POEMAS A LA LUA

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enero  2.020  nº 27
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AL SERVICIO DE LA PAZ Y LA CULTURA HISPANO LUSA

NOSSA LUA, Meu LUAR
Ary Franco (O poeta descalço)

Noite linda! Luzes apagadas!
Num impulso incontido, vou sentar-me
no banco do meu jardim…
Uma brisa suave, espalha o perfume
da Dama da Noite para mim.

Vejo a lua absorto em meus pensamentos,
olhar perdido no distante firmamento.
Lua cheia, nova, crescente ou minguante,
não importa qual seja ela.

Inspiradora de poetas e seresteiros,
alentadora do amor de casais enamorados.
Quando cheia, luzente, orienta a rota do navegante
e clareia a trilha do solitário viajante.

Às vezes sobrepõe-se ao sol
quando no eclipse chega a ofuscá-lo.
Mais curiosos se voltam para ela,
atraídos pelo acontecimento.

As estrelas, em número cada vez mais crescente,
acodem em lhe fazer companhia e,
salpicando o céu, tornam minha noite mais
iluminada e quente.

Eu as ouço Bilac, eu as ouço!
“Estamos aqui, olhe nosso brilho, moço!”
Lua, de tão admirada pelo homem,
um dia conseguiu ele em lá chegar.

Alguns, ainda descrentes, indagam: como pôde o homem,
alcançar o lugar, de um santo que mora lá?
Interfere na maré, cria mitos e serestas.
Banhadas por sua luz prateada,
seguem-se as festas.

Sob muitas janelas ou sacadas,
lindas canções são entoadas.
Pouco a pouco me deixo enlevar,
coração a palpitar; quanto quero dizer…

Mas palavras me faltam e emudecem o meu falar.
Fecho os olhos, tudo desvanece.
Morfeu veio buscar-me para sonhos sonhar
e, quem sabe, no dia seguinte
melhor poetar…!

LUA AMIGA
Maria Inês Aroeira Braga

Lua Amiga.. se surges no infinito,
O mundo fica todo iluminado…
Teus raios tornam tudo tão bonito,
Que o outono fica belo, prateado…

Ás vezes te escondes acanhada,
Com os beijos ardentes dos amantes…
Pois tu, que és tão casta, imaculada,
Desconheces prazeres delirantes…

Sei que gostas de amores ternos, puros,
Dos que se afastam de cantos escuros,
E se banham inteiros, em luar…

Lua de outono, diz nesse momento,
Porque me enviaste um sentimento,
Que vive da ilusão e do sonhar…

A LUA E O OUTONO
( Virginia Branco )

Em Portugal, mês de Setembro!
Chega a 22 de Setembro, o meu Outono, de folhas caducas.
A ventania leva as folhagens avermelhadas e douradas
e todos os nossos trilhos ficam atapetados com esses tons.

As paisagens mais parecem pinturas, de quem tem esses dons.
Mas é também o tempo das colheitas.
Quem semeou,  poderá colher o fruto das searas feitas,
enchendo os silos e os seus sobrados.

Vejo as árvores nuas, parecem  mãos encrespadas,
erguidas aos céus, clamando para Deus.
A chegada do Outono, corresponde com o Equinócio do Outono.
Sinal que o sol cruza  o plano do equador celeste.

Este dia será  no ano,o mais igual à noite, em todo o mundo.
No hemisfério norte tem o nome de “ Outono Boreal”
que começa no mês de Setembro, em que o luar  prateia.

O clima em geral é ameno,
mas antecede o inverno chuvoso e friorento.
Estação do ano cujo início será a  22 de Dezembro.

No hemisfério sul  é chamado “ Outono Austral “
que começa no mês de Março.
Nas cidades portuguesas mantemos uma tradição:

-Aparecem os homens que vendem castanhas assadas
e dissipam-se os pequenos fumeiros,
por entre um sol fraco, uns chuviscos e alguns nevoeiros.

A Lua é o único satélite da terra,
Em Portugal a lua cheia é a Rainha.
E o luar é também uma musa da Poesia que se adivinha,

As fases da lua têm muita influência no vaivém das marés,
no desenvolvimento da natureza, na área da fertilidade
e  até na data do nascimento dos Bebés

LUA DE OUTONO
Joâo Coelho dos Santos 

Em fria madrugada
No seu lento caminhar
Suportou agruras de penoso outono,
Sentiu suave brisa duma ilusão,
Silenciou voz do coração,
Sentiu, no dobrar dos sinos,
Ecos do silêncio de distâncias e lonjuras.

