POEMAS EM PORTUGUES

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Marzo 2.020  nº 29

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AL SERVICIO DE LA PAZ Y LA CULTURA HISPANO LUSA

COLABORAN : Virginia Branco…Maria Luiza Bonini…Regina Coeli…Eugenio de Sá…Luis Gilberto do  Barros-Luiz Poeta…Professor García…Tito Olivio Henriques…Rita Rocha.-…Delcy   Rodrigues Canalles…Thalma Tavares…Marise Toledo…

T E M P O !
Virginia Branco

Foi tempo de aprender…
de ganhar e de perder!
Foi tempo de esperança louca
e de procura do ser.
Foi tempo de amar
e ser amada, com a ternura
de mil beijos.

Vivi meu advento
que modificou meu querer.
Foi tempo de solfejar
e de agarrar os ensejos,
quando com a alma cantei !

Da letargia acordei
em madrugadas Corais
e me reclinei …
em fins de tardes Jograis.

Já do tempo sinto as marcas,
já se ouvem os meus ais.
Agora é na magia da Poesia
que prossigo no tempo,cansada
mas por ela enamorada!

     A M A R …!
Virginia Branco

Amar-te meu amor
foi meu destino.
Talvez sublime partida de cupido.
Misto fluir dos reinos da ilusão
e dos mares da loucura e da paixão.

Sem te amar eu nunca saberia
como gostosa e sofrida
é a química e a atracção.
Amar é olhos nos olhos,
mão na mão !

É alimentar a chama,
onde o fogo ardente clama,
pelos bailados da sedução.

Abraços e beijos de lábios selados
sorvendo o mosto da vindima,
acariciam os frutos desnudados.

Amor é escola d’afeição,
por esse alguém que noite e dia,
não nos sai do coração !

SONHOS E DELÍRIOS
Maria Luiza Bonini

Era assim, a imagem de meus sonhos
Nossas vidas estavam apenas começando…
Vislumbrávamos um mundo, tão risonho…
Passaríamos sempre juntos, nos amando

Éramos plenos de alegria e juventude
Nada cercearia a tão sonhada liberdade
Viveríamos nossa paixão, em toda plenitude
Sem temores de gritar nossas verdades

No turbilhão de toda aquela fantasia
Despertei e, pávida, abortei meus sonhos
Na ânsia de ditar mais uma poesia
Gritava, a inspiração, sem parcimônia

De minha pena, saíram traços ilegíveis
Não consegui calar meus versos…
Trêmulos , relutaram ao impossível

Vencidos, pelo incontido adverso,
Timidamente, revelaram:-
«Eu te amo – é em ti que me alicerço»

BORDADO
Regina Coeli

Quando recordo a minha mamãezinha
Bordando um pano pra enfeitar a sala,
Uma saudade em mim vem e se instala
Daquele tempo meu de menininha…

Enquanto ela bordava, eu, quietinha,
Olhava minha mãe a admirá-la
Nas suaves mãos de fada a embelezá-la
Gravando em pano o belo que ela tinha…

Magicamente a linha airosa ia
Pra aquele pano e lá um sol formava;
Tão encantada, palmas eu batia…

Hoje bem sei que a mãe que então bordava
Usava as mãos bordando em maestria
A educação dos filhos que criava.

MEU PAI, MEU FILHO!
Regina Coeli

Um velho pai, um velho e nada mais,
Alquebrado, vencido e sem juízo,
Ontem e hoje um homem tão sem siso,
Que não sabe o que fala e o que faz…

Deixar-te, ignorar-te, isso jamais!
Segues comigo pelo chão que eu piso,
São tantas queixas e tão pouco riso
Desde um tempo que trago lá de trás…

Se pode um outro falho coração
Atrever-se, quem sabe, a perdoar,
Eu me perdoo, pai, tanto te amar!

E esse amor, um jardim em floração,
Perfumará de afetos o empecilho
Que fez de ti, meu pai, meu doce filho!

