CRÓNICAS EN PORTUGUÉS

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O irresistível inconsciente e o fenómeno da fé
Por : Eugénio de Sá

Enquanto o temperamento o herdamos nos genes, e se submete ao que os astros nos ditam no acto de nascer, o carácter, esse,  vai-se moldando e caracterizando à medida que vamos adquirindo conhecimentos e recebendo influências. É assim que se gera uma personalidade, rica ou pobre nos princípios, forte ou fraca na vontade, enérgica ou indolente na determinação, romântica nos impulsos do coração, ou analítica e consistente na razão, feita de indomáveis excessos, ou de contidas temperanças.
Tudo isto nos define com seres racionais mas – quiçá providencialmente – limitados ao uso do consciente, isto é: daquilo que nos é dado conhecer de nós próprios, uma vez que o inconsciente que, identicamente, partilha o nosso cérebro, permanece hermético e inquestionável.
 
Quem nos criou soube o que fez com esta máquina de concepção impressionante que somos todos nós. Porque está para além da imaginação humana o que poderia acontecer se tivéssemos acesso ao nosso inconsciente e o que poderíamos fazer com isso, porque não somos só energia pura, mas dotados daquilo a que se convencionou chamar de alma.
 
Sem dúvida, que constituiu, para nós, um aliciante apelo a visão de uma outra dimensão que está para além de uma interpretação linear com base no que nos dizem os nossos sentidos. É comum, por isso, a tentativa de exploração do denominado sobrenatural, do transcendente, tanto em peças media como noutras formas mais reservadas de abordagem do tema.
 
Pode haver outra vida para além da presente, ou não faria sentido esta escassa temporalidade da nossa existência. Pode o espírito que nos anima ter habitado outros corpos no passado e, porventura, vir a encarnar outros no futuro. É uma teoria possível, como possíveis são outras, mais ou menos apoiadas pela religião ou por movimentos espiritualistas, todas credoras de respeito e, certamente, passíveis de cuidada reflexão.
 
Investigações de fenómenos ditos paranormais, recolha de depoimentos de indivíduos que passaram por experiências de morte aparente e “voltaram à vida”, propõem apoiar, através dessas casuísticas ocorrências, a teorização da vida após a morte.
 
Pode o nosso inconsciente – a grande parte submersa (ou invisível) deste iceberg que é o cérebro humano – vir a explicar muitas das dúvidas que nos são propostas pela vontade que nos exige essas explicações, ou irá permanecerá obscuro tudo o que está para além da nossa imediata compreensão? 
 
De tudo o que foi dito emerge um maravilhoso enigma, que nos consagra definitivamente como entes eleitos deste planeta; a fé que aflora ao nosso coração perante situações incontroláveis, mormente as mais penosas. A fé em algo de divino, que, bastas vezes, se corporiza ou evoca num Santo, na Virgem ou mesmo em Deus, que imaginamos simplistamente feito à nossa imagem e semelhança, ou, na inversa; sem essa presunção. Fé que nos leva a prometer algo que nos é caro ou de difícil concretização, ou mesmo um sacrifício físico ou de outra natureza e que, ao cumprimos essa promessa, por aquilo que consideramos a Graça recebida, nos transmite uma grande paz de espírito, como um dever cumprido.
 
Pessoalmente, sou disso vivo testemunho. Ainda agora – e de novo – na presença da imagem da Virgem Imaculada, em Fátima, eu e minha mulher fomos invadidos por grande comoção. Mais; um acontecimento posterior, quase imediato, que ambos vivemos intensamente, faz-nos acreditar que não se trata de qualquer ilusão criada no âmbito de exacerbadas crenças religiosas ou da influência de qualquer irracional e incontrolada histeria, mas verdadeiramente brotada da interiorização de uma acção divina, uma Graça que vem dos Céus, ou de outra dimensão, realmente.
 
Não tenho a pretensão de querer explicar o que quer que seja sobre o assunto, mas, tão-somente, trazer a estas linhas a minha funda convicção da presença em nós do divino. Como cristão baptizado, concentro a minha própria fé num ou mais ícones da minha religião; a católica, sem qualquer menosprezo por outros que professam diferentes credos, uma vez que os fundamentos são em tudo similares. É só uma questão de nomenclatura.