Percebeu que tal era irrelevante,
Irritante e, não obstante, excitante.
Quando era pequeno e inocente
Ninguém profanava sua paz.

Agora, sagaz e enigmático
Escuta na luz branca
De lua de outono
Ecos do silêncio de distâncias e lonjuras.

Insólito refúgio para os medos…

A Lua Das Folhas Dançantes
( Josefa da Cunha Carvalho Garcia )
Brasil

A lua de outono, fria e distante, observa imponente, o mar de folhas encapelado, agitado em vagas que arrebentam na noite.
As árvores se contorcem e gemem ao açoite do vento, num outono onde as folhas caem e dançam sob a magia do luar.
As folhas tingidas de prata, em lenta agonia, se desprendem involuntariamente das árvores e num triste balé, rodopiam e caem silenciosamente no leito escuro da terra.
Afofando o chão, para os passos dos homens, na trilha da vida.

Afofando o chão, para os corpos dos amantes, na concepção da vida.
Afofando o chão, para o sono dos justos, no entardecer da vida.
… Em compasso de espera do Inverno que avança…

A lua fria e distante, observa impassível, o desenrolar do tempo, em ondas de luz.
O luar de Outono tinge de prata os cabelos “das gentes” para o inverno que chega.
A lua de Outono ilumina o movimento das árvores e da vida.
… A lua das folhas dançantes ao vento de prata…

A Magia do Eclipse
(Lenda)
José Ernesto Ferraresso

Será que podemos chamar de mágico
o fenômeno do eclipse?!
Tem as mãos divinas neste encontro que
de vez em quando acontece!
Uma relação de dois seres que se aconchegam
paulatinamente, onde um toma o corpo do outro,
mesmo que por alguns momentos,
num instante extranatural!

Eles parecem envergonhados
face à cena esporádica.
Com aquela cor rubra como sangue;
este ano vista fácil a olho nu.
Devagar, um toma a intromissão
de que fiquem coladinhos por algum tempo,
o bastante para um sentir o afagar do outro!

Na verdade, dá-se o encontro
de um «calor eterno», mas que
perdura por um relâmpago,
distanciando-os devagarinho!
Promessas ininterruptas,
com pacto de volta num outro
momento qualquer!

Instante fantasioso, é claro!
E não sabemos o que aconteceu
naquele fogoso encontro amoroso.
Trocas de sensação, de preenchimento;
céu diferente, brilho reluzente.
Logo depois, uma chuva de meteoros a fazer
com que as estrelas sorrissem, trocando de posições.
E Marte se distanciasse com outro tipo de brilho,
mais ofuscante, devido à mudança do etéreo
noturno e mágico!

Mas tudo foi real e bem visível em muitos lugares!
Feliz daqueles que apreciam, divagam
e conseguem relatar, de forma diferente,seu estado
para poetar!

A MAGIA DA LUA
Eugénio de Sá
(Portugal)

Quem tem de vidro feito o seu telhado
E dorme junto a ele a noite inteira
Adormece c’o a lua, e a luz fagueira
Lhe mantém o semblante acariciado.

Ah lua,  mãe da noite e das mulheres
Que sob a tua luz uivam à vida
E no teu manto buscam a guarida 
E acalanto manso aos seus sofreres.

Ah piedosa lua fazes que a solidão
Castigue um pouco menos o fracasso
Daqueles a quem ninguém dá mais a mão.

Ah lua, testemunha e embaraço
Dos que amam escolhendo a escuridão
E  a tua luz revela cada abraço.

LUA CHEIA
Eugénio de Sá

Entre o aquém e o além, doce penumbra
que anuncias a noite branda e fria
A ti se vergam os esplendores do dia
Suspensos dessa alvura que deslumbra

Que feitiços são os que configuras?
Porque uivarão a ti os cães e os lobos?
Será que, deslumbrados, eles todos
Te amam quais humanas criaturas?

Mãe das filhas da rua, que segredos
Guardarás tu no teu lado sombrio;
Que espantos, que misérias, e que medos…

Desvendá-los? – Pra quê, que calafrios
se sentiriam lembrando os bruxedos
que à tua luz forjaram… desvarios !

LUA DE SANGUE
Eugénio de Sá

Rubros alvores na doce madrugada
De acobreados tons a lua é vista
Num eclipse total nos é mostrada
E essa visão não há quem lhe resista.

