos muito negativos na psicologia individual e colectiva.
A percepção da realidade, ou como agora se chama:
“a pós-verdade”

Como aqui chegámos todos o sabem, mas convém que reflictamos sobre o impacto que tudo isto produz no nosso cérebro, que não está preparado para reagir com racionalidade quando somos colocados perante situações de tanta gravidade social e colectiva.
No caso que apreciamos; os efeitos da Covid à escala mundial, a parte racional do nosso cérebro fica confundida pelo sistema emocional, e daí podem resultar diversas complicações do foro psico-patológico, como o efeito de pânico e a fobia social, e, em consequência, a um comportamento irracional que pode levar a uma depressão profunda, e todos sabemos que este estado leva à percepção de que nos sentimos incapazes de construir o futuro. Na realidade, o que agora se está a passar com muita gente é uma resultante do ‘instinto de sobrevivência’, e pode apresentar dois aspectos reactivos: bloqueio, ou fuga para a frente. Isto é: ou ficamos bloqueados, ou procuramos alhear-nos do que se está a passar, comportamento este que é por norma temporário, sendo rapidamente confrontados com a realidade, que leva ao stress respectivo e, por arrastamento, a estados como os que atrás descrevemos.
A preocupação com a nossa saúde e com a economia, própria e geral, é natural, por isso achamos ser indispensável manter-nos atentos à nossa resposta psicológica, de molde a evitar causar-nos danos a nós próprios, ao nosso núcleo familiar, e a todos os demais que fazem parte do nosso circulo profissional e/ou social. No entanto, e tendo em conta o exposto, é importante estarmos atentos aos nossos sentimentos de desconforto, de medo, de ansiedade ou de extremo desânimo, relacionados com o coronavírus e procurar aliviá-los na medida possível.
Em quaisquer circunstâncias é importante tentar manter a calma, mas com a lucidez de quem sabe o que se está a passar, embora haja a natural incerteza sobre o que poderá acontecer a seguir. É o momento certo para gerir a situação com a confiança possível, mantendo a serenidade e a cooperação com as autoridades de saúde pública.
Numa palavra; vamos proteger a nossa saúde física, mas não deixemos de cuidar da nossa saúde mental e compatibilizá-la com a da comunidade em que vivemos.

Discriminação e estigma em tempos de pandemia

( *Estigma é o processo que ocorre quando alguma característica se transforma como que numa marca assinalada
como indesejável, baseada em estereótipos e preconceitos negativos, o que conduz à discriminação de pessoas ou grupos. )
Perante um aumento significativo dos sintomas de medo, da incerteza e da ansiedade, pessoas e grupos têm evidenciado um incremento de intolerância e mesmo de violência, mostrando atitudes e práticas discriminatórias e estigmatizantes. Incluem-se neste conjunto actos de agressão (verbal e física) contra pessoas que se suspeita poderem ter contraído o vírus. Esta é uma atitude incompreensível e, a todos os títulos, censurável
O stress e o sexo 

Como o confinamento afecta também a libido, e quem notou algumas mudanças drásticas no seu apetite sexual, saiba que não está sozinho. Neste período de pandemia, as nossas vidas têm sido readaptadas por força das circunstâncias, e, por isso, não é de admirar que a nossa vida sexual tenha sofrido com isso.
“O stress gerado pela eminência do perigo, mexe, como já vimos, com o nosso instinto de sobrevivência, e, consequentemente, pode colocar o sexo no fundo da lista de prioridades, mas que se tenha em conta que a sua prática é estimulante e pode realmente ajudar a aliviar os efeitos do medo e do desespero.”

O que se recomenda

Por último, o que o autor recomenda é o que pratica: procurar manter o cérebro ocupado com o que mais nos dá prazer. Desde logo assistir a filmes e documentários interessantes, boa música, e, porque não, entrar no mundo fascinante da culinária, sobretudo pondo à prova a nossa criatividade. Quem goste de escrever, pois que escreva, e verá que esse exercício é libertador e salutar, tal como ler um bom livro.
Esticar as pernas numa caminhada tranquila é outro dos exercícios recomendados para manter a saúde física e mental.
Por fim, considere-se que um noticiário televisivo diário é suficiente para se manter informado. Mais que isso é “poluição” mediática que não se aconselha, porque sempre estará a ouvir falar do mesmo e a acumular tensões nada recomendáveis.
Mesmo que seja só para ficar em casa, nunca descure os seus cuidados pessoais e diários, porque eles irão ajudá-lo a manter o seu indispensável amor-próprio e a consequente auto-estima.

