POEMAS….PORQUE ESCREVO?

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Noviembre 2020 nº 37  

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AL SERVICIO DE LA PAZ Y LA CULTURA HISPANO LUSA

 

COLABORAN: María Inés Aroeira Braga.-Virginia Branco (Portugal).- Eugenio de Sá.- (Portugal).-Jusmaria da Cunha Carvalho.-Alfredo dos Santos Mendes.-Celso Henrique Fermino.-Santa Catarina Fernandes da Silva Costa.-Mário Matta e Silva.-Tito Olivio.-Cema Raicer.

ESCREVO…
Maria Inês Aroeira Braga
Brasil

Eu escrevo porque minh’Alma pede,
E se agita em total sofreguidão…
Porque ela necessita e tem sede,
De que eu diga o que sai do coração…

Eu falo sobre a esplêndida beleza,
Que faz brilhar tudo na criação…
Sobre a vida que há na Natureza,
E que me envolve toda em emoção…

Se o mundo está carente de ternura,
Busco encontrar cada palavra pura,
E deixar nos meus versos luz e cor…

Assim, quando voltar para o meu, “Lar”
Levarei o mais doce poetar,
Para fazer sorrir o Criador…

PORQUE ESCREVO?
Virgínia Branco
Portugal

Preciso do silêncio, da minha imaginação.
Preciso  atingir a harmonia,
quando ferve o coração
e a pele se arrepia.

É quando se dá a extasia!
Minha escrita são gritos d’ alma,
para que as crianças sejam felizes
e as mulheres sejam amadas.

Que se extinga a violência
e do caos brotem flores.
A maldade dos homens tem de ser esmagada,
no palco do exorcismo!

Escrevo quando surgem a tempestade, os abismos.

Quando  vem a calmia ….
e nos jardins se passeiam os amores.
Minha escrita é uma catarse
que a escuridão alumía.

Podemos fazer da terra um paraíso,
escorraçando o terrorismo,
fazendo escolhas com siso.

Escrevo também para ti meu amor,
para que conheças bem da minh’alma a essência,
porque o meu coração,  escolheu o teu por excelência !

UM BEM MAIOR
Eugénio de Sá

Não tem forma, limite, nem recantos
Este poder da nossa inspiração
Que nos abre ao prazer da fruíção
Todos os sonhos, todos os espantos

É dela que se nutrem os impulsos
Que nos movem a mente e a vontade
Mesmo se a mão não sabe como há de
Dar suprimento ou encontrar recursos

Da criação, um dos seus bens maiores
Das maravilhas que da vida impendem
A imaginação é uma das que tendem
A fazer-nos de Deus adoradores

E nós poetas, escritores, amantes
Desta extasia que nos vem da escrita
Temos de agradecer-Lhe toda a dita
Que os nossos dias torna inebriantes

PORQUE ESCREVO
Jusmaria da Cunha Carvalho

Eu escrevo
Pelo enlevo
De tudo o que vejo
Que aguça o desejo
De me expressar
Para aliviar
A dor que sinto
Pois não  minto
Ao dizer
Do viver
Os conflitos
Dos aflitos

Também escrevo
Por observar
O sol e o luar
E ao penetrar
No encanto do belo
Nos simples e singelos
Mas magníficos
Sons específicos
Da natureza
Sinto a leveza
De brisas suaves
E canto das aves

Eis que escrevo
No relevo
Da vida

As vezes sofrida
Às vezes florida
Mas sempre colorida

ESCREVENDO
Alfredo dos Santos Mendes

Compor num papel o que a alma me diz.
Juntar caracteres e então conseguir,
Que assim deste modo eu mostre o sentir,
Que dentro do peito me torna feliz!

Lembrando os meus tempos ainda petiz,
Minhas diabruras me fazem sorrir.
Apenas pensava em me divertir,
Fugir da tristeza, das cenas hostis.

Assim deste modo, feliz fui vivendo.
Fui sempre anotando e tudo escrevendo,
Na minha sebenta de uso escolar.

Os anos passaram e hoje recordo,
Ainda menino eu fiz um acordo:
Iria escrever, p’ra depois recordar!

