POEMAS EM PORTUGUES

 

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AL SERVICIO DE LA PAZ Y LA CULTURA HISPANO LUSA

MEU VOTO DE PAZ!
Virginia Branco

Que se dispersem nos muros
as balas das espingardas.
Que as luzes dos petardos
se apaguem nos mares!
Que as bombas destruidoras
se diluam nos ares.

Às grandes potências
meu grito de clemência!
Que se contenham as raivas
e se anulem negócios d’armas.
Que a ONU seja atempada
para que não sangrem chagas
e a dor se contenha
no coração das mães.

Que as razões se sentem à mesa
das negociações.
Que as diferenças não fomentem terrorismo!
Que o Humanísmo,
possa destruir todos os outros ísmos
e os interesses instalados !

Nas terras ensanguentadas
e nos campos de refugiados
cresçam papoilas de rubro pintadas!
E as pombas batendo as asas
num céu anil,  sem dor
tragam aos homens , nos bicos
os ramos da Paz e o calor do Amor!

Lamentos
Eugénio de Sá

Alça-se a proa à vaga gigantesca
P'ra logo se afundar na que se segue
E assim se mostra Eolo que zangado
Soprando em turbilhão do mar lhe bebe
Em novelos de espuma o gesto irado

Ouve-se então em dolentes acordes
Toda uma sinfonia dissonante
É Neptuno a gemer o seu temor
Por não ouvir no vento a sua amante
Que chora entre os rochedos sua dor

Não chores tu mulher, como Neptuno
Pois se de ti se aparta o doce enleio
Deixa que a esperança marque de ternura
A tua fantasia mais que anseio
E que o teu rosto mostre essa doçura

Eu Sou
José Ernesto Ferraresso
Brasil

Aquele que aceita a vida como ela é,
Acredita que todos os dias é um recomeço.
Uma parte de mim é compreensão,
Outra parte é puramente razão.

Sou alguém que quando perde sabe compreender,
Quando é derrotado consegue sobreviver.
Quando erra tenta entender,
Quando conquista sabe agradecer .

Aquele que acredita no Supremo Ser,
Que rege esse mundo e nos faz crer.
Que sempre aprendemos saber perder,
É Ele que nos faz aceitar e entender .

Uma parte minha é angústia,
Outra parte é só alegria.
O que não deixo de acreditar,
É que por Ele consigo conquistar.


DOIS MOMENTOS
José Ernesto Ferraresso

Errar… Acertar:
Chorar… Sorrir,
Sentir…
 
Humanos somos no instante de errar
Humildes devemos ser para perdoar
Para o perdão não existe o momento
Porque esta falta de amor
Nos causa angústias e arrependimento.

Convivemos com a traição e com o perdão,
Com certeza e incerteza,
Com fidelidade e infidelidade,
Com maldade e com bondade.

Somos seres confiantes e não-confiantes,
Que seguimos pla vida adiante
Diversas vezes humanos indefinidos
Às vezes decididos; outras até perdidos .

Em nossas vidas nem tudo é verdade,
Passa a ser até  uma irrealidade
Muitas vezes é uma  mera fantasia,
O que acontece no nosso dia a dia .

Bem me quer, mal me quer
Magna Aspásia Fontenelle
Brasil

Desfolho a flor pétala por pétala,
Bem me quer, mal me quer,
Buscando nas suas pétalas

Respostas
Para as inquietações cotidianas,
Iluminadas pelo o pôr do sol
Que se deita no horizonte.

Olho para o infinito,
O céu escurecendo
Sinto a brisa
Sorrateira
Assobiando
Que devagarinho
Toca meu rost.

Despertando
Sentimentos
Num misto
Nostálgico.
Como as pétalas
Das flores
Que caem
No solo.

Leves,
Passageiras,
Num reencontro
De memorias
Que se esvai
Deixando a beleza da flor,
Viçosa
Solitária
Perfumada,
No âmago do meu ser,
Como marcas indeléveis
Do que fui
Sou e serei.
Exaltando todas as esperas
No meu caminhar terreno.

A MAGIA DAS MÃOS
Mário Matta e Silva

Na magia procura-se fazer sentir
a plenitude da sensibilidade
com gestos precisos e de intensidade
descobrindo este imenso fluir.

A pele é que comunga do espaço
e o temor do pranto é mais
muito mais do que factos banais
onde se vislumbra a força de um abraço.

