POEMAS A TERRA

 

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Mãe Terra
Maria Inês Aroeira Braga

Se os Seres da Natureza
Pusessem um livro escrever,
Falariam da beleza
Que nós não podemos ver…

Dos que colorem as flores
E pintam toda a floresta,
Trazendo um mundo de cores
Que o céu feliz, lhes empresta…

Das mariposas noturnas
Que se espalham pelo ar,
Para caladas, soturnas,
Em fadas se transformar…

Dos vultos que em noite escura
Parecem estar escondidos,
E exercem a arte da cura,
Salvando animais feridos…

Das casinhas graciosas
Que em pedras são esculpidas,
E guardam ninfas formosas
Que vivem ali escondidas…

Daqueles que cuidam as águas
E gostam de ali brincar,
Mas que choram duras mágoas
Por medo dela acabar…

Dos habitantes que moram
Em árvores mais antigas,
E suas folhas transformam,
Em borboletas amigas…

Se o Homem pudesse olhar
O que a Natureza encerra,
Haveria de cuidar
Muito melhor, da Mãe Terra

CUIDEMOS DA MÃE TERRA
Virgínia Branco

Basta o fogo que nos induz
à vida espiritual.
Basta que seja límpida a água dos rios.
Do  sol, das estrelas e da lua, a sua luz,!
Aos navios que navegam
em oceanos profundos,
ricos em minérios e pescado

-Pedimos; – Mantenham as águas limpas
deste Planeta azulado !
Nuvens negras, clima alterado,
porque s’ incendeiam fogos, com ar despreocupado?
Precisamos de chuva, mas não de lares inundados.

A beira-mar gaivotas em voo perspicaz,
na procura de alimento,
anunciam vendavais, quando voam para terra
parecendo os lenços da paz.

Às grandes Indústrias do Mundo, peço menos poluição!
A todos imploro: – Não deixem lixos no chão!
Que se recomponham florestas, que são da Terra o pulmão.
Queremos límpidas as fontes, com mais belos horizontes.

Que a comida e a água,
mitiguem as fomes e as securas
daqueles que na terra sofrem torturas !

PRESERVAI A VIDA E A NATUREZA
Jusmaria da Cunha Carvalho

 Antes que sequem os rios
Antes que acabem com as matas
Que expelem os campos sombrios
E o jorrar das cascatas

Vamos unir sentimentos
Protegendo a natureza
Garbosa em seus ornamentos
De infinita beleza

Numa corrente de amor
Nossas vozes elevar
Pedindo aos céus em louvor
Para a vida preservar

Deixando esta mensagem
Num ato de fé e coragem
Contendo nela um alarde
Antes que tudo se acabe
Antes que seja tarde. 

Prece pla Terra
Eugénio de Sá

Ouvi o pranto plos mortos do mundo
Oh Deus d’amor, Senhor do universo
Que a estupidez retorne ao seu reverso
Que os homens caiam num senso profundo

Que as chaminés não firam mais os céus
E os venenos da terra tornem à dormência
Que a ganância emagreça pla falência
E os algozes dos pobres sejam réus

Ouvi, Deus nosso, o choro das entranhas
Do lindo planeta que nos destes
Ouvi o grito das suas dores tamanhas

Que os pecadores desde o leste a oeste
Não encontrem salvação pr'as suas manhas
Mas voltai a crer, Senhor, no que descrestes

A Alma da Terra
( Eugénio de Sá )

(depois de todos os espantos)
Quero acreditar que a terra onde vivemos
Tem uma alma como a gente tem
Talvez não sofra da forma que sofremos
– Não serão males d’amor que mais a abatem –
Mas geme à tirania com que a ofendemos.

E, mesmo assim, sedenta e dolorida
Lá se vai submetendo às leis da criação;
Regenera-se a custo, gasta e exaurida
– mesmo ciente que lhe morre a vida –
Pra servir nobremente a sua vocação.

E nós, sem piedade, prosseguimos

Agredindo, implacáveis, as suas entranhas
Esbanjando-lhe os recursos, e não vemos
Que os malefícios destas vis façanhas
A vão matar, e com ela morreremos!

