CRONICAS,ARTIGOS E EOUTROS TEXTOS

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AL SERVICIO DE LA PAZ Y LA CULTURA HISPANO LUSA

 

COLABORAN: Oliva Corado.- Eugenio de Sá .- José Ernesto Ferraresco.- Cema Raicer

É preciso muita coragem para deixar a pátria que nos obriga a emigrar
Por Oliva Corado

Depois da cerca a pátria se converte em saudade perene. Sabem-no os indocumentados mais do que ninguém. Converte-se nessa carta velha de papel rasgado por tanto dobrar e desdobrar. Está na lembrança dos dias de chuva, da plantação crescendo, das flores frescas ou do aroma do café torrado em panela de barro.

A névoa da terra que se deixou ao outro lado da cerca atravessa as fronteiras e se infiltra pelas frestas das janelas dos arranha-céus onde trabalham limpando os banheiros e os pisos as gerações que tiveram que emigrar porque na própria terra não encontraram nada mais que violência e fome; foram largadas ao esquecimento e obrigada a emigrar em massa. 

As flores tenras das goiabas vermelhas aparecem titilando entre a queimação do meio-dia nos sulcos da plantação onde trabalham em bandos milhares de indocumentados; sonham com a água fresca do rio e com a sombra das tamarindeiras; a pátria então é um delírio. Sentem-na os ombros dos pedreiros que carregam os sacos nas grandes construções, porque o indocumentado é sempre o último, o que carrega mais, o que trabalha mais horas, o que recebe menos pagamento, o que sempre diz sim, o que nunca pode dizer não; aí dói a pátria na ferida da alma. 

Dói nas mãos das mulheres que limpam casas, na artrite dos ossos, nos braços das babás que cobiçam crianças alheias, enquanto as próprias ficaram na terra longínqua ao cuidado dos avós ou das tias; a pátria então é um vazio insondável. Dói nas despedidas que não puderam ser dadas, nas notícias que chegam dos decessos dos seres queridos, nos abraços postergados, nas promessas, nos planos para o futuro, na necessidade do reencontro, nos adeuses definitivos quando se acende uma vela e se reza à distância pelo descanso da alma de quem morreu; aí no bulício de um quarto lotado de indocumentados. 

Dói na reclamação das crianças que exigem desde o outro lado da cerca, o abrigo e a companhia. Dói nos pés cheios de bolhas e na pele arrebentada dos que caminharam durante dias fugindo da fome e da exclusão, buscando em outras terras um respiro.

Dói no púbis terno das meninas manchadas que foram carne de canhão no caminho espinhoso por onde transitam os migrantes indocumentados nas corridas espavoridas em outros solos, onde são vistos como despojos; então a pátria é uma ferida em carne viva e um trauma por toda a vida.   

A pátria que exclui, que violenta, que mata de fome, que desaparece, que cospe, que humilha, que obriga a emigrar. Que separa famílias. É a pátria que dói, o pedacinho de sua terra que vai ancorada no peito, que emerge entre os poros, que palpita sem cansaço no coração ferido, que se curte na pele, que envelhece no cansaço dos anos e à qual desejam voltar um dia, é a pátria mal agradecida que recebe milhões de dólares em remessas dos filhos que obrigou a migrar e que jamais a esquecem: é a pátria do indocumentado e para amá-la assim há que ter coragem de saltar para o outro lado da cerca. Não é para qualquer um!

Teorizando a política centro e sul-americana

Um lugar para lá do certo e do errado
Por: Eugénio de Sá

Será que esta fuga para trás a que vimos assistindo na América do Sul e Central é, na realidade, só folclore para satisfazer uns quantos revolucionários de opereta ? – Ou será que pode ser uma inesperada  solução, quiçá purificadora, para acabar com uma classe política dominante, demasiado comprometida com a alta finança, – e dela se servindo – o chamado “sistema”, montado para manter no comando político dos povos uma casta que tudo quer, tudo rouba, e a todos pretende enganar? – Use que sigla use, porque isso de direita e esquerda “foi chão que deu uvas”, todos sabemos disso, à exaustão.

Não será isso o que os tais revolucionários de opereta estão à espera, mas, por vezes, os acontecimentos consequentes a uma acção pensada e global ultrapassam a arquitectura ideológica que uns quantos mascarados de boas intenções montaram, servindo-se de uma servil e imbecilizada – mas sempre interesseira – máquina partidária?

