TEXTOS A CORRUPÇÃO EM PORTUGUÊS

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AL SERVICIO DE LA PAZ Y LA CULTURA HISPANO LUSA

SOBRE A CORRUPÇÃO
Por: Eugénio de Sá
Portugal

Para o filósofo inglês Thomas Hobbes (século XVI) – certamente levado pelo período negro porque passara a Europa, desde as injustiças do feudalismo, às execuções sumárias, as maleficências da bruxaria, e ainda pelas epidemias que grassaram no velho continente – “o homem era essencialmente mau”, acrescentando que “o homem é o lobo do homem”.  Já para o seu análogo francês Jean Jacques Rousseau, que viveu dois séculos à frente, o ser humano “é, por natureza… bom”.

Creio que, como em tudo, no meio é que reside a virtude, ou seja: a verdade. Nesta comunidade global em que nos integramos há gente para tudo, já que somos todos diferentes, até nas impressões digitais, mas o homem rege-se por objectivos, por ideais e, como escreveu Aristóteles; “a virtude moral assegura a rectidão do fim que perseguimos, e a prudência a adequação dos meios para chegar a este fim…”.

Tenhamos em conta que somos o resultado de muitas influências e que existe em cada um de nós a predisposição para a bondade e para a perversão, já que esta caracteristica é inerente à complexidade da mente humana. Juntos, o impulso para o mal e para o bem compõe a dualidade mais básica da natureza humana, servida pela personalidade de cada individuo.

Falemos então de corrupção:

Viviam-se os primeiros anos da segunda metade do século XIX quando o escritor e historiador português Alexandre Herculano a ela se referiu nos seguinte moldes: “Há épocas de tal corrupção, que, durante elas, talvez só o excesso do fanatismo possa, no meio da imoralidade triunfante, servir de escudo à nobreza e à dignidade das almas rijamente temperadas.”

Na sociedade é comum haver quem aja dissimuladamente de forma polida e educada, dando de si uma imagem de pessoa impoluta, de conduta irrepreensível, quando na verdade muito da sua acção tende a prejudicar, manipular, ou levar vantagem sobre outrem.

Para que isso possa ser controlado devidamente existe o Código do Direito Civil pelo qual a Justiça se rege, e se regem os comportamentos da organização social em que se insere.

Daí, que tenha perfeito cabimento dizer-se que a promiscuidade entre a politica e os negócios seja inadmissível e passou até a ser insuportável aos olhos da sociedade. – Todos sabemos dos “milagres”a que uma imaginativa engenharia financeira pode levar: as fraudes; as facturas falsas; a lavagem de dinheiro, através da utilização dos vários paraísos fiscais; as falsificações diversas; a fuga aos impostos, etc, etc.

A hipocrisia e o cinismo têm contribuído até há pouco para encobrir o fenômeno da corrupção, e o pouca infirmação que chegava ao cidadão comum acabava por se banalizar por nunca serem conhecidas quaisquer reais consequências.

Todavia, a actual divulgação em larga escala com que estes factos têm vindo a público através dos media, tem vindo a fazer com que os potênciais infractores pensem duas vezes antes de arranjarem problemas dos quais não se verão facilmente livres.

As multiplas operações anti-corrupção lançadas pelas policias, conduzidas pelo  ministério público e consertadas com todo o aparelho judicial, e os seus efeitos devastadores sobre os alvos que vão sendo identificados em todos os escalões da sociedad – que passaram a ser confrontados com as reais consequências dos seus actos – têm vindo a produzir os efeitos desejados. E assim, aos poucos, os novos potenciais prevaricadores, gente que se preparava para empreender acções ilegais, vai agora pensando duas vezes antes de se meter em trabalhos.

Que se tenha em conta que não há corrupção política distinta da corrupção administrativa, nem pode dizer-se que a corrupção judicial seja distinta da corrupção económica, privada, etc., senão que a natureza humana é sensível e está aberta ao suborno, e cabe à sociedade tentar travar essas naturais tendências.

Vejamos quem é quem no intrincado mundo da corrupção

O corruptor

É alguém que se comporta de modo desonesto e de maneira egoísta. Normalmente estas pessoas ocupam altos cargos públicos ou privados e estão predispostas a usar os seus poderes desisórios em proveito próprio, mesmo que à custa do prejuízo de terceiros, mormente os da entidade que nele confia e a quem deve lealdade.

