POEMAS EM PORTUGUÉS

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AL SERVICIO DE LA PAZ Y LA CULTURA HISPANO LUSA

COLABORAN:Regina Coeli Rebelo Rocha.-Eugenio de Sá.-Alfredo Mendes .-Celso Henrique Fermino.-Josuela Ferreira.-José Ernesto Ferrarresso.-Luiz Gilberto de Barros. (Luiz Poeta).-JJ. Oliveira Gonçalves.

Perfil Poético
Regina Coeli Rebelo Rocha
Rio de Janeiro (RJ)
 
Trago comigo os versos da madrugada em seu caminho para o sol.
Não supunha fazer poesia até que li que o poeta é como um
médium que capta no ar poesia já pronta; ele apenas a mostra
aos que ainda não a conseguem ver…
Acreditei, então, que eu pudesse ser poeta, embora não me
importem os nomes, mas os fatos.
Vivi uma vida de poesia, agora o sei. Sempre me encantaram
os magníficos mistérios da existência, e também
as coisas simples e belas. Hoje, viradas tantas páginas do meu
livro de vida, tenho os meus escritos como verdadeiras escoras.
Meus escritos sou eu, tanto poemas, sextilhas, redondilhas ou
sonetos, com todos os erros e os acertos que eu cometo.
Tenho comigo, entretanto, o desejo imperioso de melhorá-los e,
através deles, melhorar-me, também.
Quero aprender com o poeta, artista múltiplo que trabalha
a Língua, a pintura, a escultura, a oratória, a música,
a carpintaria, ferramental que molda a sua sensibilidade
ao escrever…
Ouso dizer que o poeta é um ser mais completo do que
aquele que o abriga… Às vezes, melhor…
Como poeta — se o sou — quero deixar nos meus versos e
nas minhas rimas a expressão viva de que, a meu modo, ousei interpretar
o Belo da Vida, e assim eu me fiz feliz…
Como pessoa, procuro seguir o que os meus escritos dizem, pois
sei que eles mostram a melhor face que eu idealizei pra mim.
E se intento construir algo bonito, perfumado e que cale à sensibilidade,
quem sabe um dia eu seja a realização do que escrevi?
Construo-me dia-a-dia nas doces páginas em que os amigos
mostram os meus versos, nas quais eu me vejo como
uma espectadora de mim mesma.
Também me procuro nos EBooks que escrevo (alguns com queridos parceiros),
as «minhas crias»(os filhos que não tive), e que acalento como flores de
um jardim que cultivo e cultuo no íntimo desejo,
quase uma responsabilidade, de dar minha parcela de
Amor à Vida, para que ela nunca deixe de ser Bela…

Amanhece ( Eugenio de Sá)
Amanhece, as brumas dissipam-se aos poucos.
Olho o porto a meus pés, um porto que só conhece chegadas,
e assumo, decidido, o comando de um barco
que nunca chegará a largar do cais.   
Inicío, então, uma viagem por dentro de mim mesmo,
imaginária, transcendente, para lá da espuma dos dias.
E, entre soluços e sensações confusas, soltas as amarras da razão,
deixo-me embalar na suave ondulação da metáfora,
fugido à linearidade de um rumo definido.
De fluxo em fluxo, salpicado de êxtases e de sal,
transporto-me aos mistérios do meu próprio destino;
ávido, mas temente de onde me leve essa ousada navegação.

 PRA LÁ ESPUMA DOS DÍAS
Eugenio de Sá

Nós somos o projecto de nós mesmos*
Donos somente de um querer original
E afinal a soma do tudo que fazemos;

Produto afim de um prólogo seminal
Tudo em nós mesmos será subjectivo
Pois só para nós se assume crucial.

Esse é o livre arbítrio do ser assertivo
Sublimada vontade, um querer maior
A mais valia de todo o nosso activo.

pSejamos, a um tempo, juiz e defensor
Na nossa acção em chãos comprometidos
Com a bondade dos passos do Senhor.

Busquemos contrição nos dias já vividos
C’o a consciência de os continuarmos
Remindo os despautérios admitidos.

* ‘ Nós somos o projecto de nós mesmos ‘
( Jean Paul Sartre )

PALAVRAS
Alfredo dos Santos Mendes

Vinte seis diferentes caracteres,
que terão o sentido que quiseres
Dependendo do seu ordenamento.
Podem falar de amor, fraternidade.
Ser instrumento de felicidade,
ou ordem que transmite sofrimento!

São símbolos que expressam o sentir!
Traduzem na verdade e no mentir,
aquilo que nos dita o pensamento.
Por vezes se apresentam sibilantes…
Como fio de navalha… frios cortantes…
Ou suave como doce sentimento!

