CRÓNICAS EM PORTUGUÉS

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Eugenio de sá
Una Europa Unida
O una Europa imposible?
En los inicios del nuevo año 2017 no puedo, no quiero, dejar de alabar mi pueblo, que a lo largo de estos últimos cuatro años, soportó las más duras pruebas impuestas por una crisis de la cual no fue responsable.
En realidad, son otras las causas que llevaron a la progresiva degradación del sistema financiero portugués, causas que tuvieron su origen en una desastrosa gestión de la cosa pública, la que no ha sido ajena una árida digladiação partidista perpetrada por gente pille desprevenida para vuelos de tal monta que requerirían otras cabezas Y otras motivaciones, que no las que mueven estos «pequeños» hombres y mujeres que se mueven en los pasillos oscuros de la baja política.
Lamentablemente, esta realidad no se limita ya a Portugal y a los demás países de Europa del sur, especialmente la latina, pero, además, a todo el espacio de este continente, que un día prometió unirse desinteresadamente en torno a un ideal común.
Añoro ese tiempo, el tiempo de hombres, ellos sí, gente de primera agua, gente respetada, como el francés robert schuman o konrad adenauer, el viejo del rin, que un día soñaron,
Cuales utópicos poetas, una Europa que vino a resultar imposible.
Fueron esos hombres que dieron un gran sentido a la política y que han sido buen ejemplo para los políticos emergentes de los horrores de la segunda guerra mundial.
De ahí, que me parece urgente repensar el «Sistema» que poco a poco se fue imponiendo, y dar respuesta adecuada a los que se sirven únicamente para él si sirven.
No puede la sociedad vivir esclavizada a la dictadura de los «mercados», como se ha dado en llamar a la salvaje y sistemática manipulación de capitales, que sigue produciendo miles de delincuentes que todos los días vemos sentarse en los bancos de la justicia reservados a los acusados . Gente que se enriquece con permisividad del «Sistema» que parece haber sido creado a su medida, y que, por eso mismo, goza de privilegios y sus abogados que los van restando las (justas) penas en que incurren.
Que este año que ahora comienza sea un año de giro de esta tendencia, que amenaza seriamente la tal Europa unida, que, a seguir así, podría precipitar la desintegración a corto plazo.
Eugenio de sá
02. Enero. 2017

eugenio-a

 

O QUE ESPERO PARA O ANO NOVO (CRÔNICA)
Ary Franco (O Poeta Descalço)

Como aposentado, espero ter um aumento na minha aposentadoria de 300%, para equiparar-me ao que deveria estar recebendo, proporcional ao quanto recebia ao me aposentar, isto é: a mesma quantidade de salários mínimos. Não quero mais precisar ser ajudado pelos meus filhos para poder sobreviver.
Como brasileiro, espero que os nossos governantes deixem de legislar em causa própria, abram mão de seus polpudos ganhos e os revertam a favor de nossos hospitais, segurança pública e educação. Tenhamos assistência médica, sem necessidade de pagarmos planos de saúde caríssimos e sermos atendidos e tratados com dignidade e respeito pelo SUS e Hospitais Públicos.
Como cristão, solidariedade para com os menos favorecidos e ajuda ao próximo, amando-os como a nós mesmos.
Como cidadão, quero poder sair à noite em segurança, sem risco de ser assaltado ou assassinado. Dormir sem ter que trancar minhas portas; com as janelas abertas no calor e sem grades de proteção, alarmes ou cercas eletrificadas.
Como chefe de família, quero contar com boas escolas e faculdades públicas para meus filhos estudarem, sem necessidade de ter que pagar colégios particulares. Depois de formados, quero empregos para meus filhos poderem trabalhar e constituir suas famílias.
Como trabalhador, receber salário compatível com meus serviços prestados e poder cuidar condignamente de meus dependentes, dando-lhes o conforto necessário, sem que nunca passem privações.
Como ser humano, quero todas as ruas calçadas, com saneamento básico, escoamento perfeito de águas pluviais, livres de enchentes e/ou alagamentos. Coleta de lixo regularmente para evitar proliferação de doenças.
Quero ver minhas florestas e matas realmente protegidas, fazendo-se apenas cumprir as leis já existentes apenas no papel.
Quero o fim das corrupções e dos corruptores. Quero que o funcionário público deixe de nos olhar de cima e passe a ser um servidor público, como na verdade deve ser.
Não quero esmolas do Governo, como cestas básicas, seguro desemprego ou terras para plantar (quero ganhar o suficiente para comprá-las). Não quero ganhar peixes para aplacar minha fome; quero ter condições de comprar minha vara de pescar. Quero deixar de ter que pagar impostos exorbitantes para sustentar famílias de presidiários e políticos com padrões de vida nababescos.
Quero DIGNIDADE, RESPEITO E CIDADANIA DE FATO! Não quero sentir-me um palhaço escutando falácias de nossos governantes! Quero fazer parte de um povo educado, bem informado e culto. Não quero ver a ignorância ser fomentada pelos interessados em que o Brasileiro fique cada vez mais inculto e que ele só possa pensar e votar com o estômago e não com o cérebro! Hoje, causa-me vergonha, ao ver um caminhão acidentado, ter sua carga saqueada por um bando de pessoas famintas e desassisadas.
Finalmente, quero poder escrever uma crônica no dia 31 de dezembro de 2017, dizendo que tudo isso foi alcançado ou que, pelo menos, NÃO PIOROU!
QUERO, CADA VEZ MAIS, CONTINUAR A TER ORGULHO DE SER BRASILEIRO! PELO MENOS ISSO, NÃO ME TIREM, POR FAVOR!

