POEMAS EM PORTUGUÉS

 

¡FALO DOS POETAS QUE PARTIRAM!

Ouçam as vozes caladas no pregão da sua escrita.
Que não se perca o eco das palavras com que descreveram o sonho.

Eugénio de Sá

Falo dos que partiram d’entre nós
Dos poetas que deixaram este mundo
Hoje estarão no etéreo mais profundo
Vamos ficando cada mais vez mais sós.

Eles souberam merecer a eternidade
Esses seres superiores, que admiramos
E os seus versos que todos amamos
Irão permanecer na posteridade.

Adiamos no tempo a nossa história
Vergados à saudade dos amigos
Sempre rendidos à sua glória,

Mas os seus versos não estão perdidos
Porque eles nos povoam a memória
E estão presentes nos nossos sentidos.

POETAS SÃO IMORTAIS

Ary Franco (O Poeta Descalço)

Como podem dizer-me que um poeta morreu?
Um poeta não morre. Torna-se eterno, imortal!
Permanece vivo para nós, por tudo que escreveu.
Suas obras é o seu legado, poemas sem igual!

Não escreveu pra ele, escreveu para várias gerações.
Seus livros são obras primas, tesouros literários.
Estrofes em poesias, formando um verdadeiro relicário.
Seus poemas quando lidos, aninham-se em corações.

Se um poeta morrer, mais do que nunca vivo estará,
Pois em nossa lembrança ficará permanentemente.
Poderemos prantear com pesar sua eterna ausência.
Mas em seus escritos, ficará conosco perenemente.

Em cada página de seus livros está um pedaço seu.
É só abri-lo e de seu talento poderemos desfrutar,
Ainda que umectando as folhas com pranto meu.
Deus chamou o homem, mas o poeta há de ficar!

TUA VOZ DE FILIGRANA
Eugénio de Sá

Tua voz de filigrana
É harpa que aos meus ouvidos
Tange d’amor meus sentidos
Faz de ti minha soberana

De tal sorte essa magia 
Me traz tonto de paixão
Que não sei se o coração
Aguenta tanta extasia

Numa palavra; que bom
Foi, sem trair nenhum tom
Afinar, por ela, a alma

Assim te escuto, encantado
Como ouço um terno fado 
E logo o meu ser se acalma

ENERGIA

Luiz Gilberto de Barros
Às 19 h e 54 min do dia 30 de setembro de 2008
para a Energia Criativa de Denise Moura

Tu energizas teu amor quando te soltas
nesses abismos delicados onde a dor
é uma flor pairando leve… dando voltas
sobre as sublimes emoções do teu amor.

Tu te energizas, quando tuas fantasias
vão diluindo tuas tintas emotivas
no conteúdo sedutor das poesias
que reproduzem teu amor em cores vivas.

E se tu captas o amor de quem te oferta
um pedacinho delicado de emoção,
há nesse ato de amor que te desperta,
mais que um poeta te ofertando um coração…

É um irmão em cuja alma colorida,
a vida pulsa, diluída no matiz
da tua alma, onde a dor mais atrevida
nunca revida à emoção de ser feliz.

À NOITE CONTIGO

Ary Franco (O Poeta Descalço)

Em nosso quarto, sobre lençóis amarrotados.
Possuo teu corpo inteiro em meus braços.
Em loucuras de amor, ambos arrebatados,
Envolvo teu arfante peito num terno abraço.

Ombros roliços, seios fartos, boca sensual.
Vejo-te uma divina, linda mulher escultural.
Que a ternura deste momento jamais acabe.
Não avalias o quanto te amo, só Deus sabe!

A lua cheia invade com seu luar nosso leito,
Prateando teu corpo num colorido perfeito.
Mergulho na profundeza abissal do teu olhar,
E num doce aconchego, procuro te agasalhar.

Satisfeita, brindas-me com um sedutor sorriso.
Longe estou do céu, mas sinto-me no paraíso.
Tristonho, escuto ao longe um galo a cantar.
É o amanhecer. A noite está para terminar!


NADA MAIS…

José Geraldo Martinez

Em Teu colo me entrego, Pai,
fraco, pequeno e moribundo…
Carregado de pecados, trazidos
até ontem deste mundo!

Nada mais peço além do Teu abraço!
E no Teu peito pedirei perdão.
Erga-me, Senhor, ao Teu regaço,
com a doçura das Tuas mãos!

Arranca-me o medo de enfrentar o desconhecido de qualquer enfermidade,
os desvios dos abismos escuros…
O caminho que para Ti não tem segredo,
conheces o início e final de tudo!