O corrompido
É aquele que aceita ser alvo e/ou se deixa envolver em processos de corrupção.

O intermediário da corrupção
É por norma alguém que se intromete – ou é solicitado para tal – num negócio de contornos de duvidosa legalidade, ou mesmo à margem da lei, para encobrir os verdadeiros obreiros desse negócio, lucrando também com a sua intermediação, naturalmente.
As virtudes mais próprias da vida pública são o sentido de justiça e a prática da honradez;

No sector privado
Espera-se que as empresas e os empresários promovam uma cultura organizacional que previna a corrupção, nomeadamente através da adopção e de códigos de conduta.

No sector público
Dos funcionários e responsáveis da administração pública espera-se que pautem o desempenho das suas funções pelo escrupuloso respeito pelas regras deontológicas definidas, e que ajam com isenção e em conformidade com a lei, actuando por forma a reforçar a confiança dos cidadãos nos serviços do estado.
Os super juízes da era moderna
Assiste-se agora a um novo protagonismo político inovador por parte da magistratura, que se tem vindo a especializar em desmontar os mais complicados “esquemas ardilosos”, sobretudo nos países latinos, onde é hoje exponencial uma (bendita) febre pelo controle da corrupção, tida como um cancro a extirpar da sociedade
Daí, que se diga que a acção dos ‘super juízes’, os que se ocupam das grandes causas consideradas mais negativas pela sociedade – que as deve investigar e punir com a celeridade possivel – assuma hoje uma especial importância, o que, por isso mesmo, os torna especiais objectos de uma vasta exposição mediática.
De há muito está instalada no espírito das maiorias a certeza de que a justiça só funcionava realmente para castigar os pobres. Mas agora a sociedade parece ter acordado para outra realidade ao ver que se desenvolvem reais acções para fiscalizar e condenar seja quem for, o que mostra que “o sistema” está a ponto de conseguir fazer inverter essa convicção colectiva.
As policias investigam e os ministérios públicos promovem acusações devidamente fundamentadas contra os mais poderosos, levando-os a à barra dos tribunais, que os condenam e os mandam para a prisão, como merecem. Políticos, gente da alta finança, presidentes e altos cargos de grandes empresas, os que, invariavelmente, se sentiam imunes a processos judiciais, finalmente sentem que lhes foge o tapete protector, e estão a entrar em pânico.
Parece que o “sistema” se está a querer regenerar a partir de dentro, e, para isso, conta com os tais super juízes, que parecem nada temer, a despeito das sérias e repetidas ameaças cobardemente anónimas a que estão sujeitos, eles e as suas famílias.
Muitos destes homens e mulheres corajosos, e presumivelmente incorruptíveis, já mostraram ser gente digna da admiração e do respeito de todos os que vêm na justiça uma ferramenta privilegiada para moralizar a sociedade, que disso bem carecida está.
Todavia, estes novos super juízes têm também de saber conter-se no exercício do poder que lhes é dado, e não ceder à tentação de exorbitar nessas funções, porque esse poder pode levá-los a promover acções abusivas, e, portanto, condenáveis quando estão em causa os justos direitos dos cidadãos, sejam eles quem forem.
Falta agora saber-se da inerente e substancial resposta dos políticos, na expectativa que esses assumam, também de vez, a jura que fizeram de defender a grei, ao invés de dela se servirem, como infelizmente muitos têm feito ao longo de muitas décadas.