O dia é fugidio e gasto à pressa
desfazendo-se na noite mais insegura
mais temida ainda quando escura
sem as carícias que dês a quem as peça.

Mas em todo o gesto há um carinho
de certezas e suavidades feito
o tempo é o que for nos dedos desfeito
e o deslumbramento é o melhor caminho.

Apontamos lentamente essa linha
que o horizonte nos mostra de repente
tateiam-se as coisas e avidamente
há um agarrar tudo o que já definha.


São as mãos que vão procurar
os anseios nas horas esgotadas
que sentem o mundo em gotas derramadas
no gozo breve que há pra derramar.

Num toque terno sente-se o ventre crescer
essa vida que está dentro doutra vida
nesse corpo que é doce guarida
de toda a criação, todo o saber.

Os gestos são a mímica da presença
do nosso estar mais perto em atitude
o fechar da mão, o punho rude
mais presente está que a indiferença.

Comunicam, tocam, sentem até
estremecem e vingam-se certamente
as mãos são o contacto certo, evidente
na nossa indignação, amor e fé.

Cenas e Cenários!!
JJ. Oliveira Gonçalves
Porto Alegre, Brasil

Chegam cenas lá da infância:
Céu azul dos Sonhos meus
Monto o Potro da Distância
E vou visitar os meus!

Meus parentes, meus amigos
Abraços saudosos… ledos
Folhear meus gibis antigos
E dar vida aos meus brinquedos!

Vou brincar co’o “Querubim”
E os bichos de estimação
Entre as flores de um jardim
Sob as nuvens de algodão!

Rever vizinhos fraternos
Colegas e professores…
Namorar uns olhos ternos
Da Paixão curar as Dores!

No domingo – na Matriz
Vou à Missa das Crianças
Vou de novo ser feliz
Vou colher de mim Lembranças!

Ninguém doma o pensamento
Zigue-e-zague… Vai-e-vem…
Ir ao Passado é o alento
Que o meu presente mantém!

Nesse passeio sonhado
Nessa visita assim bela
Sou o Príncipe Encantado
Procurando Cinderela!

Conto de Fada termina…
E em meu olhar magoado:
Os teus olhos de menina
Nas Janelas do Passado!

Montei cenas e cenários
De menino e adolescente
São sorrisos, são Calvários
Em meu verso confidente!!

JARDIM IMAGINÁRIO

Gabriela Pais
(Almada- Portugal)

Vou olvidar meu jardim imaginário,
De rosas, cravos, flor de laranjeira,
Orlam lago cerúleo, belo cenário,
Escondendo segredos na sua beira.

Mudo silêncio com gosto amargo,
Regaço de pétalas que acalenta
Perfume que vai morrendo pro largo,
Saída de  amor acre, não contenta.

Em redor roussos trinam serenatas,
Volto de novo a forjar meu jardim,
Ninada ao som musical das balatas.

Flores bailam com trajes de cetim
Sobre chão decorado com xamatas,
Do lago odes d’ amor, luzem pra mim

 

2 comentarios en “POEMAS EM PORTUGUES”

  1. Estar aqui, é sempre um aprendizado,um repartir e apreciar inspirações!
    Parabéns à todos… é muito bom poder ler cada poema ! Aqui entendemos
    valores de cada autor, numa linguagem de amor, poesia que nos une e
    mantém sempre viva nossa expectativa de Paz, amor, união e diversidade!
    Abraço e Parabéns!

    Responder
  2. Agradeço o carinho dos amigos pertencentes ao Aristos Internacional
    e muito me honra estar presente para mostrar algo de nossa
    Terra e também dois momentos em épocas diferentes dos meus
    estudos de Literatura, onde apresento um pouco da nossa emoção
    e da nossa aprendizagem em compartilhar com os amigos de todos
    os países que a Revista é divulgada .Quero parabenizar os poetas que
    discorreram seus momentos literários aqui neste Recanto Literário.
    Obrigado aos amigos coordenadores do trabalho artístico do
    Aristos Internacional. Agradecimentos aos coordenadores Eugènio de Sá em Portugal
    e Dra Eunate Goikoetxea ( España ) que não mediram esforços para lançar a nossa Revista do
    Mês de Agosto 2021,
    Obrigado e feliz início de Setembro com Paz, Amor e Gratidão.

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