RELATOS DEL OCÉANO EM PORTUGUÉS

Todo lo publicado en  ARISTOS INTERNACIONAL está sujeto a 
la ley de propiedad intelectual de España

Junio  2.019  nº 20

La Dirección no se responsabiliza de las opiniones expuestas
por sus autores.
Estos conservan el copyright de sus obras

AL SERVICIO DE LA PAZ Y LA CULTURA HISPANO LUSA

OS OCEANOS
Uma crónica de Eugénio de Sá
É bem provável que as crianças e os adolescentes que estamos a criar para a vida não venham a usufruir, na sua plenitude, como nós fruímos, os oceanos deste belo planeta que herdámos. E, quer queiramos, quer não, a verdade é que todos nós contribuímos para o estado de coisas a que se chegou, que parece ser já irreversível.
Na realidade, a exploração desenfreada dos recursos do subsolo e do meio hídrico, a emissão continuada de venenos para a atmosfera, a forma desleixada como nos temos livrado de toda a sorte de resíduos produzidos pelo consumismo, muitos deles vazados em pleno mar, deixam-nos agora à beira de uma catástrofe ambiental que ameaça fazer da Terra um mundo muito diferente daquele que conhecemos.
Quanto à redução da camada do ozono, que existe para nos proteger, esta tem vindo a ser reduzida a níveis perigosos, expondo-nos cada vez mais à incidência directa dos perigosos efeitos solares. Além do aumento da temperatura media, sempre em crescendo, com efeitos nefastos para a vida dos seres humanos e de muitas espécies animais, muitas já perto da extinção, também as que vivem no mundo aquático, há que contar com o continuado degelo dos pólos e a sua influência na mudança das grandes correntes oceânicas, com consequências que ainda não sabemos exactamente quais serão.
Mas centremo-nos nos Oceanos, o tema proposto para esta edição da nossa Aristos. E a imprensa já fala deles assim…
« Em 2050 haverá mais plástico nos oceanos do que peixe
Actualmente, há 5,25 biliões de partículas de plástico espalhadas nos oceanos, pesando cerca de 268 mil toneladas. A grande maioria encontra-se entre o Atlântico sul e norte, o Pacífico sul e norte e o oceano Indico.
Em 2050 haverá mais plástico nos oceanos do que peixe. A produção de plástico aumentou vinte vezes entre 1960 e 2014, passando de 15 milhões de toneladas para 311 milhões. »
E aqui chegado não posso eximir-me a transcrever este meu soneto:
Amanhecer no mar, quanto esplendor;
Numa brisa ligeira a transportar maresia
A salpicar de sal e de extasia
Quantos do mar lhe amam o sabor
Amanhecer no mar, quanta poesia;
No despontar do sol no horizonte
A invadir de luz a nossa fronte
Num frenesi que o êxtase amacia
Amanhecer no mar, quanta excelência;
No divagar das águas em vaivém
Revelando a raíz da sua essênci
Amanhecer no mar é estar pr’além
Da pequenez de qualquer reverência
É sentirmo-nos grandes, ser alguém!
É esta a sensação emocional que guardo do mar-oceano nas várias latitudes que conheci; das suas vastidões, da transparência das suas águas,  do encantamento que me ficava na alma até muito depois de o haver navegado e privado com ele.
Quisera, outrossim, que os meus netos, e a sua descendência, o sentissem como eu o senti, o vivessem como eu o vivi, e não somente pelo que ouvirem contar dele.
A VIDA HUMANA E OS OCEANOS
Regina Carvalho
Os mares e os oceanos já inspiraram músicos, poetas, escritores. Na mitologia grega, por exemplo, seu o deus é Poisedon (conhecido pelos romanos como Netuno), enquanto Oceano era o Titã que governava os elementos líquidos. Fora da mitologia, da literatura e das artes, eles cobrem mais de setenta por cento da superfície terrestre e são essenciais para a biosfera e para a vida no planeta.
O Dia Mundial dos Oceanos foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2008. Contudo, muitos países já comemoravam a data após a Cimeira da Terra, realizada no Rio de Janeiro, em 1992. Todos os anos a data é assinalada a 8 de junho e pretende sensibilizar para importância dos mares e oceanos, apelando para a sua conservação. Por quê? Porque são uma energia bestial da natureza e criadores da vida na Terra. São os engenheiros e arquitetos de litorais com uma rede complexa de correntes. São promotores de marés e são os senhores todos poderosos do clima.                       
São uma fonte inexaurível de recursos e de sustento. Perfeitos suportes de vida dando abrigo a milhares de ecossistemas. Podem ser vistos como criadores e geradores de empregos, são uma auto-estrada verde azul.  São energia pura, são legítimas boticas submersas. Se forem causadores de medos são também geradores de triunfos. Neles se fizeram heróis, neles se desfizeram vidas. Neles se fez a guerra. Neles se fez a paz. Neles se «espelhou o céu”, como no verso de Pessoa. São mananciais preciosos de inspiração, recreação e descoberta. São «pais de todos os seres», como diz o poema edificador de Homero.
«Patrimônio do Futuro», assim foram denominados e celebrados na Exposição Mundial de 1998. São o maior e menos explorado lugar do planeta – apenas 5% da sua extensão é conhecida. Talvez por isso, ainda hoje, em nossas mentes refugiam-se sereias e tritões, metrópoles afundadas, perdidas, misteriosas. Guardiões eternos de galeões e de tesouros naufragados, viram crescer povos e erguerem-se culturas à sua volta.  As suas rupturas foram causa das maiores extinções na história do nosso planeta. Separaram continentes e dilaceraram cidades. Hoje em dia são eles que estão ameaçados. Todos os poetas e escritores os entoaram desde Camões a Antero, de Raul Brandão a Sophia, de Eugênio de Andrade a Manuel Alegre. Raro é o poeta que não sinta fascínio pelos Oceanos.
Sem eles não seria possível existir vida humana. São eles responsáveis pelo regulamento do clima, proporcionam alimentação, lazer, transporte e gera renda. Por conta disso, os oceanos são fundamentais para a sobrevivência da espécie humana e de todos os seres vivos do planeta. Mas será que a população conhece a importância que este imenso ecossistema tem em suas vidas? Será que observam o seu verdadeiro valor?
O oceano nos deu a vida, está na hora da gente retornar o favor. Os Oceanos retêm 97% da água da Terra, sem o ‘Azul não teria o Verde’”(Sylvia Earle, oceanógrafa)