Corrupção
Por: Santa Catarina Fernandes da Silva Costa
Brasil

A corrupção surgiu nos primeiros registros da humanidade, e foi a causadora da mais terrível calamidade! A consequência dos atos indevidos, da civilização adâmica, cobriu toda a terra com as águas. Toda a criação seguiu a ordem de um Verbo, mas no jardim do Éden, brotou o homem perverso; a semente do mal que se espalhou no universo. A ordenança era obediência, mas o ser brotado da argila, tinha esse mal na sua essência. Morava no mesmo plano os anjos caídos, cujo desejo era ver o belo destruído. No olhar do primeiro ser feminino, brotou o desejo de algo proibido e logo foi esse ser seduzido. Assim o seu par também seguiu a sua desobediência e perderam a inocência.  Tudo era unidade, as criaturas e as sementes produziam e enfeitavam o jardim sagrado.  Mas o Arquiteto Criador, que tudo vê, arrependeu-se da última criatura que fizera, à Sua semelhança, e olhou para a terra, encontrando nela, apenas uma família não corrompida; no entanto, a terra já estava maldita. Despejou a sua fúria sobre a criação, mas não matou a corrupção, segundo narram as páginas santas. Assim, selou uma arca e as comportas dos céus se abriram e a tudo cobriram. No entanto, essa semente maldita habitava entre um dos seres salvos, e novamente a terra foi corrompida. Nunca desapareceu dentre os homens, segundo as escritas. Sua marca é registrada em reinados e nações que desapareceram nos milênios, rasgando e eliminando o homem com as suas feridas. É contaminadora; sem piedade arrasta o pobre à miséria, tira a sua alegria e a sua dignidade, joga sementes enganosas ao vento, armadilhas malignas destruidoras de mentes e no ar, o lamento. 

O planeta geme coberto de corrupção. As sociedades aprenderam a conviver com essa praga, pior do que a lepra, a pandemia, que assola o universo e não percebe, por detrás dela, a mão do perverso. É o avesso da sua própria criação; é a negação do ser divino que um dia iluminava ao ser humano, um feliz destino.

TRISTE CAMINHO DA CORRUPÇÃO!
Cema Raizer

Pensando bem… é terrível o caminho da corrupção!
Detona vidas!
Nem em sonho posso imaginar como é na realidade!
Sei que leva muitas vidas ao caos percorrendo caminhos suspeitos, confiando
na má fé, para alcançar, com a ganância, o objetivo!
Corromper?
Um pesadelo pensar nesse tema que leva vidas ao caos, à prisão, destruindo famílias…
Envolvimento que se  avoluma em ambição, descaso, perdendo dignidade e respeito!
Simplesmente e envolvendo-se cegamente…
Pela ganância, contando como certa, a vitória! Como querer o sonho dentro de um pesadelo, desconhecendo qualquer lei, sem olhar para trás,
confiante perdendo-se no caminho corrupto!
Pensa que tudo sabe, e que tem o mundo aos seus pés…Triste escolha, mas é real!
E se  perde nessa sabedoria  falsa, deixando-se simplesmente levar, por uma falsa ilusão de poder… algo, para mim, impossível entender!
Mas cai na armadilha da corrupção, num caminho sem volta!
Mas,na ilusão de ser invencível, sente-se super seguro…Dizem que um  dia é da caça e, outro dia do caçador…
A vida nos ensina… aprende quem quer: O melhor e mais fácil caminho é o caminho do bem!

2 comentarios en “TEXTOS A CORRUPÇÃO EM PORTUGUÊS”

  1. «Sobre a corrupção»Eugénio de Sá : Parece que a «evolução «, deu «pano pra manga», pois com ela veio a ganância, a disputa,
    a falsidade, a maldade… Como diz a célebre frase : » só sei que nada sei!» Seu comentário está bem comentado! Parabéns!
    » Corrupção»: Santa Catarina F. Da Silva Costa : Com certeza, esse mal é tão antigo, que deveria estar extinto! Nem Noé com
    toda a chance que teve, não conseguiu extinguir essa praga, no grande diluvio! E agora? Belo texto, Catarina!!!

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    • Muito Grata, Iracema Raizer Fiamoncini. Estamos dentro de uma tempestade, com a morte cirandando por todos os lados, e os corruptos ainda ganham milhões com nossas desgraças. Não tenho mais esperança na evolução do ser humano. Estamos feito Eda e Adão, como tudo se iniciou, a planta maligna caiu e a tudo contaminou! A ganância cega o homem, a disputa mata, a falsidade rouba a bondade e por aí vai. Tudo muito triste. Perdemos vidas, pessoas queridas, sem dizer adeus., no entanto, a corrupção galopou, aproveitou a oportunidade e não escondem os envolvidos a sua crueldade. Está na hora de outro dilúvio!

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