POEMAS A LOS HIJOS EN PORTUGUÉS

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Mayo  2.020  nº 31 

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Estos conservan el copyright de sus obras

AL SERVICIO DE LA PAZ Y LA CULTURA HISPANO LUSA

COLABORAN: María Inés Aroreria Braga (Brasil)… Virginia Branco (brasil)…Eugénio de Sá (Portugal)…Alfredo Dos Santos (Brasil)…Santa Catarina Fernandes da Silva Costa
(Brasil)… Franco (O poeta Descalço -Brasil)…Yvany Gurgel do Amaral.( Brasil)… Irán Lobato—Mario Matta e Silva (Brasil)…Amilton Maciel Monteiro (Brasil)…Tito Olivio (Brasil)…Gabriela País (Portugal)…Cema Raicer (Brasil)…Carolina Ramos (Brasil)…Lucia Ribeiro ( Brasil)…Rita Rocha (Brasil)…

…Eu Não Nasci…
Maria Inês Aroeira Braga
( Pelos filhos que foram impedidos de nascer )

Eu vivia feliz como um anjinho,
Até ouvir um som grave, profundo…
Uma voz que dizia:- Seu corpinho,
Está lhe esperando lá no mundo…

Entrei numa “casinha” confortável,
Às vezes acordando, outras dormindo…
Estava tão alegre… Era agradável,
Um terno sonho acalentado e lindo…

Mas um dia senti no coração,
A dor pungente da decepção,
Pois meus pais me impediram de nascer…

Hoje percorro a imensidão do espaço,
Procurando encontrar ainda um laço,
Com aqueles que roubaram meu viver…

F I L H O S !!!
– Para a minha filha,  muito amada –
( Virgínia Branco )
Portugal

Ser mãe foi p’ra mim
a maior ventura e aventura !..
Filha, és a flor mais bela
da minha courela.
Linda Rosa, perfumada, florida .
Eu sou, alfazema já colhida
p’ra te atapetar os trilhos.
A vida segreda aos filhos
as maldades da terra.
És flor pura qu’ encerra,
desde a corola à raíz,
da açucena o cariz;
-Que de S. José é bordão.
Lembras Hóstia sobre a patena
que o Mundo há-de consagrar.
Amor profundo, toda tu és coração.
Serei luz de farol qu’acena
mostrando do mar as rotas
p’ra que desconheças derrotas.
Em Dó, ré, mi, vives a tua vida
e flutua em teus lábios o solfejo,
que a cada criança ensinas num beijo
na leitura duma partitura.
És roseira, com um botão de rosa d’oirado
que já canta contigo novo fado.
Nunca deixes que vos roubem a candura!

CAMINHOS DIFERENTES
Virgínia Branco

As azinhagas cheirosas, são perigosas.
Nos invernos, enlameadas e nos verões
como residentes; Cobras e lagartões!
Trilhos d’alguns que vencem horas espinhosas.

Meninos abastados não viam lagartos,
nem as tormentas os deixavam perturbados.
Cuidados por serviçais, eram forçados.
Pais ausentes, mesadas frias; Já fartos!

Correndo por levadas, não perdem o norte,
vingam na vida a pulso, autodidactas.
Os que estudaram, elaboram actas!

Os mais fracos, ficam na onda sem sorte;
Vegetam tristes nestes mundos conturbados.
Bonecos de corda, sem rumo, tombados!

POESIA
Virgínia Branco
Portugal

É o jorrar fluente do poema
no suave deslizar duma caneta.
A sabedoria de um asceta.
O sentir ainda
o doce olhar materno
resignado, puro e santo,
com se fora um manto.
Um raio de sol a despontar…
O recordar-me num poente.
O azul do meu horizonte.
O céu estrelado da minha aldeia.
O luar que meu mar prateia.
Um riacho a murmurar
no verde fresco do prado.
As floridas primaveras.
Os ninhos feitos nas heras.
A candura das crianças.
As flores, suas fragâncias.
Mas a mais sublime,
única rosa do meu roseiral
onde um botão germina
por arte divina.
Místico advento,
realidade, sonho ou utopia.
Sagrado ventre
que meus dedos tocam.,
Meu canto, minha harpa.
A mais bela melodia.