Porque não se conhece nenhuma magia recreadora do mundo!

Nossa Mãe Terra
Daniela de Sousa

Terra que nos abraça
Alimenta, humaniza
Sua grandeza nos acalenta
Em um sentimento que congraça

Cuidemos de ti nossa mãe terra
Zelemos por ti, do teu seio
De onde emana beleza e vida
Em ti nosso meio ambiente

Abriga os animais, céus e mar
Provê os humanos de frutos
Vindo a ciência proclamar
Que está a perecer

A ganância que te destrói
O humano que se corrompe
De ti se desfaz de modo que corrói
Nos faz assaz mais desumanos

Símbolo de fertilidade, desperte
Em nós o cuidado e força de te salvar
Em ti habitar, por ti pela fauna e flora
A ti amar por ti nos purificar e edificar

Que nossa consciência seja tocada
Nossas atitudes transformadas
Nossa força para ti direcionada
Sua grandeza restaurada.

INCENDIÁRIOS
Alfredo dos Santos Mendes

Oh meu pobre Portugal!
És um braseiro infernal
ardendo de Norte a Sul.

O teu ar, pesado, forte…
É sinónimo de morte,
perdeste o céu azul!

Há desolação tristeza!
Portugal perde a beleza
dos seus campos multicor.

Florestas, mato, casas,
formam um manto de brasas,
com bordados de terror.

Vejo gente horrorizada!
Perdeu tudo, não tem nada,
Fica em miséria total!

Tantos bombeiros lutaram.
E sua vida arriscaram,
Numa luta desigual.

O fogo q´riam deter,
esse demónio vencer,
e pagaram com a vida.

Lutaram desesperados,
porém foram derrotados
e a chama não foi vencida!

Mas não deixemos vencer,
quem pôs o país a arder,
sabe Deus com que intenção!

P’ra esse ser criminoso,
há que ser impiedoso,
crime tal, não tem perdão!

Que a justiça seja dura.
Que essa horrenda criatura,
não mais tenha liberdade!

P’ra fogos não atear,
p’ra sempre deve ficar
bem longe da sociedade!

PESADELO
Alfredo dos Santos Mendes

Dei comigo a pensar na natureza.
Embevecido ao ver tanta beleza,
um frémito meu corpo enregelou.

Ao ver tanta barbárie no planeta,
que o homem transformou numa sarjeta,
ao destruir um bem que Deus criou!

Que fizeram ao ar vivificante,
à cristalina água refrescante,
que generosos rios ofereciam?

São hoje simplesmente conspurcados.
E p’la calada vão sendo impregnados:
por fétidos dejectos que agoniam!

A floresta tem sido dizimada.
E por mãos criminosas devastada.
com incêndios de tanta crueldade.

Com este ignóbil crime cometido,
mais um gesto malvado, sem sentido,
se atenta contra toda a humanidade!

Será que tanta gente enlouqueceu?
É cega, surda, e nunca percebeu
que estão o ambiente exterminando?

Que seus filhos apenas vão herdar:
somente terra inóspita a secar…
que o mundo num deserto vai ficando?

Será que é tão difícil compreender,
que cabe ao ser humano proteger,
e preservar a Terra, a natureza?

Vamos todos num só ter consciência.
E se o mundo tratarmos com decência,
volta a ser paraíso com certeza!

TERRA MÃE
Santa Catarina Fernandes da Silva Costa

O que dizer dessa bola azulada que
em velocidade extremada
mais do que um avião,
dá giros no nada?

Onde estão os seus alicerces fincados,
e seu movimento de rotação
e de translação,
quem lhe ensinou, ó bola sagrada?
Conversa com seus vizinhos,
são eles habitados, ou pelo sagrado, conservados?

Chora no alto, pelos cortes, que lhe fizeram?
Continua girando, bela,
ignorando a destruição,
que as formigas humanas causaram?

Esses seres simplesmente passam
Sujam seu solo, rompem suas veias,
fazem crateras.
No entanto, permanece calada,
ignorando como se não fosse nada!