GENTE QUE MORDE A NOSSA MÃO
Luiz Poeta Luiz Gilberto de Barros

Eu sou um fingidor…quando me batem,
espremo um riso triste, engulo o pranto,
disfarço o mais amargo o desencanto
e tento amarrar os cães que latem.

Se as pulgas estão soltas, que as catem
ou cocem-se – cachorros são assim:
espalham seus odores no jardim
e quando eu apareço, eles latem.

Por isso, leio os versos de Pessoa
e entendo seu pseudofingimento,
pois para que uma alma – doce – doa,

só basta que ela cuide do seu cão
e o trate como se ele fosse gente…
…mas gente que não morda a nossa mão.

CARICATURARTE –
Luiz Poeta Luiz – Luiz Gilberto de Barros.

Especialmente para o professor de Artes
e meu especial amigo-irmão de Magistério Sérgio Paulo

Perdoa, amigo, mas… enquanto eu me voltava
para os encantos que movem a poesia,
não reparei o teu olhar que captava
alguns detalhes da minha fisionomia:

Nariz adunco, riso sério… um violão, olhos puxados, uma boina italiana,
camisa simples, velha barba… um bigodão…
Como Camões, fui muito além da Taprobana.

Fiquei, confesso, tão feliz, pus na moldura
A tua arte espontânea, amiga e pura,
Para que todos possam ver que a amizade

Pode mostrar, numa bela caricatura,
O quanto a vida, que às vezes é tão dura,
Faz da ternura, a luz da fraternidade.

Coronavírus
A GRANDE AMEAÇA
Eugénio de Sá

Neste ruir de vida o homem chora
Meio perplexo, crendo estar sonhando
Vendo cada castelo desmoronando
Construções que não contam mais agora.

A pandemia avança, inexorável
Por todas as partidas deste mundo
E o silêncio impera mais profundo
Cada dia mais triste e deplorável.

E os que o dinheiro querem defender
Esquecem-se de buscar algum perdão
Porque mais sentem o que lhes faz doer.

Enquanto os povos tremem d’aflição
Sem atinar sequer c’o que fazer
Ao ver cair cada ser, cada irmão.

CHEIROS A MAR
Eugenio de Sá

Sopro cálido e húmido
sabor de madrugar

No abrigo de um cais
águas a marulhar

Barcos chegam da faina
com peixes a saltar

Afagos das areias
nos pés a caminhar

Carícias d’algas doces
no corpo a mergulhar

Dunas que nos envolvem
num amplexo de amar

Cansaços desejados
plenitude a sonhar

Memórias de sentidos
cheiros intensos a mar

GANÂNCIA DESUMANA
Professor García

Quem me dera as belezas campesinas
Das manhãs orvalhadas do meu chão,
Aves soltas voando nas campinas
Pirilampos riscando a escuridão.

Sem beber mais nas fontes cristalinas,
Como bate tristonho o coração;
Guardo tristes gravados nas retinas
Os instantes felizes que se vão.

E os heróis da ganância irrefletida,
Vão aos poucos matando a própria vida
De quem tudo na vida já lhes deu…

Chora a fauna, e a floresta não reclama,
Porque sabem que o bruto também ama
Mas quem ama este mundo já morreu!

O VÍRUS CHINÊS
Tito Olívio Henriques

Agora, meu castelo é minha cela,
Passando este lar a ser convento
E a rua até perdeu seu movimento.
Estou preso, sem grades, na janela.
Se vivo aqui fechado, leio e escrevo

E assim parece o dia ser normal.
O medo desse ínfimo animal
Mantém-me aqui. Sair já não me atrevo.
O vírus retrancou o povo em casa

E a chata da TV dá, todo o dia,
Notícias da doença, que arrepia,
Também ler o jornal custa e me arrasa.
Não gosto é de estar só e sem carinhos,               

Perdido em solidão e sem poder
Ter doce companhia de mulher.
O pior é ninguém me dar beijinhos.