Palavras mil, pudemos escrever.
E na sua leitura compreender,
o mistério de histórias inauditas.
E fica transparente o mais cerrado…
Translúcido e mais iluminado…
São como um cristal, as palavras ditas!

Tem musicalidade se há ternura.
Tem repressão se dita com censura.
Tem melodia… dita com amor!
Com palavras se dita: a guerra ou paz!
Através das palavras se é capaz,
de fomentar o ódio, e o horror

Falar só por falar e não pensar…
Nos faz lembrar alguém que quer pesar.
numa arcaica balança sem fiel.
A balança, balança meio louca.
Sai a palavra assim da nossa boca,
sem nexo, sem sentido, em tropel!

METAMORFOSE
Celso Henrique Fermino

Substância cilíndrica viscosa
Enclausurada em seu sedoso casulo
Rastejo solitária e asquerosa
Sou essa massa de presente nulo

ensejando póstero cor-de-rosa
Por dias em meu claustro perambulo
Despo-me da carcaça lactosa
e uma implume crisálida ejaculo

Ensaio o meu primeiro e ébrio vôo
adequando-me à nova anatomia
Já fui, serei e não sei o que sou

Quem sabe o ósculo de uma rosa um dia
toque meus lábios nus de Julieta
e me chame de sua borboleta

BORBOLETAS NO ESTÒMAGO
Celso Henrique Fermino

Ouro dos cabelos nos olhos meus
O verde colorido mais brilhante
Sorrindo agora o mesmo riso seu
Senti que o Lá não é assim tão distante

Angelical do céu você desceu
Adolescente na roda gigante
Sonhando o mais belo Sonho de Orfeu
Na terra, nas nuvens desde o instante

Que as setas do seu olhar alvejaram
Fácil presa que surpresa, sucumbiu
Às doces palavras de lábio doce

Vontade que desde sempre existiu
Tomou-me rápido como um relâmpago
Sinto-me com borboletas no estômago

BORBOLETAS BAILAM
Celso Henrique Fermino

Em seu olhar, balé de borboletas
Desfilando em hipnóticas matizes
Amarelas, azuis e violetas
Seus olhos deixam meus olhos felizes

Dois corpos, uma única silhueta
Encantados pueris aprendizes
Invejosos Romeu e Julieta
O amor aspergindo-se em chafarizes

Nas flores, nos bosques, rodas de dança
De mãos dadas como duas crianças
Beijos suaves se encontram em lábios tintos

O vinho transbordando nos instintos
Ébrias borboletas no jardim
Eu e você bailando assim… assim

A ROSA
Josuela Ferreira

Eu sou a rosa
que o mar plantou
na areia salgada
E o sol é o meu amor

Ao anoitecer eu morro
e sob a luz da aurora revivo
Para te sentir arder em mim
e acariciar as minhas pétalas,
uma a uma.

Não sei qual a cor minha
Ou que perfume exalo.
Nascida do sal
sou doce
E vivendo entre espinhos,
Sou amor.

De ti me alimento
O teu calor é o meu sustento.
Para te receber
eu me desprendo de mim
E por amar,
Deixo-te partir.

Gaia ***   A DEUSA DA TERRA
José Ernesto Ferraresso

És a Deusa da Terra,
De teu ventre foram gerados vários deuses,
             Admiramos-te Mãe, Terra Adorada!
Devemos reverenciar-te porque és feminina.
Há milhares de anos, essência divina.
Hoje és agraciada por valores que deténs,
Mãe Terra Deusa da Natureza, das flores e florestas.
Deusa dos grandes mares infindos.

Enfim, Terra de ninguém.
Mostras tuas belezas e ocupas espaço
neste Sistema Solar.
Vamos MÃE TERRA, cuidar-te, reverenciar-te
para ver-te prosperar.

INEBVITÁVEL
José Ernesto Ferrarresso

É necessário uma escolha,
que nos direcione para o bem ou mal.
Escolhamos, pois, sempre o melhor.
A vida deve ser vivenciada, portanto
deve estar sujeita às transformações,
das coisas boas e más.

Boa escolha é a caridade,
e, mesmo que a vida nos apresente ameaças,
O transcorrer é inevitável,
desde a sua concepção até o feto gerar.
Depois, temos o direito de caminhar,
e este direito é para todos igual.

Torna-se difícil transformar o mundo para melhor
E fazer dele o que pretendemos.
Entretanto sempre nos é possível a busca,
e faz parte do ser humano compartilhar a esperança,
que é a certeza de uma vida Maior.
Ninguém foge do destino.
O paralelo entre a vida e a morte sempre existirá.