Está próxima da terra e até parece
Agigantar-se mais no horizonte
E em todos nós aquela luz aquece
Vendo-a brilhar assim mesmo defronte.

Ah lua dos boémios, dos amantes
Que guiaste no mar tantos sextantes
Que encantas e inspiras os poetas.

És heroína e musa, astro da vida
E tens, piedosa, em ti uma guarida
Às que buscam na noite ser discretas.

UNA SEXTILHA A LUA
Professsor García
Brasil

Quando a lua vem chegando
linda de véu e capela,
é a noiva mais bonita
que brilha na passarela;
ela cochila em meus braços
e eu durmo nos braços dela!

LUA DE OUTONO
Tito Olivio Henriques

O meu outono só tem lua cheia
E cheia também corre a minha vida.
Redonda face, tão branca e luzida,
Que o próprio negro céu se encandeia.

De fases, foi também o meu viver:
Minguante, nova e até crescente,
Conforme era má ou boa a gente.
A sorte também conta, é bom de ver,

Mas sobe e desce, tal como ela quer.
Foi boa a lua nova, quando a idade
Era só brincar, sem preocupações,
E só tinha uma alça os meus calções.

Eu tinha a rua, amigos, liberdade.
A vida é boa e a gente é que a complica,
Mas foram meus minguantes muito poucos
E fiz uns disparates. Tempos loucos!

Mas quem os não fizer vazio fica,
Pois nunca conheceu um grande amor,
Nem soube o que é loucura da paixão.
Senti o cheiro amargo da ilusão
Das falsas juras, feitas sem pudor.

Traído fui nas lutas dos meus sonhos,
Mas muitos foram tempos mais risonhos;
Portanto, não me queixo e sou feliz.

Plantei na lua cheia, sem raiz,
A forma do futuro, no meu jeito,
Sabendo que o ideal é que é perfeito.

LUA DOS MEUS ENCANTOS
Iran Lobato de Andrade

Ah lua…de andar lento, que ao éter clareia.
Camélia prateada e fulgor que insinua
anelos de amores, que nos céus flutuam
em noites de outono, se és nova e cheia.

Ah lua, que no alto despida passeias
exibindo a todos a tua face nua,
e não percebes, ó despudorada lua,
meus vãs ciúmes às torpes visões alheias…

Ah, lua nova cheia de fases vulgares,
feito amantes nas esquinas sem pudores,
a induzir corações com falsos glamoures.

Por que não deixas os nevoentos altares
do átrio do universo, ao escutar meus cantos,
e afagas com teus beijos meus cabelos brancos?

LUA DE OUTONO
Amilton Maciel Monteiro
(Brasil)

Hoje, no lusco-fusco da manhã,
a lua cheia fulgurante e bela
trocou seu branco pálido-maçã
por rara maquilagem amarela.

Buscou bem alto o céu, sempre no afã
de embelezar-se mais que uma aquarela,
e assim ficou na espera de seu fã,
que não tardou em vir buscar por ela!

Afobado, surgiu o sol bem rubro,
com os trajes próprios para o mês de outubro,
sem se lembrar de que ainda é só agosto!

Mas a lua de outono perde a cor,
pudica, entre as nuvens põe seu rosto,
fazendo que nem viu seu grande amor…

OUTONO, A LUA E O AMOR

Gabriela Pais  
(Portugal)

Num tapete de folhas secas douradas,
Um matiz de cores quentes d’ outono,
Tons de fogo, vermelho e alaranjadas,
Serenam gente, sozinha ao abandono.

Como teto apenas céu sem estrelas,
De onde refulge uma lua de prata,
Esperança, anelos, vontades singelas,
Sonhos que discorrem em catarata.

Lua de Outono luz que amor promove,
Sopra beijos p’ la brisa perfumada,
Em fase de lua cheia não demove.

Toda esta louca magia deleitada
Em vestes de rubras rosas se move
e o amor pulsa, até ser madrugada.