O LOUCO E O POETA

Ary Franco (O Poeta Descalço)

         __Altas horas da noite passada, perguntei às estrelas se ainda iluminavam minha amada ou se já tinha ela se recolhido ao leito no qual queria com ela compartilhar.
         __Eu também indaguei da mais brilhante de todas sobre o paradeiro da lua escondida atrás de uma nuvem que manchava de cinza o azul celeste.
         __Você gosta de falar com as estrelas assim como eu. Pelo menos temos algo em comum.
         __Sim! Falo, mas gostaria de conversar com elas. Perco-me num infindável monólogo sem qualquer resposta às perguntas que faço…
         __Bilac com elas conseguia conversar. À noite abria a janela do seu quarto e mantinha longos diálogos até que o sol as banisse do firmamento.
         __É… ele foi um poeta abençoado por Deus. O quanto mais saberíamos do muito pouco que sabemos, se as estrelas nos contassem tudo o que testemunharam e inda testemunham lá de cima…
         __Fico assustado só de pensar nessa possibilidade. Prefiro até não saber na íntegra essas confidências e que elas apenas me falem da autêntica paz e do verdadeiro amor. A paz de que tanto carece a humanidade, afastando-se gradativamente do espírito de solidariedade e irmandade que deveria reinar entre os homens. A involução do amor para com o próximo, gerando abjetas desigualdades sociais e segregando preconceitos raciais e religiosos. O que você acha?
    _Acho que um dia deixaremos de tentar passar sob o arco-íris em busca da felicidade e nos conscientizemos de que ela habita aconchegada no coração de cada um de nós. Deixaremos de procurar o amor além horizonte e olhando à nossa volta, sentiremo-lo ao alcance de nossas mãos.
         _Meu amigo, o escurecer da tarde já prenuncia o início da noite. É hora de erguermos nossos olhares para o céu e recomeçarmos nossos sonhos, aqueles sonhos sonhados e ainda não alcançados.
         _Deus guie seus passos. Boa noite!
_Que Deus ilumine seu caminho. Boa noite!

FICA A SEU CRITÉRIO DISCERNIR NO DIÁLOGO, QUAL É O

LOUCO E QUAL É O POETA…

(“De Poeta e Louco, todos temos um pouco”)

