NARRATIVA OS FILHOS

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Mayo  2.020  nº 31

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AL SERVICIO DE LA PAZ Y LA CULTURA HISPANO LUSA

OS FILHOS 
Por: Santa Catarina Fernandes da Silva Costa
Brasil

A magia do nascimento de um filho é indescritível.

No primeiro livro da criação, Gênesis, Capítulo 1, versículo 28, nos relata que Deus abençoou o homem e a mulher e disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, e enchei a terra. Foi a primeira ordenança sagrada à criatura humana: ter filhos.
Durante a gestação a mulher está conectada ao divino. A semente germinada vai se desenvolvendo e é tão importante que está registrada no Salmo 139  “  Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe. Graças te dou, visto que por modo assombrosamente e maravilhosamente me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem; os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no Teu livro foram escritos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda. Que preciosos para mim, ó Deus, são os teus pensamentos!  E como é grande a soma deles “.   Esse Salmo é atribuído ao rei Davi, de Israel.
Não obstante essa ligação durante os nove meses, ao romper a bolsa e a criança chegar a este mundo, desprotegida, é necessário o sopro de Deus, o mesmo sopro dado ao primeiro homem: Adão! Então a criança chora ao se desprender do universo que a acolheu durante os meses de gestação. Outro mundo a espera. Recebeu a vida! A mãe abraça não só o filho mas a sua eternidade!
Quantas mulheres sofreram na história da humanidade devido à infertilidade.
Na Bíblia começamos a encontrá-las nas páginas apontadas. Abraão, o pai da humanidade, sonhava abraçar seu filho, fruto do amor pela Sarah, mulher de inigualável beleza. No entanto, abraçou primeiro o filho da escrava egípcia, Agar, e a consequência desse ato ainda grita nas montanhas do Oriente. Nasceram nações e nações; filhos esparramados entre mares e montanhas e hoje cruzam os ares. O homem distribui a sua semente guardada em ventres que se incha e joga na terra, o fruto dessa ligação, seja de amor ou não, mas é fruto do qual jamais se desligará.  Tantas concubinas existiram nos palácios e o objetivo era procriar!
Como sofreu Raquel, mãe de José, estéril, disputava o amor do marido, Jacó, enquanto Lia o enchia de filhos e suas concubinas também pariam e ela, vazia. Conseguiu dois e o último lhe custou a vida!
Ana lamentava no Templo sagrado, quando foi pelo Sumo sacerdote Eli, também Juiz de Israel, repreendida, tida como ébria. Era amada por Elcana, que também tinha como esposa Penina, que lhe dava filhos. Do seu clamor nasceu Samuel, profeta e também o último juiz   das tribos de Israel. Ele as uniu, ungiu o rei Saul e formou uma nação.
Tantas outras desfilaram nas páginas sagradas e com tantas lágrimas pois se julgavam amaldiçoadas!  Os maridos poderiam devolvê-las aos pais, eram rejeitadas e humilhadas!
Essas mulheres e tantas outras tiveram filhos milagrosamente. A esperança já tinha batido em retirada e o desejo de abraçar a sua criança estava em páginas passadas. Orações esgotadas!
Esse mesmo sentimento de gerar e tocar a sua descendência continua movimentando a humanidade e crianças e crianças brotam nos dias, enquanto crianças crescidas e envelhecidas partem  desta jornada. Enquanto o sopro é dado a milhares que chegam, ele é retirado dos que partem! Movimento que o homem é incapaz de interferir! As lágrimas se fazem presente em todos esses momentos inexplicáveis! A emoção do nascer e a emoção do morrer bate em todos os lares!
Essa primeira ordenança gira no universo e tudo em redor apenas dos filhos, pois eles comandam a continuação da raça humana.
Se são amados ou rejeitados, não importa. Importa é ser lançado para uma missão.
Assim o Criador continua o Seu trabalho, incansável, coberto nos mistérios que só aos Santos um dia poderão ser revelados.
E Deus amou tanto os filhos da terra, que enviou do céu, o Seu único filho, para nos dar a salvação.

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