Cura as minhas chagas!
Alivia-me o peso de tantas culpas…
A Ti entrego todo cansaço da alma
coberta de amarras!

Ah! Pai, eu tanto queria,
na fé que Te ofereço…
Que este meu pranto encurtasse a longa noite e o sol me brindasse para um novo dia.

E neste todo prenúncio de fim,
percebesse uma nova estrada!
Mais nada, mais nada…
Uma chance para um recomeço!

RECORDAÇÕES DA INFÂNCIA
Alba Helena Corréa

E vejo-me na infância, alegre menininha
brincando tão feliz, correndo no quintal,
traçando com o giz, no chão, a amarelinha,
enquanto minha mãe põe roupas no varal.

E meu irmão maneja o carretel de linha,
a pipa sobe ao céu qual nave espacial.
Escuto, então, a voz amiga da vizinha
a comentar algum assunto do jornal.

E lembro da cartilha, autor Tomaz Galhardo
também da tabuada e o velho catecismo
– recordações fiéis que dentro d´alma guardo.

A rua era tranquila e o rio deslizando…
Nas árvores, frescor e tanto bucolismo,
A saudade é demais, agora estou chorando!

A MÚSICA NO TEMPO
1º Lugar en el II Concurso Internacional de Poesía Primavera

de España 2017

É primavera! O próprio sol aquece
a Música que o Tempo, em maestria,
na pauta azul escreve, e, cedo cresce
com grandeza sem par de sinfonia!

Gira o mundo e o tempo lhe oferece
em cada giro, nova melodia!
Quente no Verão…  no Outono, é messe
que, aromada de frutos, extasia!

 Ao chegar quase ao fim, em vã procura,
a batuta do Tempo, já cansada,
das músicas exige mais ternura.

E Chopin… (com noturno, imorredouro!),
pede um piano… e sem pedir mais nada,
fecha o Concerto astral…  com chave de ouro!

Carolina Ramos

Audição
2º Lugar en el II Concurso Internacional Poesía de Primavera
de España 2017

E pensar que são sons tão comuns
O violão que encanta, o toque do celular
A freada abrupta, a goteira que pinga
O trovão que amedronta, a sirene, o sino

E saber que são sons tão simples
A porta que bate, o assobio do vento
O grito de gol, a mosca inconveniente
A chaleira que ferve, as palmas no portão

E reconhecer que são sons tão familiares
O soluço que não cessa, o estalo do beijo
O choro do recém-nascido, a voz da mãe
O chinelo que se arrasta, o miado, o latido

E ter certeza que são sons de outrora
A melodia no ritmo natural do cotidiano
E o tempo que passa e me envelhece
E aos poucos me tira a música da vida.

Fabiano Teixeira de Lima

A MÚSICA NO TEMPO
3º Lugar en el II Concurso Internacional de Poesía de Primavera

de España 2017

Se a música no tempo é fascinante,
tem porquês, de uma língua natural,
a música, linguagem dominante,
onde quer que ela exista, é sempre igual.

Uma raça qualquer, por mais errante,
escutando uma nota musical,
ela sente o poder alucinante
dessa força sonora, universal.

Quem compôs essa sábia partitura,
teve a glória total dessa ventura,
e escreveu para sempre em seus anais:

Todo o encanto, das auras do infinito,
numa escala, de um jeito tão bonito,
tendo só, sete notas musicais!!

Professor Francisco Garcia

 A MÚSICA VENCE O TEMPO
4º Lugar en el II Concurso Internacional de Poesía de Primavera
de España 2017

Pode o tempo passar que a melodia fica…
A música possui poder atemporal,
transmite uma emoção perene, intensa e rica,
que envolta em nobres sons tem algo divinal!

Vem desde a Criação… é vida e purifica,
é dom que floresceu da herança cultural:
o homem é um ser cantante e essa razão explica
o seu potencial, seu estro musical.

A música no tempo avança, vai além…
Se o rumo vai mudando, ela muda também:
a inspiração é pois, o vento que a conduz!

A música tem asas, com as notas voa…
Em nossos corações a sua voz ressoa:
é sonho, amor e paz… é esperança, é luz!

Alba Helena Corrêa

MÚSICA NO TEMPO
5º Lugar en el II Concurso Internacional de Poesía de Primavera
de España 2017

A Música no tempo em que eu flertava
você,  que mudaria a minha vida,
era mais doce e meiga e nunca escrava
do gosto fraco em que hoje é produzida…

O romantismo outrora penetrava
os nossos corações, minha querida,
graças á música suave que deixava
com mais amor nossa alma enternecida.

