POEMAS SOBRE EL ABORTO EM PORTUGUÉS

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Junio  2.020  nº 32

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AL SERVICIO DE LA PAZ Y LA CULTURA HISPANO LUSA

COLABORAN.: Maria Inês Aroeira Braga (Brasil)…Virginia Branco (Portugal)…Eugenio de Sá (Portugal)…João Coelhos dos Santos (Portugal)…Alfredo dos Santos Mendes (Portugal)…Santa Catarina Fernandes da Silva Costa (Brasil)…José Ernesto Ferraresso (Brasil)…Amilton Maciel Monteiro…(Brasil)…Gabriela Pais….Iracema Raizer  (Brasil) …

 

QUERO NASCER 
Maria Inês Aroeira Braga

Eu vim do Céu, e ainda posso ouvir,
As risadas sonoras dos anjinhos…
Mas preciso crescer, evoluir,
Procurando o melhor entre os caminhos…

Ainda sou pequeno e indefeso,
Mas já sinto prazer e emoção…
Não me sinto sozinho e nem preso,
Pois escuto da vida, uma canção…

Peço a Deus continue tudo assim,
Para quando chegar a hora, enfim,
Eu possa descobrir o que é nascer…

Farei então parte da humanidade,
Conhecerei o sol, a liberdade,
Na aventura maior que é o: – Viver!

ABORTO
Maria Inês Aroeira Braga

O corpo é uma dádiva divina,
E tem que ser olhado como tal…
A mulher, desde muito pequenina,
Já é botão com essência floral…

Deve aprender que seu ventre é matriz,
Que um dia abrigará um outro ser…
E em hipótese nenhuma impedir,
Essa criança de vir a nascer…

Não somos donos da nossa matéria…
E se tivermos luz, inteligência,
Compreenderíamos que a questão é séria…

Alguns têm pensamento vil e torto…
Pois se esquecem da própria inteligência,
Caso sua mãe tivesse feito aborto…

UM DIA FOSTE EMBRIÃO!
Virginia Branco

Um dia foste embrião, flor em botão.
Vivias no meu útero materno.
Nossa metamorfose.linda gestação.
Nasceram as nuances do amor eterno!

O teu nascimento, qual rosa formosa,
ofereceu-me a mais bela experiência.
Ser mulher e mãe, divina e primorosa
Magia, que é do amor a essência.

Teu olhar fixo no meu, terna brandura.
Teus bracitos  no meu pescoço, em gola.
Aspiro o teu perfume que me consola.

Amor de mãe, que a alma não controla.
Que toda a mulher viva esta mesura;
-Os beijos dos filhos são pura ternura!

 

Mãe, onde estás?
– Eu queria tanto amar-te…!
Eugénio de Sá

Mãe, eu queria tanto amar-te…
Sou tal qual solitária avezinha
Que incapaz de voar, sonha sozinha
Como seria bom ver-te e abraçar-te.

Mas não quiseste dar-me esse carinho
E deitares-me a teu lado ternamente
E assim fiquei menino, mas diferente
Dos demais que desfrutam tal destino.

Não vinguei, minha mãe, não o quiseste
E onde estou me pergunto se o fizeste
Porque alguma desgraça te abateu;

Que te vergou a vontade e a razão
E que te fez parar um coração
Que batia em uníssono c’o  teu !

AGORA SIM! AGORA NÃO!
João Coelhos dos Santos

Lisboa, sete da tarde.
Está um frio que arde.

Na rua, junto ao Colombo, só, um triste pombo.

Autocarro bem cheio nos bancos e no meio.
No primeiro, no da frente,
Alheio a toda a gente,
Em voz alta um menino lia
Para sua Mãe que sorria:
– Agora SIM!
E perguntava enquanto a olhava:
– Agora SIM! Porquê?
– Fala baixinho!

– Tu, que vais votar?
– Vou votar SIM.
– És pelo aborto?
– Filho, sabes o que é o aborto?!
– É tirar o bebé da barriga da Mãe!
Eu não acho bem.

Porque vais votar SIM?
– Pela saúde das mulheres.
– Fica-se doente?
Também ficaste de mim?
Também me querias abortar?
Também me querias matar?
Porque nasci?

