POEMAS PODER E LA PALAVRA

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O PODER DA PALAVRA
Rose Arouck
Brasil
 
A palavra depois que foi lançada
não retrocede e ágil se locomove
 para continuar sua tortuosa jornada
em busca de uma força igual que a renove.
 
Se for áspera fere como um punhal,
se de ternura acaricia e acalenta…
Tem o poder de controlar o mal,
ou espalhá-lo com o furor de uma tormenta.
 
Nossos lábios não devem proferí-las
se estivermos com as intenções endurecidas,
pois vão torná-las ainda mais enfurecidas.
 
A calma ao falar ameniza e as detém,
quando as frases se descontrolam em
 nossa boca, nos deixando delas refém.
 

O PODER DAS PALAVRAS
Maria Inês Aroeira Braga
Brasil

Há palavras que exalam o olor de rosas,
Quando são proferidas com carinho…
E aquelas ásperas são venenosas
E da roseira só extraem o espinho…

As palavras que saem só da boca,
Não têm nenhum sentido nem valor…
Pode-se ver que são vazias, ôcas,
Já que melas não há sinal de amor…

Se elas nascem nos nossos pensamentos,
Vão expressar todos os sentimentos,
Sejam eles de raiva ou emoção…

Deixemos que elas mostrem nossas almas,
Pois se forem bondosas, doces calmas,
Podem tocar um outro coração…

A PALAVRA
Virgínia Branco
Portugal

Água pura cristalina
que o silêncio acata,
um murmúrio de cascata….

Em cada alma uma chama.
A palavra sacia, inflama,
preenche lacunas..

Falada, cantada e na reza
é a riqueza da nossa língua portuguesa.

Somos arautos
em prosa ou em verso
passamos mensagem
frente e reverso.

Atempada e calma
a palavra acalma,
suaviza as mágoas
das almas febris.
Educa, consola
estimula apetências.

As graves
tecem violência
incitam ardis.      
As loucas, são ocas
orelhas moucas.
   
Manjar sublime
que na poesia me redime
e me apraz saborear
nas nuances de um poema
ou na arte de representar.

Mas a palavra mais bela
singela, de prata fina
que o dicionário contém,
semente que no peito germina,
qual etnia, qual cor?!
É a palavra Amor
com um perfume de mãe

A PALAVRA LIBERTA
Jusmaria da Cunha Carvalho 
Brasil

A escrita e a leitura 
Na luz do ensinar
Impregnada de ternura
Conduzem ao libertar 

A palavra é poder
A palavra é magia 
E provoca o renascer 
Na manhã de um novo dia 

Liberta dos jugos desiguais
Libera os sonhos e ideais 
Liberta, liberta
A palavra liberta.

Palavras esquecidas
Eugénio de Sá
Portugal

Deixemos as palavras esquecidas
Somente são o despertar de mágoas
Que se arrastaram, gastas e sofridas
Tais rios que já escoaram negras águas.

Deixemos na quietude a altercação
Que se amansem os ecos interiores
Interiorizados num triste coração
Ajuntador de males e desamores.

Bastem-lhe as extasias espirituais
Que um fiável amor pode aportar
Merecidas mordomias naturais

E que esquecido fique o recordar
Das palavras que foram cruciais
Pra maltratando, o desassossegar.

 Palavras secas
Eugénio de Sá

Secaram-se as palavras nestes dedos
Que outrora as faziam deslizar
Lestas, fluídas, querendo poetar
   As idéias, os sonhos, os segredos…

Talvez que um dia voltem a brotar
Nestas mãos de poeta, entorpecidas
Plos desencantos desta e d’outras vidas
  Que aos poucos as fizeram bloquear…

E ao fixar o espaço ora vazio
Que, sem palavras, triste se apresenta
O meu olhar é cada vez mais frio

Lembro então a sentença bolorenta
Velha, qual côdea que fede a bafio:
A poesia perdida não mais acalenta!