Mudou o tempo e hoje, infelizmente,
toda a harmonia já está ausente
da musicalidade que existia…

Em vez do amor, agora, vale o egoísmo…
Não há romance…, apenas erotismo…
Porém a música advirá um dia!

 Amilton Maciel Monteiro

BEM AVENTURADOS OS POETAS…
Kklho Rainho

QUE DESFILAM SEUS SENTIMENTOS NAS AREIAS DA CANÇÃO,
QUE FAZEM DA VIDA SUA CIRANDA ENFEITADA DE MUITA PAIXÃO,
QUE SUAVIZAM NAS RIMAS, NOS LINDOS SONETOS DA INSPIRAÇÃO,
QUE ENFEITIÇAM OS CORAÇÕES OS TRANSFORMANDO EM UM SÓ CORAÇÃO

BEM AVENTURADOS OS POETAS…

QUE BAILAM EM UM SORRISO A EMOÇÃO, DE CADA UM SER FELIZ,
QUE NA VIDA SE INSPIRAM EM ALGO LINDO, QUE A SUA ALMA DIZ
QUE NÃO DEIXAM MORRER, O QUE FORTALECE EM CADA UM A SUA RAIZ
QUE NÃO SE AMEDRONTAM COM NENHUM PALPITE INFELIZ

BEM AVENTURADOS OS POETAS…

QUE SEMEIAM A HARMONIA PELO CHÃO DA DOCE ESPERANÇA,
QUE EM SUAS MENTES A SENSIBILIDADE NÃO DESCANSA,
QUE SAEM PORTA AFORA E PELO MUNDO AFORA CADA UM SE LANÇA
QUE TÊM NO OLHAR O OLHAR MEIGO DE UMA CRIANÇA

BEM AVENTURADOS OS POETAS…

QUE DANÇAM NAS NUVENS DA MAIS LINDA IMAGINAÇÃO,
QUE ENTOAM TÃO DOCEMENTE SEUS VERSOS COM EMOÇÃO
QUE CATAM ESTRELAS NO CÉU E TRAZEM TODAS AQUI AO CHÃO,
QUE NÃO ESQUECEM EM SUAS NOITES AO NINAR A SUA CANÇÃO

BEM AVENTURADOS OS POETAS…

QUE PELOS QUATRO CANTOS SÓ QUEREM VER BAILAR A POESIA,
QUE TRANSMITEM PELOS CAMINHOS A TÃO DOCE ALEGRIA,
QUE VOAM NO INFINITO EM UM PASSE DE MÁGICA, EM PURA MAGIA
QUE ADORMECEM EM AMOR E EM AMOR DESPERTAM PARA UM NOVO DIA,

BEM AVENTURADOS OS POETAS…

QUE NA SIMPLICIDADES DAS SUAS RIMAS DESABROCHAM UMA FLOR,
QUE CANTAM PELO MUNDO ESTE SENTIMENTO LINDO CHAMADO AMOR
QUE DEIXAM FLUIR AS COISAS SINGELAS DE UM SIMPLES SONHADOR
QUE ATRAVESSAM AS RUAS ALIVIANDO EM TODOS A SUA DOR

BEM AVENTURADOS OS POETAS…

REGENTES DO UNIVERSO NO SEU LINDO QUERER DE POETIZAR
DE ABRIR AS ASAS E POR ESTE INFINITO PODEREM VOAR

BEM AVENTURADOS OS POETAS…

QUE SONHAM ACORDADOS BUSCANDO ESTA PAZ QUE CONTAGIA,
QUE SÓ QUEREM VER NO MUNDO SE ESPALHANDO A SUA POESIA.

 

3 comentarios en “POEMAS EM PORTUGUÉS”

  1. Agradeço a publicação de meus singelos poemas nesta conceituada revista LUNASOL e deixo meu fraterno abraço aos demais Poetas participantes

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  2. Eis uma página de grande nível literário! – Inclui poesia que reputo de grande qualidade, e só posso sentir-me honrado e agradecido à LusaSol por me ter proporcionado o privilégio de ver aqui postados alguns dos meus poemas.

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  3. MUCHOS AÑOS DE POESÍA

    Los años de poesía,
    son para un amor ausente
    con tristeza y alegría,
    para que se haga presente.

    Los años de poesía,
    son una historia de amor
    donde el alma siempre ansía,
    eternizarse en calor.

    Con su llanto y con su risa,
    son para un amor ausente
    un beso llevado en brisa,
    de lo que un corazón siente.

    Cual cascada de agua fría,
    inunda los corazones
    con tristeza y alegría,
    al volar las ilusiones.

    Por eso nacen los versos,
    siendo lo mas elocuente;
    son caricias y son besos,
    ¡para que se haga presente!

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