UM FILHO É POESIA QUE INVENTAMOS!
Eugénio de Sá
Portugal

Um filho é poesia que inventamos
E que nos enche a alma d’emoções
Um elo a mais na vida que criamos
Mais um pulsar d’amor de corações.

Meu filho, minha parte, meu desvelo
És do meu tronco um ramo inquebrantável
Não há amor maior, nada mais belo
Que torne a vida mais admirável.

Semente que plantei cheio de esperança
Que um dia serás a minha herança
Seguindo do bom Deus os Mandamentos.

Quem sabe se também serás poeta
Um inspirado ser, um ilustre asceta
E um cultor de nobres sentimentos.

Quis Deus fazer de nós
os melhores filhos que um Pai pode ter
( Eugénio de Sá )
Portugal

Idolatrar um deus, quem quer que ele seja,
E cultuar os “seus” ensinamentos
É matéria a pensar por quem almeja
Jamais se ungir com falsos unguentos.

Pois não é crível que um Ser superior
Condicione os que o seguem nesta terra
Levando-os a praticar o desamor
Plo ódio cego que a crendice agrega.

Quis o Deus que nos rege, a nós, Cristãos
Dotar Moisés c’os Seus Mandamentos
Que forjassem os homens como irmãos
E não seres sanguinários, odientos.

E mais nos trouxe o Pai; a livre escolha
Que nos permite fazer um julgamento
Depois de procedermos à recolha
Do que aceitarmos como fundamento.

MINHA MÃE
Alfredo dos Santos Mendes
Portugal

Olhando o teu retrato enegrecido,
P’la voragem do tempo que passou.
A tua imagem lembra-me que sou:
Um fruto do teu ventre, em ti nascido!

E tens aquele olhar enternecido,
De um oásis que sempre me acoitou.
O teu amor foi berço que embalou,
E manteve o meu sono protegido!

Foi meu porto de abrigo meu refúgio.
Foi a minha desculpa, o subterfúgio,
Para o que estava mal ou estava bem!

P’la tua mão eu dei primeiros passos.
E foram teus os primeiros abraços.
Obrigado por tudo, minha mãe!

OS FILHOS
Santa Catarina Fernandes da Silva Costa
Brasil

Desfilo no corredor do tempo,
Vou chamando nomes inexistentes lançados ao vento.
Não há eco, não há mais nada a não ser o meu lamento.
Minha alma se debruça nos dias dos anos passados,
Procurando a colheita dos frutos plantados.
Indaga aos anos, como foram nos dias semeados?

Revejo a menina sonhadora acariciando o seu ventre,
imaginando rostos inocentes, corpinhos frágeis pulando,
cantarolando, correndo ao seu encontro,
aquecendo o coração envolvida em  seus braços.

Seriam os cabelos dourados, lisos ou cacheados? 
Olhos azuis, castanhos ou amendoados?
Em que lugar foram parar os meus descendentes?
Não há nada em registros. Estão seus nomes ausentes!

Sinto o calor dos beijos que não recebi, dos nomes imaginários,
escritos em versos soltos, em folhas de papel jogados e amassados.
Foram meus descendentes imaginários, enfim, enterrados.

A menina com chapéu de palha, laços de fitas azuis, cheio de margaridas!
Qual seria o nome  que eu a registraria?
Uma lágrima cai e morre nos lábios que ainda chamam pelo menino.
 A alma sacode e ainda grita! Como você hoje estaria?

O ventre vazio não abrigou uma vida que anotaria a sua descendência
Ficará no túmulo desfeita a marca na humanidade.
Será pó a sua passagem.
Apenas desaparecerá sua existência.

Carregar o fardo nos dias, sozinha, vivendo de fantasia.
Sem nunca ter sentido a dádiva de ter um filho,
Mesmo sabendo que no tempo seria invisível.
Essa é a marca de uma mulher que nunca tomou nos braços
A continuação da sua própria vida!

Abençoados sejam todos os ventres,
Que espalharam sementes
Agora recebem os seus frutos com alegria:  Os filhos!

