POEMAS A LA MADRE EN PORTUGUÉS

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M ayo    2.019  nº 19
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Maria, Apenas Mãe
Maria Inês aroeira Braga

Salve Maria, escolhida por Deus,
Que te deu a maior dentre as missões…
Eu sempre vislumbrei nos olhos teus,
O Amor que faz vibrar os corações…

Não te vejo parada nas capelas.
Com coroa de ouro e falsas luzes…
Mas ao mão que ampara almas singelas,
E sofre ao pensar em nossas cruzes…

Quero-te mais judia pequenina,
Carregando no ventre com carinho,
O Ser que te fez Mãe ainda menina…

Sei que velas por todos com bondade…
E se um dia embalaste o teu Filhinho,
Hoje embalas, inteira, a humanidade..

MATER
Luiz Poeta
Luiz Gilberto de Barros –
às 21 h do dia 27 de abril de 2005 do Rio de |janeiro – Marechal Hermes

Eu a olho na cadeira de balanço…
seu descanso é sonhar, sentir saudade
e procure entendê-la… e não alcanço
o seu voo no rumo da Felicidade.

A miopia não permite que ela veja ;
o andar lhe dificulta a caminhada;
ela aceita muito menos que  deseja
e merece tanto…e nunca pede nada.

Uma lágrima desliza solitária
pelas ruas do sorriso que ela traça,
provocando uma saudade solidária
a tornar seu coração menos sem graça.

Meu pequeno se aconchega e ela se esquece
que é avó… e com seu jeito maternal,
retribui a afeição e agradece
por brincar… de mãe… com o neto angelical.

Ela, então, lhe conta histórias… num dos cantos
dos seus olhos, o amor refaz um brilho
muito antigo que desperta cada encanto
e transforma seu netinho em mais… um Filho.

DEGRAU A DEGRAU MÃE!
Virginia Branco

Com os meus deditos
entrelaçados nos teus
subi os degraus da vida.
Firmei-me em ti mãe
e nos teus conselhos sábios.

O prémio sentia-o
na minha face de menina
nos beijos floridos
dos teus lábios.

Na colheita ficávamos saciadas
com o perfume das flores
e o suco dos frutos amadurecidos.
Sorvia-os nas mandíbulas
e como cão de caça
continuava a farejar.

Mais tarde foram os teus dedos
entrelaçados nos meus
vivendo o traçado do destino
em dias sem sol
e noites sem lua
marionetas em desatino
descendo degrau a degrau
os trilhos da nossa rua.

A mão esquerda era  apoio
e a direita era guia e prendia
uns deditos finos de princesa
que foram promessa,
hoje certeza!

Estamos no verão mãe,
volto a subir os degraus da escada
sem a embriaguês dos sentidos
e volto a sorver o suco
dos frutos amadurecidos…..

Que a próxima primavera
seja muito florida
de flores e poesias.
Alegrias no olvidar das quimeras.

Que dos ninhos
dos beirais do meu telhado
surjam sinfonias
que tornem mais doce
a minha descida dos degraus….!

Mãe!
Eda Carneiro

Se soubesses da minha saudade
Que me fala docemente aos meus ouvidos
Que não se aparta de mim um momento sequer
Já não vivo, sinto-te, Mãe Amada!
Sempre neste coração que é teu

Mãe, que saudades de teu meigo olhar
De ficar com a minha mão direita na tua
Pois a outra estava no volante
Quando dávamos nossos passeios.

E como gostavas de passear com a tua Edinha.
Saudades, Mãe Amada, Querida e Venerada.
Saudade que às vezes me fustiga
E lágrimas que teimam em descer.

Nunca amei tanto, Mãe
Como sinto a tua falta
Neste mundo de Deus

Creio mesmo que sem a tua imagem
Teria perecido de Amor-Saudade
Que mata, açoita, alucina.
E tudo que faço é amar-te cada vez mais.

