POEMAS EM PORTUGUÉS

 

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PERJÚRIO

Eugénio de Sá

Amor, que desta ausência a desventura
Eu sei que molda no teu peito a cruz
E que te esbate hábitos de ternura
Por que o porvir assim não te seduz

É  meu temor que se apouque a certeza
Na indulgência que o escrever transmite
Na carta onde percebo que a firmeza
Mente ao tremor que o perjúrio admite
 
Falta-me o chão e falta-me a coragem
E  a minha solidez já não me ampara
Pra enfrentar o fim desta viagem

Crueis os fados que o amor separa
Ímpias as sortes que as vidas desfazem
Maldito o inferno que o demo prepara!

Bogotá, Colombia

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DORES
Humberto Rodrigues Neto

Buscamos sempre edênicos regalos
na eterna fuga ao mal que nos judia;
aos prantos  preferimos a alegria,
como forma pueril de amenizá-los.
 
O mal e o sofrimento, todavia,
devemos com paciência assimilá-los,
aceitando o amargor de tais abalos
com dotes de prosaica simpatia.
 
Às voragens da dor, sem fatalismos,
imunes a ilações e a silogismos,
é  preciso descer para entendê-las.
 
Nem ais blasfemos, nem medonhos trismos,
pois só o que desce mudo a tais abismos
encontrará o caminho das estrelas!

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NÃO ME PERGUNTES

Ary Franco (O Poeta Descalço)

Se apenas em um único dia, deixei de te amar!
Se ainda lembro de ti e lamento teu afastamento.
Se choro noites insones, contigo no pensamento.
Se espero que um dia resolvas para mim voltar.

Se lastimo tua partida, sem um adeus sequer.
Se lembro da noite que, de moça te fiz mulher,
De  nossas loucuras de amor vividas no passado.
Se ainda sinto o mel de nossos beijos trocados.

Se só a saudade me faz companhia na solidão.
Se o brilho de tua imagem ilumina a escuridão.
Se em meio à noite fria faz-me falta o teu calor.
Se hoje ainda te adoro com redobrado ardor.

Se choro com a falta daqueles teus carinhos.
Se me sinto um errante perdido no caminho.
Se inda és a musa de meus sonhos doirados,
Protagonista desse romance ora acabado.

Se é imensurável o tamanho de minha paixão,
Esta paixão que mora em meu pobre coração.
Se espero que não tenhamos chegado ao fim.
Que num amanhã tenhamos voltado, ENFIM!!

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FELICIDADE  É O NOSSO AMOR QUE DEVANEIA

Luiz Poeta
 Luiz Gilberto de Barros
às 22 h e 41 min do dia 13 de dezembro de 2015

Felicidade não espreita… ela se instala…
ela é distinta  do que torna o ar pesado;
não dá recados, chega aos poucos  e se embala
pelo pulsar de um coração amargurado.

Ela é tímida, parece um cachorrinho
que quer carinho, só precisa de um afago
e quando tudo nos parece triste e vago,
ela se  chega e se aconchega em nosso ninho.

Não marca o tempo, o seu relógio é o que sente,
só se ressente quando vê algum olhar
abandonado, sempre prestes a chorar,
longe do mar de amor que mora bem ao lado.

Felicidade não se esquiva, ela é carente
de alguém que sente solidão, ela precisa
só de um contato, ela não economiza
o seu amor para tornar alguém contente.

Ela se veste de arco-íris e passeia
na nossa frente, provocando a nossa dor,
para que saia e dê lugar ao nosso amor…
Felicidade é o nosso amor que devaneia.

Felicidade é um momento precioso
que apenas pede quem lhe faça companhia,
ela é capaz de animar a letargia
de um coração que sofre, em vão, por ser teimoso.

Por isso,  quando ela trouxer a liberdade
que tu perdeste, mas que sempre há de voltar,
lembra que basta só um gesto: o de sonhar
e tu terás, enfim, no olhar… felicidade.

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AI FLORES

Ai flores singelas de verdes prados,
ai flores de deleitantes jardins,
umas nascem sem preparos ou arados,
outras cultivadas por querubins.

Almas boas têm flores no coração
absorvem seu perfume inebriador,
seu colorido brasas de fascinação,
em rio d’ água pura, seu esplendor.
Nos campos e jardins abençoados,

o sol as beija com pojos dourados,
a lua as enfeita e veste de prata.
Um deleite para olhos afeiçoados,
expressões da natura aristocrata,
pinturas que germinam em cascata.

Gabriela Pais (Portugal)

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VERDADE
Carolina Ramos

Todos pensavam que a felicidade
era a bandeira azul que eu conduzia!
Todos pensavam, sim, mas a Verdade,
além de mim, somente Deus sabia.
Ninguém sonhava a triste realidade
que em meio à multidão me perseguia;
nem que o sorriso meigo de humildade
era regado em pranto, noite e dia!
Quem poderia crer que a tais extremos
eu chegasse, partindo os frágeis remos
de um destino cruel! Ninguém supunha
que um oceano de lama, tormentoso,
eu banisse de mim… e em céu calmoso,
fosse viver os sonhos que eu compunha!

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 O ANJO E O FAUNO
Thalma Tavares

Por que tenho de ser de dois extremos feito?…
De um extremo, o melhor, vem a luz que me eleva.
Mas se às vezes sou luz, outras vezes sou treva,
que me impede enxergar o que é certo e direito.

Do outro extremo, o pior, eu direi contrafeito
que há um fauno viril que à luxúria me leva,
contra o qual, com razão, a razão se subleva
e me faz explodir a revolta no peito.

Quantas vezes me ergui do meu lado mais nobre
como quem, com a luz, de pureza se cobre
e a seguir, sem razão, deixa tudo sombrio.
Entre um anjo e um fauno eu passo a vida assim

a suplicar aos céus que afugentem de mim
o lascivo animal que anda sempre no cio.

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TELA DA VIDA!

Gosto de conversar com a vida
Ela me mostra saídas
Para coisas que desconheço
Pago o preço!

E nesse longo caminhar
As lutas que me fez enfrentar
Marcas que aqui ficou
Ensinou

Gosto de conversar contigo
Enquanto misturo tintas
Para depois registrar
O nosso palavrear

Lembrou-me  de fatos
Atos..Que não devo repetir
Devo deixar partir
Prosseguir.

Nunca..Nunca esquecer.
Que as vezes é melhor  perder
Do que sofrer e se rrepender.

Lições da vida e de graça!
E não aprendemos.
Corrompemos nossa mente
Para  plantar a semente
Do desconhecido apreciar.

Na conversa entre tintas
Misturas tão verdadeiras
A tela ..Faceira
A vida ali se mostrar!

Marilene Azevedo

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5 comentarios en “POEMAS EM PORTUGUÉS”

  1. Esta revista está ótima! Belos poemas, belas trovas e excelentes crônicas, provindas de um elenco de renomados colaboradores. E é com renovada satisfação que aproveito o ensejo para render meus efusivos agradecimentos pela divulgação dos artigos que enviei.

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  2. É minha honra e deleite ver a minha poesia entre a de grandes poetas e amigos.
    Por isso, manifesto o meu reconhecimento à direcção editorial da LunaSol, que prossegue na senda
    da qualidade literária que a caracteriza e distingue.

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  3. Agradeço mais uma vez a subida honra ao ver um de meus singelos poemas figurando na erudita Revista LUNASOL.
    Perene sucesso é o que desejo às nobres Timoneiras Eunate.e Cristina.
    Ary Franco

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