Senhores Ministros do Supremo Tribunal Federal
Com cópia ao Lewandowiski, Gilmar Mendes, Toffoli e Rosa Weber (apenas para conhecimento uma vez que, ao meu ver, estão perdidamente contaminados).
Eu bem sei que esta minha nota raramente chegará até vocês. Penso que se seus assessores tiverem o mínimo de cidadania e respeito façam com que vocês dela tomem conhecimento.
Obtive seus e-mails através de uma nota que corre no Watsap e eu chego a acreditar que, a essa altura, eles já devem estar tão saturados ou simplesmente deletados.
Não importa, o que vale é a minha intenção.
Às vezes eu chego a pensar que vocês estão tão distantes dos anseios das pessoas de bem nesta Nação, tão alienados em seus palácios e gabinetes, que não tem mais ouvidos e olhos que possam perceber em que tragédia o Brasil está metido.
Eu não tenho grandes convicções e sabedoria, muito menos teorias intelectuais e mirabolantes para justificar esse meu grito de desespero aos senhores. Eu sou um simples cidadão. Sou um velho aposentado. Sou humilde e não tenho grandes certezas a não ser a vivência que a minha formação educacional e o trabalho honesto me proporcionaram ao longo da vida.
Por favor me escutem. Eu não sou nenhum vidente ou profeta. Enxergo como um cidadão aquilo que parece que vocês não percebem. Eu não preciso dizer que o poder aliena qualquer um. Me parece que, no caso de vocês, essa citação é soberana.
Graças a uma democracia marota, hoje podemos vê-los, através da mídia, reunidos no STF. Todos togados. Todos falando num português empolado e cheio de firulas. Parecem usar uma máscara que os coloca a quilômetros de distância de todos nós. São arrogantes. Brigam entre si se chamando de “sua excelência”. Fazem caretas e beicinhos, se travestem com ares de seriedade.
Creiam vocês que isso dá náusea ao cidadão de bem. Lamentavelmente não me refiro a faixa mais pobre e analfabeta do nosso triste país, pois esses coitados assistem às novelas da globo e sonham em um dia serem felizes. Raramente eles o veem. Estão entregues à própria sorte e às amarras de Partidos Demagógicos que lhes dão na maioria das vezes churrasco e cachaça na compra da fidelidade. E como são fiéis! Se tornaram guerreiros.
Um pobre juiz de primeira instância que está dando a vida na moralização do país é enxovalhado nessa Suprema Corte como se um canalha fosse.
Vocês não se respeitam mutuamente?
Vocês “como seres da mais alta extirpe” devem ter descendentes – filhos, netos, agregados. Já pensaram no amanhã? Serão referidos, no mínimo, como profissionais medíocres, isso para não dizer coisa bem pior.
Vocês não se sentem envergonhados aos se compararem aos seus pares de países civilizados como a Escandinávia? Lá um juiz, além de não receber provento absurdamente superior a qualquer trabalhador, vai para o trabalho de bicicleta ou transporte público. Lá, eles atuam em gabinetes comunitários e não recebem qualquer tipo de benesses. Vocês, aqui do Brasil, chegam nomeados num esquema absurdo de ganhos e mordomias, passam pela vida profissional, se aposentam e nada fazem para moralizar essa engrenagem podre. Aliás, a legitimam! Lá, um magistrado se identifica com o cidadão, se sente próximo a ele. Aqui, vocês parecem deuses dispostos em pedestais inatingíveis.
Vocês tem conhecimento que hoje, cidadãos de bem já batem as portas dos quartéis pedindo para que deem um basta. Quando a baderna está generalizada, é comum as forças armadas colocarem ordem na casa e depois saírem. Isso é difícil. O passado nos deus essa amarga lição.
Sei que vocês estão muito longe de serem heróis e, como tal, não tem medo de entramos num regime de exceção e serem trucidados. A história assim tem mostrado.
Nós, cidadãos comuns, não conseguimos entender essa interminável tramitação dos processos na Justiça. Um manda prender, outro manda soltar, um recorre, outro mente, um acusa, outro elogia. As “instâncias” são mais numerosas que uma via sacra. Não tem fim! Isso nos gera descrédito acompanhado de nojo.
Por que vocês insistem em ser diferentes dos mortais? Todo mundo trabalha, vende parte das férias, dá um duro danado. Vocês a todo instante estão em férias forenses, recessos, lutos, festas, viagens, etc…
Sabemos que vocês estão perdidos em montanhas de processos que se arrastam desde o início dos tempos. Mas, numa mesma canetada em que os ministros Lewandowiski, Toffoli e Gilmar Mendes livram da cadeira um cidadão comprovadamente imoral e corrupto, deveriam mudar esse fandango interminável que se tornou os caminhos da Justiça. Seria tão fácil.
As vezes tenho a impressão de que a água e o cafezinho servidos na nossa Suprema Corte tem o poder de entorpecer aos seus membros. Vocês tomam atitudes e decisões sentenciado e inocentando a impunidade e o escárnio.
Outra coisa: Vocês não tem medo de sair às ruas? Olhem, se tiverem, não saiam mesmo. Vocês já demonstraram não ter a mínima pretensão a serem heróis. Se saírem, certamente serão hostilizados. Serão execrados, xingados. Chegaram a ver, na NET, a Deputada Gleisi Hoffmann sendo humilhada recentemente em passagem por um aeroporto? É, a situação tá preta.
Nós, os simples mortais, nos desviamos das balas perdidas e engradeamos as nossas casas. Vocês tem todo um aparato de segurança, mas isso não impede de, a qualquer momento, levarem a maior vaia ou até de receberem uma torta na cara. Que vergonha sentiriam, ainda creio eu.
Vocês poderiam entrar na História como o Juiz Sérgio Moro, mas em vez de apoiá-lo vocês o denigrem. Qual é afinal a de vocês??? Não posso crer que seja ciúmes!
Tenho certeza de que se fizerem as coisas certas com honestidade e presteza, rapidamente serão reconhecidos e passarão a ser respeitados.
Não acredito na desculpa da morosidade impostas pela Justiça. Sejam valentes. Passem por cima disso. O povo daria a maior força.
Acreditem que apesar de todos esses calhamaços de processos nos quais vocês se sentam, apesar de todas as leis caducas, apesar de todos os recursos de advogados inescrupulosos, apesar de toda a corrupção, um dia a Verdade irá prevalecer.
Trabalhem, senhores Ministros, para que esse fato glorioso acabe por acontecer nesse nosso Brasil. Temos ânsia de dignidade!
Se me exaltei um pouco, peço desculpas, mas isso é um nada diante da indignação dos brasileiros de bem.
Aceitem o meu abraço amigo e o meu aperto de mão fraterno.

Por favor – ACORDEM!!!!!
Atenciosamente
Roberto Moretti
São Paulo SP

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