Diz… diz… diz!
– Cala-te filho.
Fala baixinho!
– Oh Mãe, se todas fizessem isso,
Não haveria mais pessoas no Mundo!

Agora SIM?!
Eu se pudesse votava NÃO!
– Vamos sair, filho.
É esta a nossa paragem!
– E tu que votas, Mãe?

– Agora, voto NÃO!

ABORTO NÃO!
João Coelhos dos Santos

Quem faz um filho
Fá-lo por gosto!

Nem sempre, aposto.
Sabemos que a mulher
Pode ser violada
Num qualquer vão de escada
E decide então
(Dilema com a razão)
Se esse filho forçado
Quer ou não quer,
É ou não por si amado.

Poderá sempre utilizar
(Não há que escamotear)
A pílula do dia seguinte.
Por conseguinte,
É bom de ver,
A decisão rápida terá de ser.
Se houver má formação
Do feto, do embrião
Mesmo que concebido
Com querer, desejo e amor
E não seja fruto proibido,
Pode decidir por não o acolher.
Que mais quer a mulher?!
Que maior proteção pode ter
(Sem fingida falsidade)
Pela recusa à maternidade?

Outra situação:
Aventura na puberdade,
Conceção, cumplicidade
Com o homem de eleição…
Ou talvez não.
Neste século vinte e um,
Cada uma e cada um qualquer dos dois
Tudo pode controlar para não engravidar
Antes, durante ou depois.
Se o não faz, que lhe resta?
Mata? Mata?
Como coisa que não presta?
Como se fosse filho de gata?
NÃO, não, não!

Adulta com o seu par
Ou com outro qualquer,
De novo a mulher
Tudo pode controlar.
Se o não faz, que direito quer?
Mata? Mata?
Como se fosse filho de pata?
NÃO! Não! Não!

Direito nas dez semanas?!
Que lei tão doidivanas!
E nas doze? E nas seguintes?
Mas que requintes!
Ao mundo vou gritar:
– Não tem direito de matar!
O seu dever é de ser responsável, consciente,
Com o seu descendente e não fecundar
Como animal irracional.

Depois poderão surgir mais:
Sevícias corporais
Maus tratos e agressões dos irados pais
Virão a ser aceites, perdoadas,
Despenalizadas!
Pura demagogia a caminho do caos,
Da anarquia.

Para onde vais civilização
Sem vergonha e irresponsável?
Civilização que foste notável.
Onde estão os valores éticos e humanos
Que foste perdendo ao longo dos anos?
Só dizes SIM quando deves dizer NÃO!

Vê se os acodes,
Pois aí estão os novos Herodes,
Venenosos como serpentes
Na matança dos inocentes
A quem não dão o direito à vida.
Veementemente insisto na despedida:

NÃO OS MATEM!
NÃO! NÃO! NÃO!

O EMBRIÃO
Alfredo dos Santos Mendes

Mãe! Por que não me deixas ver teu mundo?
Por que acabas assim com minha vida?
Por que será que estás tão decidida,
a praticar tal acto tão imundo!

Mãe! Eu não sou um ser nauseabundo!
Não sou uma doença contraída!
Faço parte de ti, fui concebida!
Sou vida no teu útero fecundo

Não queiras destruir-me por favor!
Não transformes em ódio, aquele amor,
do momento da minha concepção!

Eu sei que não pensavas conceber…
Mas, por favor mãe, deixa-me nascer,
eu sou um ser humano em formação!

Poema de uma mãe para seu filho morto
Santa Catarina Fernandes da Silva Costa

Há quanto tempo quero falar com você!
Não sei em que parte do mundo está, se me vê,
se me sente, se me ama, se me odeia,
se o coração que nem chegou formar
tinha na sua essência o que era amar

O mundo que o agasalhava de repente desapareceu,
Será que gritou, será que gemeu?
Será que o cérebro sem ser formado percebeu
que tudo naquele momento esvaeceu?

E seus pedaços foram destroçados,
Sem piedade, num lugar qualquer descartado,
Mas a alma da mãe se foi naqueles amontoados.