3 comentarios en “RELATOS DEL OCÉANO EM PORTUGUÉS”

  1. «OS OCEANOS «(EugéniodeSá) Crônica que mostra, tristemente o hoje, e Poema que fala saudades do ontem!
    No cais da imaginação atracam remotas lembranças de um mar mais puro, de ouvir o som das ondas limpas,
    alimentando a alma…
    «A VIDA HUMANA E OS OCEANOS» (Regina de Carvalho) ( Um relato que, também confirma a queda do precioso
    líquido, que seria fonte de vida para a terra! Estamos sufocados entre,» o ser ou não ser «dos oceanos que sustentam
    os humanos dos quais, dependem para sobreviver! PODE?
    Obrigada, aos escritores amigos dos OCEANOS :

    Quero a paz
    De um Mar tranquilo
    Ouvir infinitamente
    «A Canção do MAR!»
    Cema Raizer

    Responder
  2. Quero parabenizar a todos os poetas conhecidos e não conhecidos
    que discorreram seus momentos de emoção^co poesias e e suas crônicas
    muito bem escritas .
    Lindo tema e muito satisfeito com o que li por aqui .
    Parabéns a todos os poetas e amigos do nosso mundo de Deus!
    Obrigado Drª Eunate Goikoetxea

    Responder

Deja un comentario