POEMAS EN PORTUGUÉS

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ARE PLENA

Carolina Ramos

Com músicas, versos, telas
e inspiração desmedida,
artistas fazem mais belas
as belas coisas da vida!

A olhar o mundo, com visão serena
de quem ama o que fez e, apaixonado,
reconhece a presença da arte plena
e do talento nunca superado,

notou, o Criador, o quão pequena
era a alma do ser recém criado!
E temeu-lhe o futuro, que condena
um sonho ao nada, quando mal sonhado!

E, então, a luz brilhou na noite escura!
E reacendeu-se a flama das conquistas!
– Num mágico lampejo de ternura,

dando-lhes alma e coração de sobra,
Deus criou, tão sensíveis, os Artistas,
humanizando, assim, a própria Obra!

sepa

SER SÓ!
Humberto – Poeta

A vida inglória sobre mim tem posto
um desfilar de inúmeros fracassos,
e agora impõe-me o crucial desgosto
de separar-me dos teus níveos braços!

Dizes-me agora em juramentos crassos,
que lanças pérfida sobre o meu rosto,
que já não mais te inflamam meus abraços
e nem meus beijos têm o antigo gosto!

Partes e deixas-me pelo caminho
que ora me cumpre palmilhar sozinho,
sem leve queixa na mudez da voz!

Agora sigo de alma espezinhada
essa tristonha procissão do nada
dos que ficaram para sempre sós!

sepa

SÁBIO ENVELHECER
Eugénio de Sá

Ganha aos poucos razão mais palpável
aquela que nos diz que envelhecemos
só porque ao corpo agora não podemos
exigir-lhe um vigor inesgotável

Dessas carências há compensações
há ganhos e valias merecedoras
de tolerância nos dias e nas horas
que consagramos às nossas emoções

Gozamos os sabores da cortesia
e de sensibilidade aumentam-se os sentidos
ao sabermos aos outros dar ouvidos

E às gerações que nos vão sucedendo
sabemos transmitir maiores valores
que aqueles que à sociedade são melhores

sepa

MÁSCARA SUBTIL

Luiz  Poeta

Eu não gosto de afirmar o que eu não saiba;
e se souber… qual a verdade verdadeira ?
Não reconhece o odor o que não cheira;
nunca se encaixa tudo aquilo que não caiba.

O que é real contesta toda fantasia;
a hipocrisia é uma máscara sutil
que mostra cores ao cego que nunca viu
a verdadeira cor da farsa e da ironia.

Pego carona no barco da poesia.
Prefiro ver a dimensão sutil do mar;
Não uso máscara, destilo a alegria,
Que salta livre através do meu olhar.

sepa

 A NOITE DO POETA

A noite é catedral onde o silêncio reza.
E eu sou caminheiro do sonho
num país de penumbras.
Tenho a fascinação
do mistério das sombras
e a cada crepúsculo sinto
adolescer mais um poema.
A noite invadiu-me por inteiro
e criou raízes em meu ser.

Meu amor é uma árvore de estrelas
bordando o chão enluarado
de caprichosas rendas.
Então vem o Sol, operário de fogo,
e rouba de meus olhos
pedaços de minha noite.
Assim, haverá sempre uma saudade
de ramos estiolados e dispersos
sob um sol sem poesia.

E surgirá o dia a nos brindar
com seu buquê de angústias,
seus monstruosos ruídos
e eu me chamarei tristeza
a desejar mais um ocaso.

Mas em breve, eu sei,
um crepúsculo no horizonte
anunciará a noite com seus silêncios,
seus mistérios, solidões e nostalgia.

E a noite, então, se faz
a catedral onde o silêncio reza…
E é lá que a inspiração pula do peito
e tange o bandolim da fantasia.
E eu, acordando de um tédio ensolarado,
juntarei os meus ramos dispersos,
cortejarei a lua e as estrelas
e serei novamente poesia…

Thalma Tavares 

sepa

CAMBALEANTE

Meu viver foi só trabalho
remando contra as marés,
costurei cada retalho
consertando o seu viés.

Toda sorte se escondeu
e dela nem tive abraço,
nem por isso me doeu,
não dei chance ao meu cansaço.

Fui dando tudo que tinha
e como o surrar de um sino
a dor foi somente minha,
nunca culpei o destino.