Nunca mais ela sorriu, nunca mais ela gerou.
Nos vagões longos da vida, solitária, perambula,
abraçada à sua dor e  à sua tortura.

DEIXE A CRIANÇA CRESCER
José Ernesto Ferraresso

Apenas de uma pequena sementinha,
surge um ser de carne e espírito,
depois de nove meses, vem para vida plena.
Chega e não sabe qual será a sua sina.

A criança, este ser gerado, necessita  de um nome
Será uma criança sadia, chamar-se-á Maria.
Uma linda criança astuta, poderá chamar-se Augusta.
Ou será uma criança de fé, um ser de luz,

e chamar-lhe-emos de Jesus.
Não sei, são tantos os nomes e sobrenomes…
Mas, como a chamaríamos?
Não sei e tavez isso não importe!

O que importa a esse ser
é que ele precisa crescer, viver,
para um dia vencer.

O  ABORTO
Amilton Maciel Monteiro

Mas que covarde vil e repelente,
é quem promove o sacrifício e a morte
de inerme criatura, inocente,
ao imolar-lhe a vida e a melhor sorte!

Que grande imbecil é o pretendente
que pensa ter poder de, com mão-forte,
decidir que o rebento ainda nascente,
sua santa mãe-ventre já o aborte.

Esse parvo não crê no Criador,
nosso Deus que age sempre com amor
e em defesa da naturalidade?

Que é só Seu o poder de decidir,
quem vai nascer, ou mesmo sucumbir?
Para isto não temos liberdade!

ABORTO É VIDA
Gabriela Pais

Interrupção, suspensão,
De ato que supostamente
Terá existido amor
E colocada uma vida,

Porque surgirá um não…
Adversidade evidente,
Só desgraça em derredor,
Medo de vida sofrida?

Matéria controversa
Entre o decesso e a vida,
Será crime punível
Ou perdão fundamental?

Com o aborto sou avessa
Sem direito a ser seguida,
Em casos fortes é plausível,
Só aos próprios é consciencial!

Quem os não faz por rotina,
A dor deve ser intensa,
No tempo nunca esquece
O amargor duma doce vida

Sonho desfeito patina,
Numa corda bamba imensa,
Jamais nada resplandece,
Fica a lembrança ferida.

Quando há culpa é sói da mãe?
E o pai onde está, como fica?
Aborto tema de ninguém,
Tanta cantata repica.

Egoísmo, hipocrisia,
Que rodopiam p’ lo tema
Ensinar a respeitar urgia,
Amar quem não tem culpa é o lema.

ESCURIDÃO
Cema Raizer

Bate um coração
Num mundo escuro
Imensa é a solidão de não ter pai…
Por que só tem mãe?
Entre ternura e do querer e não poder
Assumir somente um o que é de dois…
Medo e solidão Insegurança e desamor
Silêncio e desespero
Segredo que se manifesta mês a mês…
Quem já sentiu na pele esse medo?
O silêncio congela os sonhos
A angústia ultrapassa o medo
É como uma pungente dor…
Entre ser ou não ser o coração chora
Não brilham as estrelas
Para quem está a sós
Na escuridão…

1 comentario en “POEMAS SOBRE EL ABORTO EM PORTUGUÉS”

  1. Ontem recebi com muito agrado, a ENLACES – ARISTOS INTERNACIONAL, na qual colaborei com um dos meus simples poemas. – Por esse motivo me sinto feliz e muito orgulhosa ! A toda a Equipa que constitui o COMITÉ EDITORIAL DA REVISTA ARISTOS INTERNACIONAL ENVIO OS MEUS AGRADECIMENTOS E OS PARABÉNS POR MANTEREM O NÍVEL INTELECTUAL E LITERÁRIO DA REVISTA, MUITO ELEVADO.. EM ESPECIAL PARA A DRA. EUNATE GOIKOETXEA ( DIGMA PRESIDENTE) E PARA (O COORDENADOR EDITORIAL) POETA EUGÉNIO DE SÁ O MEU ABRAÇO DE GRATIDÃO. – VIRGÍNIA BRANCO

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