Quando chega mais perto do sol
Ele a beija ardentemente,
E aqui, no solo, o calor se sente.
Com o vento as folhas deslizam
E correm soltas vibrantes

morrendo em algum canto, dormentes.
À medida que segue sua rota, poderosa e bela
um soprador gelado é lançado.
Corpos no chão se juntam,
e dormem abraçados.
Continua sua missão sem parar.
Esse é o seu destino traçado,
a nenhum homem jamais revelado.
Abrem-se as flores, os cheiros, as cores,
as borboletas coloridas aparecem
enfeitando vidas.
Brotam sementes.

Os frutos, os cereais,
alimentando a todos os viventes.
E dos seus santos seios
Mamam todas as criaturas!
Mas, essa mãe terra,
maltratada, sangra!
Os mares choram lágrimas
carregadas de plásticos, de lixos,
dos seres insanos!

O solo também chora! Não quer sentir
o odor fétido dos corpos humanos!
E mesmo assim, nascem ali flores!
Mãe terra, que a vida a todos dá!
Vai dar o seu troco: terremotos, maremotos,
fogos que lambem as florestas,
Num desesperado grito
que atravessa a atmosfera.

O solo deixará de florir,
A semente não germinará,
A humanidade vai colher
A miséria que plantou no ar.
No entanto, ela continuará brilhando,
Enfeitando o céu azul, com o sol, a lua, as estrelas
e todo o corpo celeste.
E o homem, simplesmente, desaparece!

Amazónia… Nosso Chão!
José Ernesto Ferraresso

Florestas de grandes primores,
pássaros variados cantores e tenores.
Confundem os trinados ao amanhecer,
e desde a tarde ao anoitecer.

Uma terra abençoada por Deus,
de matas virgens, grandes mistérios,
Dela tudo se explora e se retira,
linda Floresta que tanto se admira.

Nossa Amazônia agora faz parte
É tema polêmico de Fraternidade.
Hoje, por Deus, mata escolhida
para salvar tantas vidas. 

Património diversificado de grandeza e riqueza,
e de extensa imensidão e beleza.
Sua flora, fauna e carente comunidade,
hoje é tema até na Campanha da Fraternidade.

Essa floresta não é minha e nem sua ,
É de todo um povo, de toda nação, tua,
O tema «Vida e Missão Neste Chão»
gera entre os povos devastação e a exploração.

Habitada por povo humilde e carente.
conquistada e disputada por muita gente.
Terra de arbustos e de imensos seringais,
bela Amazônia, dos grandes mananciais.

FOGO POSTO
Albertino Galvão

Um pedaço de terra…
Uma pequena cova…
Uma simples semente
E duas mãos que aconchegam
Que a cobrem de esperança
E lhe transmitem amor.
O tempo a seu tempo
Traz a chuva e o sol,
Ganha vida a semente
Ganha força e raiz
E o ventre da terra,
Generoso e fértil,
Num rasgo de amor…
No tempo preciso
Dá à luz nova esperança!
Pequeninos “braços”,
Esguios e frágeis,
Cobertos de verde
Vão beijando o azul
Balouçando ao vento
E bailando à vida
Num palco de luz…
E o homem se benze
Olha o verde e sorri!

Mas…

Passa o tempo e alguém
Se passando por louco;
Com mãos criminosas
Risca o fósforo e a chama
Que ele achega ao rastilho

Incendeia o verde e…
E a terra geme
E a natureza chora
Porque ardeu o tempo
E se “apagou” a vida!
Então…

O homem se benze e chora
Resignado!
E o poeta…
E o poeta exprime a dor
Em breves versos
Revoltado!