Missionário
Celso Henrique Fermino

É com o sangue escorrendo no peito
Bateia abecedando dia-e-noite
Em busca do vernáculo perfeito
Que o poema me rasga com o açoite

Marcando a carne a fim de que o conceito
Seja preservado com lida e aloite
Para que não venha um de qualquer jeito
E manche o brilho áurico da sonoite

Escrevo por missão e por amor
Finjo às vezes um sofrer verdadeiro
Resultante do sagrado lavor

Tenho a consciência leve e terna
Como a vida, o poeta é passageiro
Entretanto sua poesia é para sempre!

ESCREVER, POR QUÉ?
Santa Catarina Fernandes da Silva Costa
Brasil

Viaja, alma minha,
abraça as asas das letras,
enfeita-te das vestes das estrelas.
Vence essa capa que te aprisiona,
Não fiques entre lagos vermelhos,
Nem na palidez do teu cárcere.

Atravessa mares e fronteiras,
Navega nas alturas,
agasalha da ternura,
E do alto prateado, dourado,
Olha para a terra
Que te oprimia.
Sacode a poeira da mente,
Vista-a de pensamentos reluzentes.
E deita no entardecer do dia,
embalando o último sonho bordado de alegria.

A noite pinta teu céu de anjos,
Com eles cânticos de arcanjos,
Sons melodiosos carregados de encantos.

Para que ficar ligada à pele
Que dia a dia se esvanece.
Ultrapassa o limite da tua existência
Registra-te em folhas de papel,
Deixa-te voar ao léu.

Escrever para poder voar,
dádiva sagrada doada.
 num papel amarelado ficar eternizada
E quando ser tocada, será lembrada.

A POESIA E A ESCRITA
Mário Matta e Silva

Porque escrevo desabridamente
Enquanto o tempo passa e nos devora?
Porque escrevo eu hora-a-hora
De tudo o que me preenche a mente?

Levo as noites a pensar e cada tema reter
São versos pra construir, alinhar
Com palavras para rimar
E métrica para não esquecer.

Eu escrevo, escrevo com vigor
Nas tempestades da vida
E quando a alma anda sentida
Faço canções ao amor.

Ai tempo do meu penar
Ai horas de alegria
Tudo escrevo em euforia
Tudo tento registar.

A terra, o céu e o mar
Os campos de vinha, a cidade
A velhice e a mocidade
Tudo vai no meu poetar.

O sol, as estrelas, a lua
E as paixões desvairadas
Ou cada musa encarnada
Fresca e bela, toda nua.

E a escrita não parou mais
Desde a minha juventude
Por isso escrevo a miúde
Até sobre coisas banais.


A ESCRITA
Tito Olívio

 Deem-me a folha que passa
​​​​​Sob os dedos devagar!
Não há nada que 
mais faça
Que tenha a suprema graça
De tanta coisa ensinar.
São pequeninos soldados
Os sinais que a escrita tem.
Parecem estar parados,
Mas foram lá colocados
Pra que possam 
lê-los bem.
São as letras os sinais
Que a branca folha decoram.
Se casam com outros 
mais,
Formatam ideias tais,
Que umas riem, outras choram.
Quando o homem inventou
A letra para escrever,
Foi, sem saber, que criou
Um sistema que ficou
Eternamente a viver.

ESCREVO POR SER POETA
Cema Raizer

Por isso poetizo a Lua
Amo olhar o céu…
Hoje é lua cheia!
Meu pensamento acelera
E sinto muita emoção
Pouco à pouco a lua se mostra
Minha inspiração se aquieta
Observando a escuridão!
Entre nuvens
A Lua me inspira!
Pertenço a um mundo saudosista
Que me desperta melancolia…
Nele eu me encontro!
A vida se torna mais bela
Na luz da lua prateada…
Escrevo com melancolia
Minha saudade
Minha tristeza
Meu amor e meus sonhos!

QUERO ESCREVER
Cema Raizer

Sigo escrevendo
Minha inspiração
Marcando quem sou
Numa constante busca
Diante da vida e da natureza…
Me inclino como poeta!
Sentindo beleza perdas e ganhos
No dia a dia de cada dia
Nesse mundo gigante
Numa inspirada solução
Amo a Natureza!
Converso com estrelas
Planto flores e frutos
Preservo sempre no agora…
Saudade e sonho me envolvem
Sem medo do amanhã
Pela certeza de amar a poesia
Na vontade de preservar
Quero escrever…
Não posso parar o tempo
Que passa muito veloz

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