OS FILHOS
Ary Franco (O Poeta Descalço)
Brasil

DEI-LHES calor nas noites frias,
Alimento quando sentiram fome,
Água quando sentiram sede,
Tresnoites quando doentes,
Carinho, quando choraram,
Consolo, quando carentes,
Uma bússola quando desnorteados,
Bons exemplos na vossa formação,
Palmadas que doeram em mim,
Beijos e afagos em profusão.

Meus filhos, estou aqui, permaneço aqui.
Quando quiserem, venham me visitar.
Jamais, este agora idoso, deixem de amar.
Faria tudo de novo. Venham, não saí daqui!

CADEIRA VAZIA 
Yvany Gurgel do Amaral
Brasil

( Ao meu filho Fernando )

Deixaste uma triste cadeira vazia
Que certamente não será ocupada,
No breve descambar da tarde fria
Somente o revoar da passarada.

Deixaste uma paisagem deserta,
Esturricados e secos os pinhais,
Com o acre gosto de fim de festa
E o cheiro do que não volta mais.

Deixaste a moldura sem fisionomias
Que embelezavam noites invernais,
Levaste todas minhas fantasias
Não posso brincar outros carnavais.

Deixaste o baralho sem valetes,
Levaste a luz, ficou a escuridão,
Não ouço os sons dos trompetes
Que embalavam a minha solidão.

Deixaste apenas a esperança
De um dia eu ainda te encontrar,
Para te embalar, de novo criança,
E minha doce missão completar.

SER PAI
Iran Lobato
Brasil

Ser pai é um estado de alma sorridente
E que me apraz tocar para a ti ninar
Com as rimas que o estro deixe-a cantar,
As canções das serestas de antigamente.

Quiçá meus versos sejam de flores olentes,
A envolverem-se no teu manto e perfumar;
O som do violão nostálgico a tocar,
Num doce acalanto ao sonho inocente.

Dorme, que a caminhada será aguerrida
Para alcançar o cobiçado encanto
Da coroa de louros ou palma de acanto
Ante a acirrada olimpíada da vida,

Para que tu semeies a longa trilha,
Gênese oriunda da casta linhagem
Dos teus ancestrais de estirpe e coragem,
Na perpetuação de toda a família.

UM ATO DE AMOR
– ao dia da Mãe-
 Mário Matta e Silva

Nos tempos recuados conhecidos
Da História da Humanidade
Se realçaram atos destemidos
Na hora suprema da maternidade.

Já no ventre da Mãe é um ente querido
Que se forma de um momento de prazer
E o parto em si é um bem destemido
Um vigoroso bem-amar e bem-querer.

A figura de Mãe é hora de dor
Mas de desejo, esperança e amor
Que cresce na vigília de um novo Se

Oh, mater sublime e esplendorosa
 Que dás vida e és formosa
Nesse cântico vigoroso de viver.

FILHOS
Amilton Maciel Monteiro
Brasil

Que maravilha é ter um filho, ou filhos!
Só quem os teve pode asseverar.
Em sendo um bardo, faz-lhes sonetilhos,
para poder, assim, os exaltar!

Filhos já nascem bons e com seus brilhos
próprios, tal qual o sol, e até do luar
que, mesmo refletidos, tem vidrilhos
que Deus lhes dá, pois quer nos ver sonhar…

Sonhar com eles fortes, educados,
crescidos, generosos e gentis,
amantes da família  e do País.

Sonhar também com eles muito honrados,
seguindo com amor os Evangelhos,
não esquecendo os pais depois de velhos!

Se tu me visses, mãe!…
( Tito Olívio )
Portugal

Se pudesses descer do longe
e vir…
As tuas asas brancas, transparentes,
seriam bálsamo para os meus males sem remédio.
Quando oiço lá fora o ranger da areia,
abro os olhos e vejo-te.
Mas tu não vens, já não poderás vir…
Se tu me visses, mãe!…

Se pudesses vir ver-me
e olhar-me para dentro, para o fundo…
Verias dentro em mim o fim do mundo.
Eu, que deixaste tão forte,
tão senhor do meu querer,
acho-me agora sem norte,
à espera que venha a Morte,
só à espera de morrer.
Às vezes, quando a dor é mais pungente,
julgo ver-te à minha frente,
à minha frente assim
como outrora a olhar para mim.
Mas tu já não me vês…
Tu já não me podes ver…
Se tu me visses, mãe!…

Se pudesses estender a tua mão
por sobre a enorme distância,
acalmarias como na infância
este meu inquieto coração.
Está tão diferente o teu menino d’outrora!
Já não é o menino que amamentaste ao colo
e que chorava pra te ouvir cantar.
É outro já… Um outro que já não chora,
que já não sabe, que já não pode chorar…

OS FILHOS
Gabriela Pais
Portugal

São como água que nos mata a sede,
Rio límpido de amor que arrebanhas,
Os fios que se entrelaçam numa rede
Fonte que não seca nossas entranhas.