NATUREZA EM FOGO
Albertino Galvão

Futuro incerto do verde que enfeita a serra
Certeza à vista no inferno que o devora
E o monstro louco que incendeia e mata a terra
Escapa impune porque alguém paga por fora

Fogo subindo pelas copas dos pinheiros
E avermelhando as encostas, a montante,
Mata carvalhos eucaliptos e sobreiros
Ee corre agreste para as casas a jusante

Da luz do sol somente restam pontos negros
A noite desce, bem sinistra e a destempo
Fogem as aves para lá dos grandes cedros
E ouvem-se gritos das sirenes contra o tempo

Na arena negra, arriscando suas vidas,
Lutam bombeiros contra a besta assustadora
Com tal coragem que seriam merecidas
Mais honra e glória que palestra aduladora

Chega o cansaço alimentado por desgostos
E fumo e cinza nos seus tons enegrecidos
Morrem sorrisos entre lábios ressequidos
Acentuando ainda mais a dor nos rostos

Neste planeta que azul já foi outrora
Existem feridas que jamais se curarão
E se cuidado não houver com ele agora
Os nossos netos, morto e seco, o herdarão

A natureza é bonita e generosa
Dá-nos seu colo e tudo o que precisamos!
É a mãe fiel, dedicada e extremosa
Que nós os filhos, tão ingratos, desprezamos

Ó bicho homem tem cuidado não te iludas
Que a natureza é soberana e poderosa
E se essa sanha destrutiva tu não mudas
Ela será, podes crer, bem impiedosa!

Bicho homem atenção!
Albertino Galvão

Ouve o chilrear dos pássaros nas colinas
o eco do teu próprio grito nas ravinas
e pensa!

Escuta o murmúrio das águas nas ribeiras
repara na beleza do sol
e do arco-íris enfeitando cachoeiras
e medita!

Sente a brisa que te beija a gosto
e te refresca, gratuitamente, o rosto
e sonha

Respira o aroma das flores campestres
do rosmaninho, das giestas, do alecrim
das papoilas, das margaridas, do jasmim
que alegram paisagens agrestes
e, benevolentes, te perfumam
as entranhas sem custos!

Sente, respira, inspira e chora!
Engole homo sapiens
a tua sanha e reza!

E chora!
Chora porque és insensato,
fraco e masquinho!

Reza porque és parvo e não respeitas
a grandeza e nobreza
do mundo que te rodeia!

Chora, hoje, bicho homem
pela tua ignorância…
mas o poderio da força da natureza
é implacável e aguarda no seu trono…
Espera a hora que amanheça

Aguarda que acordes do teu “sono”.
Medita mesquinho ser vivente e recua!
Trilha outro caminho sem ambições
assentes em artimanhas!

Aposta na vida! Pondera!…
Age com senso e actua
sem ter apenas em mente
choruda conta corrente.

Pára, escuta, olha e pensa!
È bom que penses,
que assentes e reflitas,
homo sapiens!…

É que, ao cortares, aos rios,
as nascentes
ao matares as aves
que enfeitam o espaço
e os bichos que alegram as savanas…

Ao queimares as árvores e plantas
e poluíres a atmosfera, os campos,
as ribeiras e mares…
Tu, bicho homem,
estarás matando o planeta!

Lembra-te, homo sapiens,
lembra-te, irmão,
que esta terra bendita
que hoje tanto desprezas,
que destróis e não preservas,
teus netos a herdarão!

HOJE A TERRA CHORA
Mário Matta e Silva

Vou partilhar contigo meu amigo
As vitórias dos Seres de outrora
Trazendo comigo a Terra que chora
Arrastando as memórias de um tempo antigo.

Rasga-me o peito cada sonho de criança
Sobre os infortúnios dos homens do passado
Este solo de viventes, num tempo desnudado
Onde amar o próximo é um bem feito de esperança.

Terceiro planeta mais próximo do Sol
O quinto maior do sistema solar
De milhões de espécies este é o seu lar
Vida que lateja, humanóides e sua prole.

Maioritariamente de água salgada
Pejada de continentes e ilhas que a bordejam
Planeta colorido, onde os sons latejam
Desfeito em cada uma dessa Pátria amada.

Pesquisas paleológicas e arqueológicas, centradas
No estudo dos seres vivos que antecederam
Descoberta do fogo, da caça, do que eles viveram
Até ao homem vertical, crenças vertebradas.

Hoje a Terra chora, tristeza, maldição
Procurando seus ecossistemas sem se deslumbrar
A actividade humana destrói, sem restaurar
A composição química, sem qualquer compaixão.

Fazem aumentar a temperatura global
Com derretimento dos calotes de gelo polar
Com variação da temperatura, o que fará matar
Entre os pólos e os trópicos, perigo infernal.

