CRÓNICAS EN PORTUGUÉS

 

 

 

 

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  CRONICAS PORTUGUES

 

ENCONTRANDO IVAN LINS

(Autor: Edweine Loureiro)

Presidente Nacional OMT/ Japón 

― Sr. Ivan Lins…

― Sim? Voce que é o…?

― Loureiro…

― Loureiro…?

― Do ensaio da Mangueira, o senhor lembra?

― Ah, claro… aquele Loureiro!
― …

― E aí, meu jovem, o que eu posso fazer por você?

― Gostaria de tirar uma foto com o senhor… Acabei de assistir ao show, que, aliás, foi maravilhoso!

― Que bom que gostou. Vamos à foto, então…

Desculpe-me, leitor, pois aqui tenho que interromper a narrativa para confessar algo terrível: o diálogo acima jamais aconteceu.

Sim, em 2009, estive em um show ao vivo de Ivan Lins, em uma casa de espetáculos chamada “Blue Note”, em Tóquio.

E, sim, vibrei e cantei ao som de “Abre Alas”.

Mas, não: infelizmente não consegui encontrá-lo.

Quando o compositor saiu para descansar e preparar-se para a segunda parte da apresentação (infelizmente, nosso ingresso somente valia para a primeira), até procurei por ele, brasileiramente, na esperança de uma foto. Em vão, tentamos driblar a segurança, até que uma trabalhadora do clube, desconfiada, aproximou-se e indagou:

― Vocês acaso são amigos do cantor?

Foi então que minha esposa, para desespero daquele que vos escreve, respondeu:

― Não.

Fim de papo. Para consolo, ficou a capa do CD para que Ivan Lins autografasse ― o que, de fato, recebemos conforme o prometido.

Quanto a mim, restou a sensação de que, se minha esposa não tivesse sido tão japonesamente sincera em sua resposta à atendente do clube, o diálogo que abre esta crônica bem que poderia ter existido.

Ou não.

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 DIA DOS AVÓS

Ary Franco (O Poeta Descalço)

 

   Nós, ostentando orgulhosamente os galardões de avós, atingimos este elevado patamar na família, graças ao que assimilamos durante anos de aprendizado, fazendo longo estágio como pais, aprendendo com nossos filhos levarmos a bom termo esta sublime missão.

   Nessa corrida de nossa existência, passamos o bastão e ganhamos nossos netos para então, enquanto pequenos, acariciá-los, aconchegá-los em nossos colos, beijá-los, amá-los… Ficando por conta de nossos filhos a parte árdua e gratificante de criá-los e educá-los, como fizemos nós com eles.

   No entanto, estamos fadados a sermos avós por curto tempo; só enquanto tivermos “netinhos”. Logo, logo, o tempo passa célere e eles crescem tão rapidamente que não teremos tempo de acompanhá-los. Passamos simplesmente a receber esporádicas notícias do desempenho de cada um na luta pela independência total de suas vidas.

   Universidades, empregos, promoções, casamentos, família constituída, transferências para lugares distantes e inalcançáveis para nós. Já idosos, ficamos na expectativa de uma eventual visita, um telefonema,  um abraço apertado, um beijo carinhoso… uma lembrança de que ainda estamos por aqui.

   Não obstante, temos certeza de que, se necessário for, poderemos contar com a ajuda deles numa ocasião aflitiva. Daqui de longe, continuamos orando por eles, pedindo a Deus para que sempre recebamos notícias alvissareiras sobre os filhos de nossos filhos.

   Seremos felizes, sabendo da felicidade deles.

   FELIZ DIA DOS AVÓS, PARA NÓS! CRONICAS PORTUGUES

 

Que afortunados somos!

Uma crónica de Eugénio de Sá

Presidente Nacional OMT / Portugal

Que afortunados somos, meus amigos. Nós, os que estamos perto ou já ultrapassamos mesmo as sete décadas de vida e, não obstante os sinais físicos da passagem do tempo nos haverem marcado, mantemos a nossa capacidade de discernir, retivemos a maioria das memórias antigas, as que nos ligam à família e ao passado, afinal o fundamento de quem somos.