Palavras, que palavras? 
Eugénio de Sá

Se é com uma palavra que dizemos sim
Outra palavra serve pra dizer um não
E é todo um mundo que entra em negação
Numa contradição dura e ruim

Algumas são só sons, leva-as o vento
Nem tudo o que expressamos é cumprido
E outras há, parecendo sem sentido
Mas que importantes são para um alento…

Palavras  há, contudo, bem pesadas
Determinando formas de viver
Dando alegrias ou fazendo sofrer
Respondendo em afagos ou em bofetadas

E se a honra é marcada pla palavra
Também é de palavras feita a ira
Quando tudo à nossa volta gira
Pla raiva da traição desesperada

PALAVRAS FALSAS
Alfredo dos Santos Mendes
Portugal

A palavra esconde em si, tanto poder,
Que jamais alguém conseguiu alterar.
Quanta gente fala, fala por falar…
Seu sentido altera, se isso lhe aprouver!

Algumas palavras, lhe dão o que quer,
Quando sabiamente as sabe aromar.
Dá-lhes colorido e fá-las brilhar
E assim representam, o que bem quiser!

Assim as palavras, vil, insidiosas.
Que certas pessoas muito habilidosas,
Lhes conferem brilho e muito valor.

Parecem amenas com muitos carinhos.
Ocultando as garras…Todos os espinhos…
Ocultando assim. De nós, seu horror !!!

ACREDITO NA TUA  PALAVRA  
José Ernesto Ferraresso
Brasil

Ando por todos os lugares e Te encontro,
Penso em Ti, caminhas comigo lado a lado,
Medito e penso em Ti, Ó Senhor.
Acredito.
Espírito de Luz és nosso Pai Criador.
Estou a procura de uma força que sustente,
 e confirme a minha crença,
 prosto-me perante Vós, Meus  Deus, porque.
quero viver e dar testemunho do meu viver,
Sei que estás em mim e eu  em TI.
Busco refugiar em Teus braços, e acredito
em Tuas palavras, por isso as propago
aos quatro cantosjunto ao Teu nome.
Quero andar sempre ao Teu lado
e poder chamá-Lo de Pai.
Compreendo e confio em Ti, Meu Deus,
Tenho a Tua presença no meu ser,
e sei que olho para dentro do
meu coração e sinto Tua presença e te peço:
Liberta-me do Egoísmo, da Luxúria,  do Medo,
da Incerteza, da inveja e da mediocridade.
Amém…


 

PALAVRAS I
Albertino Galvão – Abgalvão 

Há palavras carinhosas e sinceras  
Que comparo a beijos doces que nos dão  
E muitas há, que apesar de mais severas,  
São precisas mesmo quando dizem… não!  

Há palavras como ódio ou rejeição  
E outras tantas que conheço mais austeras  
Que nos queimam, como lava de vulcão,  
Carbonizam à nascença as primaveras   

Há palavras insensatas que se lançam,  
Como pedras aguçadas, como setas…  
E outras há que sendo fúteis não alcançam  

A pureza das palavras mais seletas  
Que nascendo de bocas sãs ,nelas dançam,  
Como mãe, amor e paz, as prediletas! 

PALAVRAS II
Albertino Galvão – Abgalvão

Sentidos dominam vontades avulsas
Que se fundem gerando palavras confusas.
Palavras febris, de sonhos expulsas,
Fabricam imagens um tanto difusas
Que se soltam, voando dispersas
E plantam no tempo ideias diversas. 

Palavras sem nexo, vazias, banais,
Pensadas na boca, por línguas venais…
São iguais a rascunhos de versos complexos,
Sem alma, nem regra, nem rima,
São obras sem cunho, registo, nem vez…
São flashes sem tempo ou meros reflexos
Que não marcam nem duram como obra-prima.

Palavras cantadas, faladas, escritas,
Que pulsam da alma e falam de penas
São versos, são prosas, novelas,
Histórias narradas, contadas, descritas,
Algumas alegres, outras bem tristes.

Palavras melosas, dengosas, gemidas,
Fecundam na mente ciúmes, paixões…
E palavras banais, faltosas, fingidas,
Criam quimeras parindo ilusões.
Palavras leais, sentidas e nobres
São raras marcantes e fortes! 

Palavras maldosas, reles, danadas…
Palavras ruins, cruéis e mortais
Que fazem da raiva o tema de fundo
São gritos!
Gritos de guerra, tumultos no Mundo 

Que vendem notícias, revistas, jornais!
Palavras chacina, violação e terror
São palavras que escrever e ouvir
Eu não queria… Jamais!. 