O calculismo demagógico pode sofrer reveses inesperados, porque a “psicologia das massas” nem sempre estará tão padronizada como seria previsível, nem sempre obedece às ordens de quem se prepara para a tiranizar. Em menos que um fósforo se acenda, surgem do nada personagens menos maculados e, por isso, mais credíveis aos olhos e ouvidos dessas massas, que põem a nu a careca dos demagogos, unicamente interessados em servir-se a si próprios. Então, poderá ver-se nascer uma verdadeira revolução popular, uma imitação do velho estilo bolchevique, só que de duvidoso apoio do todo ou de parte das forças armadas, e sem poder contar com a firmeza de um qualquer Lenine à sua frente, alguém que saiba o que quer, o que ainda é mais perigoso se pensarmos nos perigosos “esquerdismos”, que agora perderam a sua referência maior nas Caraíbas, porque finalmente agora é só uma recordação.

O resultado, poderá ser o de fratricidas guerras civis, com o seu cortejo de barbaridades, aproveitamentos e injustiças, que caracterizam semelhante tipo de conflitos. E aí, estar-se-á perante um quadro que dá razão ao conceito de que nos servimos para titular este apontamento; estará aberto o caminho para um lugar para lá do certo ou do errado!

Dono Da Felicidade!
José Ernesto Ferraresso

Ser feliz é comunicar tantas alegrias e tristezas,
ou seja; é se encontrar.
Ter dentro de si complacência e bastante confiança!
Aparece em forma de carinho, afeição e gentileza e quem a procura, encontra não só amor, senão ainda, desapego pelas mãos daquele que ama e reflete o brilho no olhar, o qual provoca desprendimento, segurança e ajuda.

Jesus é a maior esperança! N’Ele adquirimos forças e bagagens, para a felicidade alcançar. Agradecer por poder crer sem desanimar.

Temos de viver e crer que para alcançarmos temos de acreditar que este dia vai chegar. Exista, persista, acredite que a hora é agora, e está chegando a hora da Vitória!
Está chegando para brilhar e acima de tudo aclarar! Confiem em Jesus ele é o caminho e a luz!

Felicidade é Ser.
É vivenciar!
É perdurar!
É amar!

Além de tudo…Conquistar e acreditar confiando no Pai!

 

AMANHECER DE DOMINGO
Por: Cema Raizer

Acordei maravilhada com o silêncio!
Muita poesia surge espontânea em minha mente…
Sei muito bem que, se olhar através da janela… verei um mar de edificações!
Nelas, os humanos se deixam levar pelo cansaço da semana que passou!
Muitos dormem, outros quem sabe, meditam… como eu!
Ousando um pouco mais, até escrevemos poesia.
Nos dias úteis, o barulho causado pela ansiedade de muitos seres, não
permite ouvir o silêncio, e é quase impossível meditar…
Aos Domingos, no meu despertar chega o som das impressões que não são humanas: Acordo, cedinho, com o inconfundível canto do sabiá, que exibe seus dotes musicais, solitariamente, desde às cinco horas da matina…
Todos os dias, no final de inverno, o Sabiá, me presenteia, por mais de uma hora, com essa impressionante «Matinata Divina de Sabiá!» Impossível dormir ante tamanha homenagem… Em seguida vem o Bem-te-vi, numa incrível sequência… Parece dizer: Bem-te-vi, Bem-te-vi… e, indiscretos, despertam
Canarinhos, Andorinhas, Pardais, Siriris… e muitos pios, que meus ouvidos não definem, pois todas essas expressões, juntas, manifestam-se em forma de sinfonia!
E, como não gosto de Matemática…nem me atrevo a somar pios… eu amo todos!
Para não perder esses amigos da natureza, fico em silêncio, ouvindo seu doce cantar!
Nessa floresta de edifícios, posso sentir toda a paz do pequeno bosque e ver também o amanhecer e o entardecer, ao som da natureza…
Essa sinfonia de pássaros confiantes, convence-me! Nesse amor de mão dupla, eles vão e vem no anoitecer e amanhecer!

2 comentarios en “CRONICAS,ARTIGOS E EOUTROS TEXTOS”

  1. Agradeço o carinho e atenção dos coordenadores Eugênio de Sá e Drª Eunate!
    Belo trabalho como sempre para o evento da Revista Aristos internacional!
    Parabéns a todo os escritores que estamos juntos todos os meses. para ver os momentos de emoções de todos .
    Bom dia de Primavera do dia 06 e Fiquem na paz de deus !

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