Há, todavia, os outros, os que aos poucos se vão desligando dos demais, mesmo dos que lhes são mais próximos, perdendo as faculdades de se comunicar, mesmo as de dominar o que até aí parecia simples; o de fazer que o corpo obedecesse à vontade do cérebro. Numa primeira fase vão mergulhando cada vez mais fundo na negra noite da dúvida, até que finalmente se perdem no esquecimento e, através dele, na indiferença, pela perda da consciência do que se passa à sua volta. Em raros momentos

alguém lhes fala e eles escutam e parecem recolher, com deslumbramento, as informações recebidas que, no entanto, não descodificam, nem entendem.

Maldito Alzheimer! – Que afortunados somos por não fazermos parte desse estranho mundo. Cabe-nos entender e amparar os que por ele deambulam.

Eugénio de Sá

Agosto de 2016

 

 

CRONICAS PORTUGUES

A SORTE DOS MAUS

Humberto Rodrigues Neto

Embora a misericórdia e o amor de Deus sejam infinitos, implacável é, também, a sua justiça.
Os que foram maus, como os políticos corruptos, estupradores, pedófilos, sequestradores, inquisidores, torturadores, etc., esses permanecerão, depois de desencarnados, sob o guante terrível dos mais acerbos martírios.
Daí a justificativa para o «Vesúvio», o «Tsunami», o recente terremoto na Itália, os acidentes aeronáuticos, as inundações, os grandes incêndios e outras calamidades, naquilo que se convencionou chamar de desencarnes coletivos, pois não há efeito sem causa.
O pedreiro miserável que cai do andaime de um edifício em construção e deixa ao desamparo uma viúva com 4 ou 5 filhos, também é uma prova do quanto Deus é justo, pois tudo é meticulosamente planejado na espiritualidade consoante as imutáveis leis de causa e efeito.
Quem poderá afirmar não tenha sido ele um dos inquisidores que gozava o espetáculo terrível de grelhar em fogo lento um ser humano?
Segundo os espíritos, Hitler, que desencarnou há 64 anos, ainda se encontra em profunda letargia no além e depois acordará em estado de total imbecilidade mental, devendo assim permanecer até que transcorram cerca de 2.000 anos, quando lhe será facultada, não a saída de lá, mas a caridade de poderem descer vez por outra aos centros espíritas terrestres para contarem as suas desditas e solicitar ajuda.
É a situação em que se encontram Átila, Nero, Calígula, Gêngis Kan, Gregório o Grande (que foi Papa), Torquemada e tantos outros, muitos dos quais comparecem em prantos convulsivos às sessões de desobsessão, como já dissemos, suplicando por ajuda ou, acreditando-se ainda vivos, vociferando maldições contra Deus, Jesus e os circunstantes. Isso quando não agridem fisicamente os médiuns que os atendem. É por tal motivo que em tais sessões é vedada a presença de pessoas comuns, dela participando apenas médiuns de larga experiência e de ilibada conduta moral. 
Todos os maus também serão redimidos, claro, pois já dissemos que a bondade de Deus é infinita, e o inferno não existe!
Mas a cada um é conferida a expiação condizente com o grau de sua maldade. 
O próprio Cristo disse: «Ali haverá choro e ranger de dentes»!
Os cursos da Doutrina, ministrados nos Centros, explicam muito bem essas coisas, que vêm fartamente descritas no livro «O Céu e o Inferno», integrante do Pentateuco de Kardec sobre a codificação do Espiritismo.
Claro que Deus não é aquele déspota cruel, vingativo e sanguinário em que o transformaram as Escrituras, mas não tergiversa em se tratando do corretivo que deva ser aplicado aos perversos.
Não é nossa intenção assustar ninguém, mas não devemos duvidar dessas coisas.
Pautemos, pois, as nossas vidas dentro de parâmetros de decência e humildade, a fim de que não sejamos conduzidos àquelas inóspitas regiões, onde choram as lágrimas do martírio e uivam as maldições daqueles que nunca se interessaram em conhecer um pouco do Espiritismo.

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5 comentarios en “CRÓNICAS EN PORTUGUÉS”

  1. É uma satisfação muito grande ver nossa crônica «A Sorte dos Maus» publicada numa revista de tão alto prestígio como é a Luna Sol! E meus parabéns aos demais cronistas!

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  2. Desta vez procurei usar da crónica para chamar a atenção para uma doença nfelizmente cada vez mais abrangente.
    Há, todavia, noticias que permitem ter fundadas esperanças em vê-la pelo menos mitigada a curto prazo.

    Agradeço à Luna Sol ter tido a percepção da importância deste assunto e permitir que divulgasse aqui este apontamento.

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