Salvem o Planeta, irmãos, e gente pura
Ponham os olhos no ventre da Mãe Terra
Salvem os Seres Vivos, desistam da guerra
Que travam ao segundo sem ponta de amargura.

Viva a beleza, a harmonia dos planetas
Não deixem que maltratem o que foi criado
O que nasceu, cresceu, de amor revigorado
Tragam cientistas, escritores e também poetas.

DESPERTAR
Gabriela Pais

Despertar para a vida ressurgir,
acordar o mundo, mudar a atitude,
dizer ao sol esperta a realidade,
pedir à lua, ativa a luz do luar.
A minha fantasia a perseguir,
sonho que se esgueira na amplitude
de um Universo sem gravidade,
debulha folhas sem as apanhar.

Despertar para um sonho perdido,
onde o vento nos montes derramou,
caminho sem alcance, qual o rumo,
nem os deuses o sabem indicar.
Luta desbocada qual o sentido,
tamanha maldade a que se chegou,
terra cisada fugida de aprumo
nas encostas clivosas a esbarrar.

Perdem as forças a correr inverso,
plantem um mundo repleto de flores,
falem de amor, fidelidade em verso,
procurem curar este belo planeta,
espelhem as verdades e valores,
não atormentem a mãe natureza,
tudo nos dá e tanto toca a sineta,
avisos…, sem vislumbre de firmeza.


COMO É BELA A NATUREZA
Gabriela Pais

Dói o coração ao vislumbrar o belo,
júbilo ao sentir o que nos é dado,
brinde que provém da natura, um elo,
sem se retribuir tal mimo e agrado.

Primorosos panoramas pintados
com tintas matiz lançadas do espaço,
que coloram os campos de bordados,
de flores, de frutos, dando-lhe abraço.

Mistura de verdes em cachos d’ água,
que formam belos riachos cristalinos,
que refrescam dias de intensa frágua.

Em honra à natura, cantemos hinos,
de amor e gratidão e devida trégua,
tudo dá, não a traiam com desatinos.

GIRASSOL
Cema Raizer

Que flor é essa
Que acompanha o sol
Em seu trajeto
Repleto de luz e calor?
Estará o sol apaixonado

No girassol se espelhando
Numa versão tão surreal?
Dedicada e delicada flor
Que acompanha o Astro Rei

Através dos séculos
Com amor caliente
Que só a chuva poderia impedir
Atraídos um pelo outro

Sol e Flor…
Com terno amor
Iluminam toda a terraw


FLORESTA
Cema Raizer

Na infância eu convivi
Com a Floresta
Respirei o ar mais puro
Ouvi os sons da Natureza

Curiosa e muito feliz!
Subi nas árvores
Colhi frutas silvestres
Observei os pássaros

Alimentando seus filhotes…
Floresta era outro mundo
Pra lá de encantado!
Nela eu me abrigava

Do sol e da chuva,
Sempre pensando
Que floresta não tinha dono!
Sustentada por grandes raízes

Ela protegia a terra!
Eu tinha toda a certeza
Que a Grande Floresta e eu
Viveríamos para sempre!

CHEIRO DA TERRA
Cema Raizer

Nas tardes de verão
A chuva passageira
Ameniza o calor
Refrescando a Natureza,

Sinto imensa saudade
E me ponho a meditar…
Olho o verde da montanha
E respiro o ar puro

Que me traz o cheiro da terra…
E me reporta a infância
Onde aprendi a sentir

Esse aroma da inconfundível da terra
Trazido pela chuva de verão!
Era só alegria quando podia

Correr pela terra molhada
E tomar banho de chuva!
Era só alegria.

1 comentario en “POEMAS A TERRA”

  1. Sentir bem perto a emoção que nos envolve, nesses tempos tão difíceis,
    nos faz valorizar, ainda mais a poesia…e sonhar um mundo melhor!
    Parabéns a todos pelos poemas que nos trazem o doce encantamento
    que há de ser eterno! Belo trabalho e alegria de mais um reencontro!
    Parabéns à todos!

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