Á Chegada da Primavera
Rita Rocha

Do ano, uma encantadora fração
no cenário nova vestimenta
a Primavera vem falar aos corações
e aos nossos sonhos… acalenta.

É o esvoaçar das aves, é a floração…
se estendendo em opulência.
É no milagre da renovação
alegrando a terra e nossa vivência.

É encantamento em profusão
no esbanjar d`um róseo colorido
num pôr-do-sol temos a sensação
de que o Pai está ali… refletido.

Primavera não é apenas mais uma estação
é o sentir da vida, é encanto, é magia,
é a natureza em perfeita comunhão
que ao ser humano só traz alegria.

O AMOR
Delcy Rodrigues Canalles

Hoje, algo estranho sucedeu:
Sinto vibrar acordes, dentro em mim,
e me pergunto:
O que aconteceu?
O que me faz sentir feliz, assim?

Por que há ao meu redor tanta beleza
e este desejo louco de cantar?
Até as flores têm mais realeza
 e há perfume e alegria pelo ar!

O mundo, hoje, sorri e eu sinto a vida
que antes não sentia!
Vejo poesia até no malmequer!
Quero viver e, antes não queria
e agradecer a Deus por ser mulher!

E medito, e perscruto o infinito
buscando a causa da transformação;
de repente, ouço um eco, como um grito
que vem das fibras deste coração:

-Sou eu que, hoje, cheguei em tua vida,
que, a ti, buscando, há muito tempo, vinha!

Sou entusiasmo e sonho. Sou calor!
-Mas quem és tu, ó alma irmã da minha?
-Quem sou eu? Adivinha!
Sou o Amor!

SONETILHO – XIX
(Para quem ama)
Thalma Tavares

O amor será sempre um ato
de renúncia e de ternura
que não exige aparato,
nem heroísmo ou bravura.

Quem gosta e ama de fato,
ama o valor da criatura,
porque o amante sensato
não ama só a figura.

Quem ama de coração
separa o amor da paixão,
muda a dúvida em certeza.

E quem ama de verdade,
com toda sinceridade,
não ama apenas beleza.

SONETILHO – IV
(Dos estigmas)

Árvore de espantos, ó figueira brava!
São teus velhos ramos braços sepulcrais.
E o teu fruto amaro fere a boca e trava,

tal qual fere o fio de cruéis punhais.
Seguirás na vida sendo a eterna escrava
carregando, triste, maldições e ais.

Pois que a natureza, que de ti se esquiva,
fincou-te as raízes entre as rochas mudas.

E ao passar por perto, ver-te ainda altiva,
sem querer me lembro do estertor de Judas.

HOJE,TANTAS POSSIBILIDADES ROTULADAS COMO UTOPIA ..
( Marise Toledo )

Hoje é o tempo real
De realeza
De vida
Recebi um sinal
Na terra
Terá vindo do céu
O universo conspira a favor
Este é o melhor tempo para viver
É o que tenho
Foi me dado de graça por graça

Quanto foi feito para que eu estivesse aqui
Quanta dedicação
Quantos sonhos
Quanta loucura
Vou agarrar
“Pobres, sempre tereis entre vós”
Loucos malvados insanos sempre terá
Se eu for o que tenho que ser …

Uauuuu
Tem tanta coisa linda
Tanto ar puro
Tanta possibilidade disfarçada de utopia
Vou fazer minha parte

Há tantas possibilidades rotuladas como utopia.
Como você percebe isso?
Me remete ao filme  A vida é bela
Tudo levava a pensar no pior sentir dor n’alma gritar de desespero
Mas aquele pai deu ao filho a possibilidade de ver a vida como Bela

Hoje eu quero a rosa mais linda que houver
Este bem não demorou a chegar
Veio no tempo certo
As mãos dos pais segurando conduzindo tirando medo pânico
Relaxando músculos tensos enrijecidos
O universo conspirando a favor
Sono tranquilo sonhos suaves

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