Às vezes cambaleante,
outras vezes dei guinada,
de mim mesma fui amante
por mim mesma fui amada.

Plantei um bobo sorriso,
inventei o meu jardim,
rabisquei o paraíso,
fiz meu Deus perto de mim.

Peço ao sol ele me aquece
e não me deixa chorar,
nessa força a alma não tece
a tristeza em meu olhar.

Com o andar cambaleante
fiz a trilha verdadeira,
não sei dar passo gigante,
porém sei chegar inteira.

Desenhei o meu futuro,
Jogo força em cada passo,
sou a luz do meu escuro,
é na raça que eu me faço.

Dáguima Verônica de Oliveira

sepa

Contemplação

Quem sabe se eu pintasse a luz do dia 
Com as cores  do frescor da Natureza,
Fizesse eu um quadro em singeleza
Da Vida rindo os risos da alegria…

O sol beijando a serra eu pintaria
Entre árvores  de verde em sutileza
E uma nuvem no céu, tão indefesa,
Que o vento, sorridente, a sopraria…

No resgate de muito belas cores,
Muitas flores a tela  a colorir
Com perfume de mil e um olores…

… E o alegre pincel, num ir-e-vir,
Comporia o melhor dos meus primores:
Uma criança meiguinha a me sorrir!

Regina Coeli

sepa

EU E O TANGO

Ary Franco (O Poeta Descalço)

Toque para mim, meu tango amado.
Quando te escuto fico encantado.
Teus acordes só fazem me comover.
És uma das alegrias do meu viver.

Despertas-me mil recordações.
Quando em teu ritmo dançava,
Evoluindo nos saudosos salões,
 Levando nos braços minha amada.

Do alto de minha ida juventude.
Dançava sem parar, até a exaustão.
Usava as noites em toda plenitude,
Levado pelo meu apaixonado coração.

Toque sem parar, mavioso tango.
Velho companheiro de boemia.
Te ouço e inda te aprecio tanto.
Choro pela volta do passado,
Passado que sempre me sorria.
Choro por sentir tudo acabado!

sepa


MEU MAR, MEU PARAÍSO…

Gislaine Canales

Águas azuis, areia, praia, mar
e um lindo sol, surgindo no infinito,
que docemente as águas vem dourar,
deixam meu paraíso, mais bonito!

Feliz, eu lanço ao mar, em meu sonhar,
um barco de esperanças, quase um mito,
e, então, consigo vê-lo a navegar,
num pranto de emoção, e alegre, o fito!

Vibra meu coração descompassado,
a boiar nesse mar só de alegria,
onde todo o ruim, foi afastado!

Esse mar, ora azul, ora dourado
serviu de inspiração a esta poesia
e em seus versos ficou eternizado!

sepa

MUHER GAÚCHA

Delcy Canalles

M ulher  gaúcha, eu  queria
Um poema …uma  poesia
Linda , p`ra te oferecer !
Herança, que és, dos farrapos,
Esses gaúchos tão  guapos ,
Razão do nosso  viver!

Gosto de ver-te vibrando ,
Assim, como “Ellis”cantando
Um canto que o amor expande!
Chinoca  do meu Estado,
Hei de ver-te com agrado,
Aqui neste Rio Grande!

Mulher de fibra e coragem,
Eu contemplo a tua imagem
Ufanada  de  emoção !
Sei que tu és a esperança,

Por isso, tens a confiança,
A confiança da  Nação !
Rainha destas coxilhas,
Aqui, nos pagos, tu brilhas,
Bonita  …cheia de graça !
E ,pelo valor que tens,
No tranco dos “Parabéns”
Sinto que o povo te abraça!

sepa

2 comentarios en “POEMAS EN PORTUGUÉS”

  1. Grande poesia de excelentes autores. Sinto-me honrado por ver-me aqui representado.
    Os meus parabéns a todos os meus ilustres pares, e a quantos se esforçam por continuar a fazer
    da LunaSol uma edição de referência no panorama das culturas lusófona e hispânica.

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  2. Caras amigas e irmãs nas letras Eunate e Cristina, faço minhas as inspiradas palavras do poeta Eugênio de Sá e reitero meu encanto, minha honra e minha gratidão por participar desta notável revista LunaSol, com meus modestos poemas.

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