 

Impacto da Pandemia
Por: Santa Catarina Fernandes da Silva Costa

Pensávamos no final de 2019 que tínhamos o direito de sonhar e de projetar nossas vidas dentro dos dias. Estudar, viajar, mudar de casa, construir, ou morar noutro país. Amar, casar, ver um teto cheio de sorrisos de crianças! Não tínhamos tempo para nada; tudo era num ritmo acelerado. Éramos donos de nós mesmos!
De repente chega alguém potente; uma força sobrenatural lançada no planeta, nunca vista ou sentida! Como? Parar o mundo? Ele nunca parou! E a economia? Tudo gira num ritmo acelerado, nada deve ser estacionado!
Mas parou! Parou para o homem encurralado enquanto o movimento agora era da peste vinda do norte, com força veemente, varrendo lares, sem nenhuma clemência.  Percebemos de repente que não somos donos dos nossos dias. Itália foi a primeira a gritar os seus mortos.  Pasmos ficamos na expectativa do que viria!
Os olhares se encontram, e agora? Onde estava meu coração, meus projetos? Ah… tudo apagou, restou o quê?
Oração. O mundo se prostrou de joelhos (parte dele). De repente o dinheiro perdeu a razão de ser; todos se igualaram, todos são iguais perante Deus e a constituição diz que todos somos iguais perante a lei, isso é mera ilusão. Os poderosos prevalecem e se beneficiam da miséria dos pobres! Mas agora, esse vento pestilento, despiu a humanidade e mostrou a nossa fragilidade! Há uma força que atua no universo; que une e desune. As mãos só acenam, os olhos choram, se despedem, sem palavras, no silêncio, a boca abafada na máscara, nos corredores dos hospitais, sem nenhum gesto, almas se vão enquanto choramos de lado de fora!
Creio que haverá uma razão, ainda não dita, mas com certeza, o Criador está em plena ação, para uma severa correção. Quando tudo passar, depois das dores serem costuradas e as feridas fechadas, nada mais será igual. A história será contada e ficará nos anais registrada: “quando o mundo parou”. Enquanto isso não ocorrer, eu me debruço nesta oração: “se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter  dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (Segundo  livro de Crônicas, capítulo 7, versículos 14),
Enquanto isso a alma chora. Mudanças virão, só os dias vindouros dirão! Aguardemos a evolução da humanidade!

GRANDE IMPACTO  
Por: Cema Raizer

É sempre assim que acontece… Acordamos como se hovesse um gigante despertando a nossa mente: Num momento inesperado acordei e me surpreendi… Fiquei incrédula, perdida, sem saber o que fazer!
Entendi que deveria lutar mas não sabia como. Muito triste, pensando ser apenas um pesadelo!
Mas a gente vai aprendendo a lidar! Com medo ou sem medo temos que seguir…Viver isolados, aprender outros valores e esquecer o medo! Entender ordens, novos hábitos, atitudes fora da rotina, impostas com  autoridade! E o medo de saber a próxima vítima! Tudo muda por completo e a vida se torna uma clausura de dar dó… vendo, ao mesmo tempo, tantas incoerências, subestimando, fazendo pouco caso e, recebendo o troco de uma punição que leva ao caos e a morte! Corona virus, não é brincadeira, começamos a perceber como era linda a vida, a liberdade, e os sonhos que nos sustentavam!
Tudo tinha sentido! E nem percebíamos! Que linda era a vida, o lazer, a poesia vinda da natureza, o mar, a amizade, a liberdade de ir e vir… e não ter medo! O medo fere, prende e nos torna inseguros!
Tomara que tudo passe, pois está difícil essa prolongada condição… perdas, sofrimento, miséria, dor e medo.
Quando tudo passar será difícil entender que não foi pesadelo! Mas saberemos valores maiores, que nos mostrarão o caminho do recomeço… um caminho sábio de reconstruir vidas… amor à natureza, preservação e o sentimento de estar saindo de uma lenda repleta de pesadelos. Tentaremos recomeçar a vida que sonhamos, e seguir realizando nova vida… entendendo melhor o espírito de união e coletividade, esquecendo o tempo perdido, vivendo livres do confinamento, numa liberdade nova e segura! O que importa é estar vivo, integrar, sentir calor humano, ter esperança numa vida melhor, por aprender mais uma lição de força e coragem!

2 comentarios en “TEXTOS EFECTOS PSICOLÓGICOS DE LA PANDEMIA EM PORTUGUÉS”

  1. Excelentes e perfeitos textos. Como psicólogo que sou não teria palavras melhores nem tão precisas quanto concisas. Parabéns aos autores!

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  2. Lendo e sentindo o poder de cada letra, da cada frase, de cada poema, de cada texto, chego apenas numa só conclusão: a agonia de viver neste período em que a morte assola o chão!
    Os poetas lavam as cidades, os países, o mundo com clamores em versos que brotam da alma, enquanto o mundo lá fora se debate com o vírus nos hospitais, nos lares, e na nossa mente que a cada momento se questiona se chegou a sua hora.

    Não há solução! mas temos uma poderosa arma: a oração. Enquanto dela não dispormos com devoção e entrega total do coração, essa peste vai continuar lambendo a terra e nos enterrando dentro dela.

    Parabéns a Aristos Internacional, e toda a sua equipe, por esta oportunidade de nos darmos as mãos através das letras que nos torna todos irmãos.
    Amigos, irmãos, poetas que não conheço e jamais conhecerei, aceitem o meu carinho, a minha eterna admiração.
    Vamos continuar versejando enquanto a nuvem negra ataca! Deus abençoe a todos nós!

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