Duas correntes se entrelaçam,
Não se pode evitar,
mas, o que necessitamos, é almejar algo mais forte.
Sermos presença e não ausência.
Termos o direito de escolher pra todos, o melhor.

Direcionar a estrada certa da vida,
fazer denúncias, sim, quando necessário for.
É viver plenamente, combatendo as injustiças
 principalmente.
São estes os direitos de cada cidadão, e enfim;
Assumirmos a responsabilidade pela vida de nossos irmãos. 

AFETOS INOCENTES –
Luiz Gilberto de Barros – Luiz Poeta.

Não preciso te mostrar… tão amorosa…
Para quem fique infeliz com a alegria
Luminosa que celebra a fantasia
De quem sabe cultivar botões de rosa.

Nosso muro de amor guarda um jardim…
Beija-flores já nos bastam… polinizam
Nossas cores indeléveis que harmonizam
Esse amor que mora em ti e habita em mim.

Já não somos como dois adolescentes,
Mas a nossa sublime felicidade
Sempre brota com a pureza das sementes

Que eclodem frágeis, porém resistentes
E mesmo ante a dor de uma adversidade,
Nossos sonhos são afetos inocentes.

Estrela Vésper!!
JJ. Oliveira Gonçalves

Sensual Estrela Vésper, que anuncias
A hora do encontro dos amantes…
Quem dera fosse hoje – como dantes
Sentir em minha pele as mãos macias

Da que me conquistou com seu sorriso
E alegre se aninhou entre meus braços!
Era ela arrimo e Cais aos meus cansaços
A Pomba-Predileta – e o Paraíso!

Uma tarde, o crepúsculo desceu
Sobre a cidade muda, entristecida
E dela não senti mais o calor!

Não sei o que com ela aconteceu
Mas sei que até hoje em minha vida
Jamais aconteceu tão terno Amor!

Por que a Pomba-Amante ela voou
E ao ninho de meus braços não voltou?


Benedixitque!!
Oliveira Gonçalves  

Benditos os que cuidam
Das Flores e dos Frutos
Do Trigo e das Videiras
Das Ovelhas do Senhor!

Benditos os que cantam
Que louvam e exaltam
Sua Glória e Criação!

Benditos os que dizem
Da Chuva e do Vento
Do Fogo e da Terra
Em Deus eu sou irmão!

Benditos esses olhos
Benditos esses lábios
Com Salmos do Senhor!

Bendito este Universo
Onde gravo meu verso
Com esta Etérea Pena
Ouvindo o coração!

Bendita Mãe Maria
No Ventre – a Alegria
Seu Fruto – que é Jesus!

Bendita “Aleluia”
Acordes de Vitória!!

2 comentarios en “POEMAS EM PORTUGUÉS”

  1. Sempre é bom recordar as coisas boas que nosso íntimo coloca no papel.
    É uma expressão sempre do nosso «eu» que às vezes quer falar mas não
    consegue e então abancado em ma escrivaninha , e muitas vezes quando´
    estamos acordado ou dormindo o poeta levanta de divaga sua poesia
    recebendo influências de outro etéreo.
    «Por isso dizemos o poeta nunca morre ele viaja e está sempre nos ajudando
    em nosso momentos poéticos. Nós sempre lembramos deles e que nunca nos deixaram de vez, porque lembramos dos momentos que nos acompanham e sempre nos revela seu interior, em seus poemas deixado aqui » Recordar é Viver! Adorei a oportunidade!

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  2. Retornar é aprender mais, descobrir pequenos detalhes, sustentar amor pela poesia, torcer
    pelos poetas ! Retornar é ter chance de aprender a amar mais a poesia… : AMEI!

    » Amor à vida para que ela nunca deixe de ser bela»! ( Regina Coeli )
    » Com palavras se dita a guerra e a Paz!» ( Alfredo dos Santos Mendes)
    «Nós somos o projeto de nós mesmos, donos de um querer original, E, afinal, a soma de tudo que fazemos! ( Eugénio de Sá)
    «Sorrindo agora mesmo um sorriso seu, senti que o lá, não é assim tão distante !» ( Celso H. Fermino )
    «Para te receber, me desprendo de mim. E por amar, deixo-te partir!» ( Rosa Josuela Ferreira )
    «Vamos, Mãe Terra, cuidar-te, reverenciar-te para ver-te prosperar!» ( José Ernesto Ferraresso )
    » E mesmo ante a dor de uma adversidade, nossos sonhos são afetos inocentes.») ( Luiz Poeta )
    «Mas sei que até hoje em minha vida, jamais aconteceu tão terno amor») ( Oliveira Gonçalves)

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