Neste meu cantinho, estou contigo
Tua Borboleta amada por ti.
Te Amo, Mãe , MInha Mãe!

Nunca me deixes e vela por mim.
Necessito de teu olhar, de tuas mãos
De tuas palavras benditas e compreensivas

Tudo entendeste bem antes da hora da partida
Em que um dia estaremos de novo reunidas
Mãe, Minha Divina Mãe!

Ofereço este Poema a Minha Divina Mãe:
Esmerilda Soares Carneiro da Rocha
que, um dia, me tornou Poeta.
Beijos inesquecíveis de tua filha amada

MÃE QUERIDA
Regina Carvalho

Ah, minha mãe! Como te queria hoje aqui
Neste dia, em que se comemora o amor de mãe!
Cercada pelos teus filhos, netos e bisnetos,
( tantos, não é, mãe?) Onze filhos vinte e um netos
de bisnetos já perdi a conta tantos eles são!
Estarias sorrindo, com os olhos brilhantes de emoção,
De alegria, de felicidade, sentimentos tantos,
Que de lágrimas marejados eles mais brilhavam
A transbordarem do teu imenso, terno coração.

Ah, minha mãe! Quantas saudades, doídas saudades
Da tua voz, da tua risada, das tuas zangas,
Quando, com amoroso cuidado, conosco ralhavas.
Carinhosamente, sem nunca tua voz levantar,
Com tal ternura e amor, mãe, que tuas palavras,
E os teus ensinamentos a nos aconselhar
Em nossas almas para sempre ficaram gravadas

Ah, minha mãe! Quão ditosos seriam teus filhos
Se hoje pudessem, com carinho e amor, te abraçar.

Afagar tua cabeça branquinha, teus cabelos alisando,
As rugas do teu rosto, uma a uma, ternamente, acariciar
Tuas mãos tão sofridas com carinho beijando
Sentar no teu colo, sentir teu calor e teu amor
Ah, minha mãe! Que bom seria no tempo voltar!

O COLO DA MINHA MÃE
Regina Carvalho

Reminiscências, evocações da infância…
Saudades…
Do calor macio de um colo,
o colo da minha mãe…

Refúgio sacrossanto transbordante de carinho…
O colo da minha mãe!
Ah, aquele colo quentinho!

Que à espera sempre estava de quem dele precisava
e dele se apossava
para sentir a doçura daquele abrigo

Sempre pronto para acolher como se fora um ninho…
Um ninho todo feito de Amor,
de meiguice, de calor…

Ah, afundar o rosto naquele colo macio,
e tão cheiroso era prazer…

Prazer perfumado à lavanda,
suave e doce fragrância
Que me traz de volta minha alegre infância

quando depois de serenada nesse colo adormecia…
Queria teu colo, mãe querida,
nele minha cabeça branquinha repousar…

Ainda dele muito preciso…
Ah, o colo da minha mãe!

VEJO MINHA MÃE
João  Coelho dos Santos

Menino (lembro-me tão bem)
De ver minha querida Mãe
Com seu sorriso pálido e terno
No seu branco leito de hospital
Em domingo feio de inverno,
Dia cinzento, véspera fatal,
Em gélido e derradeiro
Terrível mês de Fevereiro.

Meus irmãos, um a um beijou
(Uma teimosa lágrima enxugou)
E, por fim, seu beijo foi meu.
Como o sinto ainda hoje, Santo Deus!
Acenou e disse-me adeus,
Sem que eu suspeitasse,
E nem sequer sonhasse,
Que, naquela despedida,
Dizia adeus à sua vida…

O telefone tocou de madrugada.
Ergueu-se a Esperança e atendeu.
Naquele instante parou o Céu.
Tudo em silêncio frio e profundo
Como se fosse acabar o Mundo…

Sob o lençol, escutei o repetir
Dum soluço: – “morreu!”.
A minha Mãezinha morreu..