Alvorada que surge e dá luz ao dia,
Tal desabrochar de um botão em flor,
Um sonho que ao mundo irradia,
Em poemas que só exprimem amor.

Filhos, fulgor de um sol harmonioso,
Uma lufada de ar, acalento da alma,
Viver na verdade, em enlevo ditoso.

Que a brisa mansa num mundo sem calma,
Traga aos filhos um caminho amistoso,
Neste tempo sem tempo a levar a palma.

O CAMINHO
Cema Raizer

Feliz o filho
Que segue o bom caminho
E ao caminhar
Se enche de luz…
Sentimentos verdadeiros

No ir e vir em busca
De amor
Afinidade
Acalanto
Caminho real e mágico…

Escrevendo a própria história
Senti-se filho das estrelas
Descrevendo a Lua de prata
Ser poeta e encontrar a paz…

FILHO ERRANTE
Cema raizer
Brasil

Sem hora marcada
Num momento qualquer
Sem planos ou revolta
Se torna errante
Na busca de si mesmo
Nada impede seu voo
Na busca da liberdade
Simplesmente voar..
Ao entoar sua livre canção
Sente-se sábio buscando a Paz…
No meio da multidão confia em seu poder
Busca na imensidão do mundo
Infinita rota da liberdade…

CONSELHOS DE MÂE
Carolina Ramos
Brasil

Meu filho, a vida é dura e fere… e nos magoa…
mas trata-a  com respeito e guarda a dignidade.
Ainda que a alma inteira sem clemência doa,
não permitas que o mal altere o que é verdade!

Sonha bem alto e segue o voo do teu sonho,
sem pressa de alcançá-lo e tendo-o sempre à vista!
Cada dia que passa é um dia mais risonho,
quando o amanhã promete as glórias da conquista!

“Segura a mão de Deus!” Segue o rumo sem medo.
Os caminhos,  verás, se abrirão à medida
que  teu passo provar firmeza e, sem segredo,
revelar o sentido e o  Ideal da tua vida!

Não temas opressões nem quedas. Persevera!
Se achares que ao final o saldo não convence,
reage, continua… a vida tens à espera!
Confia em teu valor! Trabalha! Luta! E vence!!

FILHA
Lucia Ribeiro

Hoje, como nunca
deves sentir-te feliz.
Hoje, como nunca
deves sentir-te única.
Porque, hoje e sempre
por mais simples que possas imaginar-te
és única para muita gente.
Única como filha!
Única como irmã!
Única como amiga!
Única como mulher!

Filhos… melhor eu tê-los!
Rita Rocha
Brasil

Quem do amor maior quiser,
ponha um filho nesse mundo;
outro amor não há qualquer
que nos seja mais profundo.

Faz vibrar das mães sua alma,
dia e noite, sem cessar,
não havendo uma outra palma
que nos possa compensar!

Coração que bate forte
por um filho tão amado,
indicando sempre o norte,
se algo nele está errado!

Cada filho é um tesouro
no coração de seus pais,
vale bronze, prata, é ouro,
nada aos velhos vale mais!

Esplendores bem acesos,
e com toda competência,
são amores que ora presos
só libertam minha essência!

1 comentario en “POEMAS A LOS HIJOS EN PORTUGUÉS”

  1. «MINHA MÃE» Alfredo Mendes : Que bela homenagem de Filho!
    «FILHOS…MELHOR EU TÊ-LOS : «Rita Rocha : Homenagem total…é fala de corações…amor de mão dupla,e pronto!
    «FILHOS» Virgínia Branco : «Poema que transborda amor imenso…segredo de amor em dobro, na vida de mãe e filha!

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