POEMAS AL AGUA EM PORTUGUÉS

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Octubre  2.019  nº 24
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AL SERVICIO DE LA PAZ Y LA CULTURA HISPANO LUSA

COLABORAN: Virginia Branco…Euclides Cavaco…Ivany Costa Gurgel do Amaral…Eugenio de Sá…Alfredo Dos Santos Mendes…Ary Franco….Amilton Maciel Monteiro…Gabriela País…Cema Raicer…Carolina Ramos…


Á G U A
Virginia Branco

As nascentes da água são só uns fios;
– Encanto meu na cadência dum murmúrio!
Correndo pelas vertentes das montanhas,
com outros crias laços e quais irmãos,
num abraço formaram lagos e rios.
Seiva da terra, quando gemem as entranhas.
Os rios correm para os mares
onde o homem  sugou  e sujou os fundos; perjúrio !
Poluindo a água e os ares
tememos o desequilíbrio da natureza
da terra, do fogo, da água e do ar.
Já não somos o homem das cavernas
por isso acredito que no futuro ,
se consiga retirar o sal da água do mar
Com inspiração  adocicar a vida.
Que se voltem a encher cisternas
e os pingos da chuva, não sejam água perdida!

A    Á G U A –  é fonte da vida
Poema de Euclides Cavaco
A água é fonte da vida
Que enche rios e oceanos
A que a Terra dá guarida
E existência aos seres humanos.
Todo o ser vivo carece
De água pra sobreviver
Sem água tudo perece
E nunca existia o ser.
A água é elemento
Duma riqueza suprema
Que na voz do pensamento
Inspirou este poema
Líquido tão precioso
A água hidrata e sacia
A sede ao ser sequioso
Que sem água morreria.

Cristo no rio Jordão
Foi em água cristalina
Baptizado por João
Tornando a água Divina.
Se à Terra a água faltar
Ao ínfimo reduzida
Secam rios e seca o mar
E acaba na Terra a vida.

AQUA
Yvany Costa Gurgel do Amaral
Ceará-Brasil
Eu te procurei na água do poço,
Coração em alvoroço,
Mas não te encontrei.
O passarinho me alertou:
Não é aqui que encontrarás
O teu lusitano amor.
Eu te procurei, ternamente,
Na água corrente
De um riacho no qual
Eu molhei os pés,
E ao olhar de revés
Vi o meu subconsciente.
Procurei nas águas do mar
Mas não consegui te ver,
Porque de olhos vendados,
Meus pés na pedra parados
Não podiam caminhar,
Nem ver o teu barco voltar.
Eu te procuro na água do lago
A olhar para o horizonte.
Sentada no balanço ondulante
Com as minhas vestes brancas
E botas de desmonte,
Antes que o dia desponte.
Procuro na água das nuvens
Da próxima tempestade,
Violino na mão e a haste
Prestes a tocar uma melodia,
Espero pelo raiar do dia
Antes que o vento me arraste.
ÁGUA E LUME
Eugénio de Sá
Portugal
Dizem que amar é sofrer docemente
Que é um bem que se dá sem exigir
Que é partilha de dois, e dois somente
Que a alma nutrem de um doce elixir.
Sempre há no amar reveses e glórias
Substantivos à sorte do bem-querer
Cada passado é um palco de estórias
Que bem podem voltar a acontecer.
Há no passado tempos gloriosos
Que ofuscam outros tempos malfadados,
Que nos fizeram insanos e impiedosos…
Mas amar é assim, como água e lume;
Ou amamos o amor, arrebatados
Ou o maltratamos c’o nosso azedume.

NASCENTE
Alfredo dos Santos Mendes
Prémio Literário
HENÂNI CIDADE
Quem prende a água que corre
É por si próprio enganado:
O ribeirinho não morre,
Vai correr por outro lado.
Quadra de: António Aleixo
Glosada por: A. Mendes
Sai das entranhas da terra,
borbulhante, transparente.
Vai formando uma corrente
que tanta beleza encerra
pelas vertentes na serra.
No caminho que percorre,
gente sequiosa acorre
à água deste ribeiro.
É de orates companheiro,
Quem prende a água que corre

Se alguém se atreve a pensar
em travar sua passagem,
jamais levará vantagem.
Ninguém consegue parar
sua corrida p’ró mar.
Será um pobre coitado,
lutando desesperado.
As horas passam a fio.
Se julga que engana o rio…
É por si próprio enganado.
Prisioneiro na barragem,
não perde sua imponência
nem tão pouco a paciência.
Como está só de passagem,
Ganha forças p’ra viagem.
De artimanhas se socorre.
E muitas léguas percorre
se esgueirando de mansinho.
Podem barrar-lhe o caminho…
O ribeirinho não morre.
Por vezes mostra ternura.
frescura nas suas águas.
Mas também provoca mágoas!
Seu espelho de candura,
esconde muita bravura.
Nunca um rio será domado,
mesmo sendo aprisionado.
Ninguém se deixe enganar:
Sendo o seu caminho o mar,
Vai correr por outro lado.