LUA DE OUTONO
Cema Raizer
(Brasil)

Entre nuvens
Ela brinca de esconder…
É só procurar
Observar o céu

Nas fases em

que é visível…
Sempre vejo a lua de outono
Adormecida entre as nuvens
Que ela ilumina

Às vezes solitária
No esplendor de um céu límpido!
Certamente aguarda a seresta
E os sonhadores …

Sua luz tão suave envolve
E inspira poetas a escrever
Versos que falam de amor

A LUA DE OUTONO
  Cema Raizer

Doce sentimento
Trazendo luz
Ao meu pensar
Como um renascer…

Lua de outono é  sonho bom
Lindo motivo de ser feliz
Não é utopia…

O que ela me diz do infinito céu
Eu posso escrever poemas de amor
Não é só inspiração que ela traz…

Pela magia de outono posso sentir
A grandeza do amor
No seu romântico Luar…

LUARES DE OUTONO
Cema Raizer

Muitos luares passam
Pela minha vida
Ao  clarão da Lua de outono…
Eu me exponho…

E tudo é lindo!
Em instantes poéticos
A lua ilumina a terra…
Ela chega suavemente

Como num sonho!
Me envolve e enternece…
A lua de outono tão vaidosa
Se espelha na poça d’água

Que a chuva derramou
Bem ali na minha rua…
Posso então tocar
A imagem da Lua de outono refletida

E fazer meu pedido secreto…
Em cada outono que contemplo a Lua cheia
Lembro com saudade
Dos secretos pedidos de outono!

LUAR NA MATA
Naida Terra

Uma fina brisa agita a mata,
a lua cheia de amor ilumina
a vida no campo onde a relva
levemente se movimenta…

Sinto meu amor se aproximar e
juntos contemplamos a magia
do luar esparramando uma
doce sensação de paz…

O que sinto é o que me
acomoda no teu corpo que
toma o meu com ternura na
maciez de um tapete verde…

Mergulhada neste campo
sem paredes tudo se amplia,
o luar se inclina, exige silêncio
e suspira, quer ouvir o que
sussurram nossas bocas…

Ah! lua te aquiete e só sinta,
o que fazemos de nós
é o que nos fica e jamais se
esquece…

VESTIU-ME DE LUAR…

Beijava o mar a areia e desta vez em silêncio…
Surpresas, as estrelas entreolharam-se
indagando quem seria o mortal que roubou
o manto prateado do luar, para cobrir o corpo da
sua doce amada…     

LUAR
Naida Terra 

A lua sorrateira aparece,
vestida de brilhos, entontece…
O oceano apaixonado, estremece
e o rio do outro lado, a enaltece…
Luar prateado que nunca fenece,
permanece, resplandece… aquece…

LUA DE OUTONO
Yvany Costa Gurgel do Amaral
Brasil

Meu corpo lateja
Pede o teu toque
E quer o aconchego
De uma noite de amor
Tuas mãos me acariciam
Deslizando docemente
Pelos recôncavos escondidos
Prenhes de desejo.

Teus beijos afloram
E me arrebatam
Para fora do tempo
Onde tudo é perfeito
Pleno e completo
De lua de outono
Eu te procuro no escuro
Teu abraço me acha
Nossos corpos se enroscam
Na perfeita harmonia
Da nossa sintonia.

E sentimos o encontro
De emoções em dueto
Os arrepios de prazer
Respondem ao leve gesto
E nos entregamos ao milagre
Do nosso amor correspondido
Nossos corpos revestidos
De véus esvoaçantes
No céu estrelas brilhantes
Protegem os amantes.

5 comentarios en “POEMAS A LA LUA”

  1. Cada vez a revista está mais atraente, despertando maior interesse. Parabéns a todos os colaboradores, é com muita satisfação que também faço parte deste grupo. A todo o Comité Editorial da Aristos Internacional agradeço toda a disponibilidade e dedicação.

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  2. É uma honra estar na Revista Aristos Internacional – Edição de Janeiro / 2020, honra maior, é estar entre poetas maravilhosos que sempre encantam meus sentidos… Gratidão…

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  3. Além de um grupo de pessoa de gabarito em poesias, não podemos deixar de cumprimentar os coordenadores do ARISTOS , revista que está aberta a todos os poetas do mundo em geral. Excelentes temas e formatadores com gabarito. Sucesso sempre minha amiga Eunate e coordenadores e poetas em suma. Agradeço sempre os convites para participar do grande evento literário.
    |Pena que hoje , devido as redes sociais, temos poucos poetas que participam .

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  4. A toda a Equipa que constitui o Comité Editorial da Revista Aristos Internacional, envio os meus agradecimentos, por me darem oportunidade de nela postar a minha escrita, os meus simples poemas ! Envio também os Parabéns porque a Revista cresce cada vez mais ao nível literário e intelectual. Para mim é uma honra e dá-me muita felicidade poder colaborar convosco.-Virgínia Branco

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