 

DEDO EM RISTE
– O Poder da Palavra –
Mário Matta e Silva
Portugal

De dedo em riste te falo, guardião
Da palavra nobre, sã e erudita
Tu que arrastas, febril, a multidão
Em mensagens de apelo, oração bendita.

De dedo em riste, eu peço a PAZ
Em cada hora que abro o meu diário
No poder da palavra, que se desfaz
Na ganância do mal, esse fadário.

Ai como a palavra é vã, desgovernada
Sem sentido, sem glória, desvirtuada
Porque a PAZ não chega, vago sermão

Em que o poder da palavra se desvanece
A multidão de descrentes, enfim cresce
E do amor e da palavra nasce a compaixão.

LÍNGUA DE OURO
Gabriela Pais
Portugal
 
Idioma demais belo
reais sons têm as palavras,
um denso campo que lavras,
será bordado singelo,
cadeia de amor um elo,
com tantos significados,
versos de cunho dourados.

As palavras são puro ouro
feliz grandiosidade,
se ditas com qualidade,
um valioso tesouro
que por vezes dá estouro,
uma das poucas riquezas,
que o País tem de verdade.

Idioma precioso, 
contudo há quem o degrade,
tratado sem dignidade,
minha língua honrosa
de palavras portentosa,
água livre de impurezas
manta retalhada às vezes.

Palavras que guardarei
depois de ditas ou escritas,
no afeto são tão bonitas,
 
as rudes não esquecerei,
outras avivam, registarei,
umas circulam no espaço,
nos poemas orno a laço.


O PODER DAS PALAVRAS
Gabriela Pais
Portugal

Palavras de luz que nos iluminam
como música de guitarra dolente,
como orquestras sinfónicas que ilustram,
lembranças boas, más, caladas na mente.

Palavra que expressa reais sentimentos,
ardor das mágoas, prazer racional,
liberta ideias, reflete pensamentos,
existe! Atravessa épocas, é imortal!

Vulcões incandescentes as almas ferem
tais setas apontadas ao coração,
dores de vulgaridade conferem.

A palavra tem poder se usada com tento,
passa de torta via a florido jardim,
os termos vivem, ao luar e p’ lo vento.

 

O PODER DA PALAVRA!
Cema Raizer
Portugal

Palavra tão especial de poder
Repleta de sonhos e realidades
De buscas e de sinais
A nos mostrar amor

Consolo e afeto
Novidades que nos alegram
Momemtos melancólicos
Consola a saudade

Traz sabedoria carinho
Nos enternece

Registra toda a inspiração

Grande é o poder da palavra Poesia!

AMO
Cema Raizer
Portugal

É a palavra mais linda do mundo!
Quando é recíproca e sincera
Se for de verdade!
Amo essa palavra poderosa

Que une
Que constrói
Que vivifica
Que envolve

Que faz sonhar e somar
Que inspira confiança
Num feliz retorno.


PALAVRAS QUE FAZEM BEM
Cema raizer
Portugal

Poesia Amor Amigos
Perdão
Poema
Preservação

Consolo
Sonho
Dinheiro
Chuva passageira

Natureza
Lua céu Sol
Mar rio lago Cascata

Montanha
Simplicidade
Nós…

SOLIDARIEDADE
Cema Raizer

Palavra viva
Acrescenta amor
Felicidade
Nos envolve na fé

Na bondade
De sermos prestativos
Palavra que abraça
Traz conforto

Ajuda no convívio
Com amor, perdão e paz…
Socorre alegra e ilumina!

Nos proteje nos une
E nos leva
A cumprir uma missão!

 
 
 
 
 
 

2 comentarios en “POEMAS PODER E LA PALAVRA”

  1. Caros Poetas, envio o meu inteiro aplauso, para a Revista ARISTOS INTERNACIONAL que recebi com muita alegria, a que considero cada vez mais prodigiosa / Revista Literária Aristos Internacional de Outubro de 2021.- Assim pretendo enviar os meus agradecimentos a todos os elementos da Equipa que compõe a parte Editorial.; – Em especial à sua Digma. PRESIDENTE Eunate Goikoetxea e ao Poeta Eugénio de Sá , seu Digmo VICE-PRESIDENTE- Em simultâneo desejo também felicitar todos os POETAS E ESCRITORES participantes, pela qualidade literária que imprimem em todos os trabalhos apresentados. Bem Hajam!!!!!!! -VIRGÍNIA BRANCO

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