MEIO AMBIENTE
Ary Franco (O Poeta Descalço)
Com olhos marejados, agora reclamas
Em ver tua floresta antes imaculada.
Ser sempre, pouco a pouco, dizimada.
Ardendo em meio a criminosas chamas.
Lamentas e choras pelo rio ressecado,
Donde antes, tantas vezes, havias pescado.
Tua fauna, tua flora, em risco de extinção,
Faz teu peito doer e sofrer teu coração.
O colibri para salvar o ninho leva no bico
Um pouco d’água para apagar o fogo.
Em seu auxílio acorre o amigo tico-tico.
Esforço inútil. É apenas um desafogo!
Desesperado ficas, quando há inundações.
Centenas de vidas e famílias perdidas.
Atônito, não entendes essas aberrações.
És tu o próprio culpado dessas desditas!
Cientistas pedem especial atenção
Para o perigo do aquecimento global.
Ninguém atende o alerta com devoção.
Abjetos interesses, dizem que não faz mal.
Salvemos a natureza, de mãos dadas!
Isso, cada vez mais, torna-se necessário.
Nunca mais; nada de florestas devastadas!
Tratemos nosso ambiente como um santuário!
Sem água em nossos rios, toda a Natureza morrerá

                                 ÁGUA                                    
Amilton Maciel Monteiro
São José dops Campos/SP
Oh, abençoada água que sacia…
a sede natural das criaturas,
não falte nunca em nosso dia a dia
nas suas fontes mil que a jorram puras!
Reconhecendo a sua cortesia,
não iremos manchar  a que depuras;
jamais seremos causa de avaria
ao bem que a todos nós só traz venturas!
Aos jovens prometemos ensiná-los
que sejam sempre, sempre seus vassalos
em uso altamente consciencioso.
E assim os homens, plantas e animais,
nosso planeta, enfim, terá jamais
um final triste, por demais  sequioso!
A ÁGUA
Gabriela Pais (Portugal)
A água pelos montes salta sagaz
Entre fragas e arbustos em lamento,
Em dança de movimento fugaz
Que ao roçar pelo chão a beija sedento.
A água vai tristonha pelo caminho,
Perde força, não canta e faz sofrer,
Caos geral, um mundo em torvelinho,
Antro de dor será quando morrer.
Água fonte cristalina da vida,
Que rios e lagos enches de cores,
Das graças terrenas a mais querida.
Sejam ternos teus cânticos d’ amores,
Remocem alegres sem despedida
E não mudem pra lágrimas e dores.
HOJE CHOVEU…
Cema Raizer
Começo de primavera…entardecer vermelho
De um dia ameno…num tom diferente
Com ares de solidão o sol colado no céu
Parecia não querer se pôr…
Espiando pela janela vi ao seu redor
Um anel de luz alaranjada e forte
Dizem que isso sinaliza chuva
 Minha expectativa foi correta
O tempo fechou espantando o sol
Sensação de solidão  saudade…
Lembrei do banho de chuva de infância
Respirei momentos do passado…
Sentido o cheiro da terra molhada
Ouvindo os pingos da chuva na janela…
Tive certeza qua a «agua» pedia um poema
Reflexos vindos de longe inspirando meu pensar
Vendo pela  janela, o anel vermelho do sol
Sentindo cheiro de terra molhada…
Entendi minha alma de poeta!

PROTESTO DO RIO
Carolina Ramos
             Brasil                 
Quando Deus fez surgir, do nada, o mundo,
recortou-o de rios que em Seu plano
tinham valor imenso e tão profundo
quanto o fluxo arterial do corpo humano!
A terra floresceu. O amor fecundo
povoou lares. E o homem, sempre ufano,
o Éden que recebeu tornou imundo,
semeando em cada canto o desengano!
Ar e águas poluiu… e os próprios veios,
com seus desmandos, vícios e mazelas!…
E hoje… os rios ocultam, em seus seios,
as angústias das vozes sufocadas
pelos surdos gemidos das sequelas,
num protesto de artérias enfartadas!
VELHO RIO
Carolina Ramos
Brasil
Deslizas velho rio, amargo e silencioso,
a esconder bem ao fundo a injúria e a dor calada.
Cresceste manso, puro! E o teu caudal piscoso
refletia o esplendor da luz da madrugada!
Quantas milhas coleaste! Fértil, dadivoso,
quantos lares supriste! E se a sede saciada
afugentou a seca, esse fantasma odioso,
tiveste em paga injusta a face maculada!
Hoje segues tristonho… sujo… moribundo,
tendo no seio o estigma e na alma dolorida
toda a angústia de seres lixeira do mundo!
Velho rio…. Depois de tanto desengano,
entendo porque, enfim, protestas contra a vida
e afogas tua dor no abismo do oceano!

3 comentarios en “POEMAS AL AGUA EM PORTUGUÉS”

  1. MUITO AGRADEÇO À DIGMA PRESIDENTE – DONA EUNATE GOIKOETXEA E AO DIGMO COORDENADOR, EUGÉNIO DE SÁ, O FACTO DE ACEITAREM ESTE MEU SIMPLES POEMA SOBRE A ÁGUA. É COM MUITA ALEGRIA E HUMILDADE QUE ME ENCONTRO ENTRE OS MAIORES. BEM HAJAM!!!! PARABÉNS A TODOS OS POETAS COLABORADORES QUE SÃO FRANCAMENTE ILUMINADOS E NOS OFERECEM AQUI O FRUTO DA SUA GRANDE INSPIRAÇÃO. UM GRANDE ABRAÇO PARA TODOS. – VIRGÍNIA BRANCO

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  2. Felicitações a todos os poetas de que me sinto medalhada por estar entre poetas de grande relevo.
    Parabéns à Doña Eunate e a todo o elenco desta revista, a que dedicam parte das suas vidas com todo o empenho e amor.
    Um abraço fraterno para todos e todas.

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