DOS DIREITOS DAS CRIANÇAS

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Noviembre   2.019  nº 25
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AL SERVICIO DE LA PAZ Y LA CULTURA HISPANO LUSA

 

CRIANÇA

Ary Franco (O Poeta Descalço)

            Minha amada Criança. Tu que agora nos chegas sem pedir, inocente e angelical, a este mundo insano, de joelhos imploro-te perdão por te entregarmos à mercê de uma humanidade cruel com a qual deverás interagir.

            Legamos-te uma natureza aviltada pelas mãos dos que por aqui passaram antes de ti. Rios e lagos poluídos, florestas dizimadas, algumas espécies de animais extintas  e que só conhecerás em fotos, nações em guerra pela disputa de territórios ou para imposição de suas convicções religiosas,  condenações e absolvições espúrias, violência gratuita e indiscriminada.

            Inda temos alguns humanos cientistas tentando conter pandemias de doenças incuráveis, mas também temos outros em laboratórios criando armas letais para dizimar milhares de seres humanos, no simples apertar de um botão.

            Terás que te esquivar da tentação de drogas estupefacientes e alucinógenas que te serão oferecidas e que, uma vez aceitas, te reduzirão a um morto vivo, incapaz de lutar por uma existência digna e honrada. Trilharás a esmo por veredas obscuras que te conduzirão a inevitáveis profundezas abismais.

            Disputarás um lugar ao sol, em uma sociedade ávida pelo poder, despida de ética, divorciada da razão, protecionista, sectária, corrompida e corruptora. Governantes indiferentes às necessidades do povo, visando seus pessoais interesses com olhares voltados apenas para seus próprios bolsos.

            Que Deus te proteja a cada passo e que sobrevivas incólume em meio a essa barbárie que te deixamos.

PERDÃO!!!

A criança necessitada de maior apoio.

   Carolina Ramos              

O autista é uma criança carente, que precisa de algo mais importante que o auxílio financeiro, para alcançar o desenvolvimento pleno ou, tão somente, aquele que a vida tem a lhe oferecer de melhor.

Afeto, atenção e carinho são coisas que não têm preço! E o afeto, a atenção e o carinho dispensados no lar e na escola, fazem parte integral de um todo.  Mais do que qualquer outra, a criança autista necessita desses atributos. E por quê? 

Simplesmente, porque o autista é um anjo chegado ao mundo, trazendo em suas asas, um problema, seja pequeno ou superável, mas, que o impede de aprender a voar com a mesma desenvoltura dos demais.

E o que é preciso para que esse problema, seja superado, ou pelo menos amenizado, sem que evolua a ponto de se tornar irrecuperável? – A resposta é uma só: – Muito amor e muita paciência!

Amor e paciência, não, apenas, por parte dos pais e dos educadores. Algo precisa ser feito para resolver essa importante questão social, que atinge, profundamente, qualquer País em sua parte mais sensível, o coração. Qualquer País, repito, não apenas o nosso Brasil,  preocupado demais com a precoce erotização das nossas crianças nas escolas, do que propriamente em conceitua-las e educa-las, física, mental e espiritualmente, para que se defenda ante os olhos do mundo. Mundo frio e inclemente, ao qual, tão logo, essas crianças terão que  se integrar.

Mas este é outro assunto, que foge ao foco destas linhas.

Do que precisam, além desse amor e carinho, essas crianças deficientes, seja qual for a denominação que lhes seja dada?

Precisam de apoio, não só particular dos pais e parentes, como dos professores, dos colegas, dos amigos e, quem sabe, até mesmo dos inimigos, que possam vir a ter, um dia, mas também, e muito particularmente, de apoio governamental. Estas crianças são filhas da nossa Nação como outra criança qualquer! E a atenção e o trato que lhes forem dispensados, deixarão reflexos no perfil, de qualquer Pátria a que pertençam. Traços que poderão ser, ou não ser positivos.

Uma criança especial, depende de cuidados especiais, nem sempre fáceis para um mestre, que tem algumas horas diárias, para transmitir o que sabe a tantos que nada sabem. E o ,  fatalmente, encurta-se bastante  quando dividido entre crianças atentas, que se interessam pelo que lhes é ensinado, e, outras que, fechadas em seu mundo particular, alheiam-se, ao mundo que as rodeia.

O sistema de integração é utilíssimo, mas sem um prévio e conscientizado cuidado de adequação, tudo se torna muito mais difícil. O assunto, bastante estudado, ainda requer   aprofundamento.  E esta preocupação forçosamente, depende, com urgência, de maior assistência governamental, não podendo ser relegada apenas ao ramo escolar, que sequer tem capacidade para remunerar à altura do que merece, a abnegação do professorado. Há experiências, no exterior, muito bem sucedidas. Que elas nos sirvam de modelo. Evitaremos tropeços, perda de um tempo precioso e um sem número de contratempos futuros. E nossas crianças especiais  merecem também uma especial urgência!