POEMAS O OUTONO

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 OUTONO DA VIDA
Humberto Rodrigues Neto
São Paulo, Outubro/2014
( in memoriam )

Das árvores, no Outono vão-se as folhas
que as abandonam no rigor do inverno,
num ciclo natural e sempre eterno,
imune a alternativas ou escolhas.

Árvore fui, carregada de amores,
que eram quais flores vivas e mimosas
a balouçar nas ramarias viçosas
da minha mocidade aos esplendores.

O outono vem pra que o verão regrida;
o inverno surge, e a limpar se esmera
todo o ambiente pra que a primavera
faça eclodir o renascer da vida!

As folhas verdes, de brotar não param;
renascem ao chegar nova estação,
mas meus amores do extinto verão
secaram todos e não mais brotaram!

  

SONETO DE OUTONO
Eugénio de Sá
Sintra,
Setembro de 2014  

Esta janela que parecia feia
e se abre ao vasto campo em frente dela
mostra quanto a paisagem tem de bela
nos outonais matizes que alardeia.

São os rubores doirados pelo sol
que cai no horizonte, preguiçoso
que dão a cada folha o tom vistoso
tornando inda mais lindo o arrebol.

Ah natureza, quanto é promissor
este desfrute das tuas entranhas
nesta visão mostrada plo pintor

que tem virtudes tais e tão tamanhas 
como as só pode ter Nosso Senhor
e por d’Ele serem não nos são estranhas!

COMO NO OUTONO
  Cema Raizer  

Que nesses teus dias
tenhas luz a te guiar…
buscando o bem
nas pequenas coisas

Como folhas de outono
a mostrar o ciclo da vida
Vendo o vento nas folhagens
lembrando quanta vida há ali

Ouvindo uma canção antiga 
Estar viva e alegre
para alimentar a inspiração

Pequenos momentos da vida
não morrem…
são somados em cada olhar
a cada novo pensamento

Em cada busca
Como no outono
nos fazem meditar…

Vivificam 
Enternecem
Iluminam…

BRISAS DE OUTONO
Ary Franco (O Poeta Descalço)

Despede-se sem adeus o tórrido verão.
Já sinto no rosto as brisas de outono.
São arautos dos bons dias que virão.
Na rede, deito-me embriagado de sono.

Folhas secas despencam de florida árvore.
Suave aragem as trás para minha varanda.
Formam um tapete no frio chão de mármore.
Com elas chega-me um doce olor de lavanda.

O luar salpica de prata o tapete folheado.
Deslumbrado, recuso-me a nele pisar.
Permaneço na rede, feliz e encantado.
Presente da natureza que me veio ofertar.   

Apego-me ao momento, mas o tempo é implacável.
Arrastado por ele sou, sem a mínima dó ou piedade.
Temo o frio inverno que virá de forma inapelável.
Sei que este outono, quando se for, deixará saudade.

O OUTONO DA VIDA
Laura Lopes

É tão breve a Primavera
Vivida com subtileza…
Somos sujeitos na espera.
Como toda a Natureza.

Logo chega o Verão…
Na vida é duro o caminho…
Não nos trata com carinho
Mas confere aptidão!

E, neste mundo a gente,
Pensa ser do tempo dono…
O verão passou de repente
E logo chega o Outono!

Decadente profusão;  
Folhas viçosas e belas 
Ficam secas, amarelas 

E vão caindo pelo chão…
Está próximo o Inverno:
Na vida, o ciclo é eterno!

OUTONO, O ELO!

José Ernesto Ferraresso

Do outono, como fascina
Sentir o toque do vento
Em qualquer dobrar de esquina,
Quer num vale ou monumento!

Tem o outono a fosca imagem
Do declínio temporário.
Natureza em reciclagem;
Ao mundo, algo necessário.

É no outono que as pessoas
Se envolvem na nostalgia,
À espera de coisas boas,
Todas de regresso um dia!

Outono, elo natural
Do calor e frio intensos,
Que reconforta o casal
Entre dois tempos intensos.
 
As folhas mortas do outono,
As árvores com seus frutos…
Tem o amor, depois o sono,
Entre seus fartos produtos.

O OUTONO
Gabriela Pais ( Portugal)

Hastes partidas e desfolhadas,
sem retorno caem ao abandono,
vestem ruas cor acerejadas
com pitorescos mantos sem dono, 
as folhas p’ lo vento balançadas.

Outono quadra de transição,
as árvores se despem e choram,
ficam estigmas no coração
pela queda das folhas que adoram,
estiradas por tudo que é chão.

O vento as acalenta no sonho
de um repulsivo sono profundo,
no ar um sol cauteloso, tristonho,
que beija as folhas secas a fundo,
já débeis em chão frio, enfadonho.

Páginas da vida em desabono,
os dias mingam não colaboram,
secam as folhas matiz d’ outono,
tombadas em danças que laboram,
folhas de outono rainhas sem trono.

AS FACES DO OUTONO
Ógui Lourenço Mauri
Catanduva SP, 15/novembro/2018

Traz o outono matiz peculiar,
O sol já não é forte ou intenso;
Sobra ao vento atrevido assoprar,
Num contraste do clima, que é imenso.

Muitas folhas fenecem no chão,
Diante dum quadro em sintonia
Com grilhões da voraz situação,
Que aniquila de vez a alegria.

Pois é assim que, não raro, me vejo,
Mergulhado nos dias de outono;
Nostalgia que me dá ensejo
De vigília, de não ter mais o sono.

Tenho ainda na mente o verão
Que feliz eu passei a teu lado.
Mas o outono chegou de roldão
E do sonho me vi acordado.

Vá, outono, bem rápido embora;
E o inverno apareça, por fim!
Que se embrenhe em ti na melhor hora,
 A fazer que tu voltes pra mim! 

1 comentario en “POEMAS O OUTONO”

  1. Em primeiro lugar quero cumprimentar nossa querida poeta Eunate,
    pelo evento literário que deu oportunidade para os poetas virtuais mostrarem suas emoções ,
    através de seus escritos em vários idiomas .
    Cumprimento a todos os poetas que deste evento participam.
    Obrigado amiga por atender o meu pedido sobre a poesia.
    Felicidades a todos os que escreveram e colaboraram aqui.
    Sucesso sempre amiga!

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