“Ressuscitou ao terceiro dia”.
Durante três dias esperei.
Pois se minha Mãe era Santa…
Olhei, cheio de Fé, o Crucifixo
Na certeza desse anúncio.
De novo silêncio e deserto.
O Céu não quis saber de mim…
Nem um simples querubim
Ou a voz de um arcanjo qualquer.
Tudo vazio… nada, nem ninguém.
Sozinho, desfolhei o malmequer!

A plenos pulmões, irado, gritei,
E todo o Universo amaldiçoei.

Um dia senti afago de mão materna
E parti à redescoberta de Deus.
No abandono e na solidão
Pedi-Lhe que acolhesse
A Alma de minha Mãe,
Que lhe desse o eterno Paraíso

Donde poderia continuar
A contemplar-me
E a interceder por mim.
(Egoísta! Não me esqueci de mim…)

Pouco depois o Céu estalou, trovejou
E choveu lágrimas pesadas e sentidas.
Foi o sinal.
Ali estava Deus comigo.

Pus-me muito atento e ouvi:
– ” João não tenhas medo,
Vou contar-te um segredo:
Vês? Estou aqui a teu lado.
Estarei sempre ao pé de ti,
Filho meu abençoado!”

Estremeci, sorri, chorei
E baixinho balbuciei:
– “Mãezinha, mãezinha querida,
Estarás comigo toda a minha vida!
Eu sempre contigo estarei
E jamais, jamais, te esquecerei”.

Mãe, onde estás?
– Eu queria tanto amar-te…
( Eugénio de Sá )

Mãe, eu queria tanto amar-te…
Sou tal qual solitária avezinha
Que incapaz de voar, sonha sozinha
Como seria bom ver-te e abraçar-te.

Mas não quiseste dar-me esse carinho
E deitares-me a teu lado ternamente
E assim fiquei menino, mas diferente
Dos demais que desfrutam tal destino.

Não vinguei, minha mãe, não o quiseste
E onde estou me pergunto se o fizeste
Porque alguma desgraça te abateu;

Que te vergou a vontade e a razão
E que te fez parar um coração
Que batia em uníssono c’o teu !

Mãe , divina flor! 
José Ernesto Ferraresso 

Criatura divina e poderosa,
mulher guerreira e incansável.
Às vezes revela-se corajosa
e milhares de vezes amável.

Senhora de liderança,
sempre retrata sua história.
Precursora da luta, da vitória,
que jamais perde a esperança.

É esplendor com raios mágicos

que diante de um lamento,

é puramente sentimento.

É mulher especial e doadora,
que na lida é sempre renitente,
mostra-nos sua força presente.

Tem seus instantes de angústia e dor,
alegria , dedicação e pudor.
É a «Rainha» representada por uma Flor.

SAUDADE INFINITA
Ary Franco (O Poeta Descalço) 

Minha saudade é eterna, irreversível,
  Porque sei que jamais voltarás.
 Teu sonhado retorno é impossível
Mas convivemos felizes muito tempo atrás.

Sinto falta de teu afetuoso carinho,
  De tuas zangas sempre amenas,
  De tua mão firme pelo meu caminho.
  Queria-te de volta por um momento apenas.

Cobrir-te-ia dos beijos que deixei de te dar,
  Acariciaria tua linda cabeleira branca,
 Completaria as frases que não pude terminar,
 Acataria teus conselhos de forma mais branda.

Para a palavra MÃE não existe rima;
  Discordo dessa afirmação com fervor.
 Por toda a existência, a vida nos ensina
  Que a rima sublime e certa é amor!

Na esperança de um retorno, doce ilusão,
 Em meio a dias tristonhos, lembro-me dela.
  Consola-me saber por convicção
Que um dia tornarei a estar com ela.

MÃE 
Amilton Maciel Monteiro

Além de “desdobrar fibra por fibra
o coração”, conforme Coelho Neto
já imortalizou com tanto afeto;
a mãe é forte e nunca se desfibra.

E quando vê no filho, como vibra
o seu peito de mãe, que no dileto
fruto prevê um cidadão correto,
que ao crescer não se desequilibra!

Sonha mantê-lo sempre protegido
com as bênção de Deus; e dirigido
para amparo dos pais e da Nação!

Por sua vez o filho, mesmo adulto,
depõe à sua mãe todo o seu culto
e nela vê seu norte, de antemão!   

MEU ANJO
Cema Raizer

O tempo voa…
Nas palavras que ecoam
Eu me sinto  protegida e amada
Direcionando o olhar para o céu

Nas noites que passam
Te vejo feliz na imensidão
Do meu pensamento
Sinto tua presença…

Te amo e preciso de ti
A preencher esse vazio
Que tua partida deixou…
Tudo era mais bonito

Na constante presença
e no teu aconchego
És agora meu anjo protetor
Embalando  meus sonhos
Com carinho e amor   

SAUDADE DA MÃE
Cema Raizer

Sentimento leve e eterno
Que vasculho na memória
Alugando um quartito no coração…
Vez em quando abro a janela do passad
Por onde entra um novo ar

Das minhas recordações…
Apesar de trazer certa tristeza
Alimenta sentimentos
Abrindo espaço
Para que eu possa percorrer
Minhas doces lembranças

E saudades da mãe
Vale à pena respirar
O ar tão puro do passado
Trazendo aromas de belos momentos
E o sabor do aconchego …

MARIA

Humberto Soares Santa
Para a minha mãe,
neste dia das mulheres
Maria é minha mãe.
Maria me deu à luz,
Sendo Maria também
A doce mãe de Jesus !…

Avé, mãe!… entre as Marias
Tu és todas as mulheres.
Oh!…, senhora dos meus dias,
Tem calma !… Não desesperes
Porque há-de chegar o dia
(Podes sorrir, se quiseres)
Pois verás com alegria,
Que sempre, em todos os dias,
Sem temores, sem agonias,
Serão dias das mulheres !…

4 comentarios en “POEMAS A LA MADRE EN PORTUGUÉS”

  1. Boa noite amigos que discorreram suas emoções neste evento.
    Estou muito lisonjeado em estar ao lado de grandes amigos poetas,
    eu que sou um mero aprendiz das letras e estar discorrendo meu momento
    juntos aos.amigos com meu simples poema. Que honra receber um convite
    da amiga Drª Eunate Goikoetxea. Fico feliz demais e agradeço seu gesto
    de carinho com que recebe seus amigos poetas .
    Deus te pague por levar a nossa poesia aos quatro cantos do mundo!
    Sucesso sempre!

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  2. «POEMA DA MÃE» : Li todos os poemas e, como sempre, encontro em cada poema um sentimento profundo,
    incontestável ,belo, saudoso, que me faz triste, feliz e pensar que MÃE, não morre : em cada descendente
    atravessa gerações deixando como exemplo, lindos versos testemunhando o seu amor!
    Parabéns poetas filhos e poetas MÃES, que testemunham um amor sem limite!

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  3. Foi com grande alegria que encontrei
    meu poema «Maria, Apenas Mãe» nessa
    revista primorosa e tão bem estruturada,
    Meus parabéns, e obrigada de coração,
    Sra, Eunate,
    Abraços,
    Maria Inês Aroeira Braga

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  4. Agradeço à mui nobre senhora Eunate Goikoetxea, pelo convite, em que postei meu Poema, sobre a minha amada mãe. É uma Revista de Grande Importância no Meio Literário.
    Um grande abraço e Parabéns a todos os meus colegas e ao convite repassado pelo meu Nobre Amigo e Insigne Escritor Eugénio
    de Sá.
    Atenciosamenete
    Eda Carneiro da Rocha
    » Poeta Amor»

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