  ary

 

 

OKURIBITO
Autor: Edweine Loureiro

 

Confesso: eu sou do tipo que chora em cinema. Não resisto. Se a cena mostra um pai de família, desabrigado, que finalmente consegue um emprego, são certas duas ou três lágrimas, no mínimo. Agora: se um tanque americano surge para resgatar uma criancinha que foi salva pelo pai no Holocausto, ah, então uma caixa de lenços… por favor (antes que eu morra por afogamento)…

Chamem-me sentimental, piegas, que seja. Sou, sim, um inveterado chorão de matinês. Cinema Paradiso, Billy Elliot, Central do Brasil… ― todos esses foram filmes que, durante as sessões, resgataram-me lembranças ou momentos de minha vida, resultando em chororô. E, há alguns anos, em um Cinema próximo de casa, acrescentei meu primeiro filme japonês a essa lista: Okuribito (2008, direção de Yojiro Takita).

O título é uma combinação das palavras okuru (= enviar) e hito (= pessoa). Assim, em uma tradução literal seria: a pessoa que envia. No caso, aquele que envia os mortos. Explicando: um profissional (atualmente, no Japão, mais comum na área rural que nas cidades), cujo trabalho é dirigir uma cerimônia de preparação dos mortos; limpando os corpos, vestindo-os, enfim, preparando-os para a eterna viagem…

A história é simples e, por isso mesmo, humana: após perder o trabalho em Tóquio, um violoncelista retorna à cidade natal, acompanhado da esposa. Porém, chegando lá, o único emprego que consegue é como assistente em uma casa especializada neste serviço de preparação dos mortos, que intitula o filme. Pronto: contar mais seria estragar um prazer de duas horas de risos, questionamentos e dramas, que em momento algum aborrecem o espectador. A questão do regresso às origens; de como o protagonista encontra em um ritual fúnebre um sentido para a própria existência; tudo, combinado a um mundo de belíssimas imagens, fazem de Okuribito uma maravilhosa experiência cinematográfica.

O tipo de filme que, ao final da sessão, deixa-nos com varias questões – sobre a vida, a morte… ― e uma única certeza: a de que valeu o ingresso.

edweine

 

 

3 comentarios en “CRÓNICAS EM PORTUGUÉS”

  1. Agradecido e honrado pela publicação de minha singela crônica na erudita revista LUNASOL.
    Meu agradecimento às nobres Poetisas Cristina e Eunate, timoneiras da mencionada revista.

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  2. Quando a prosa agrada tanto,
    com as mesmas letras dela,
    num milagre, como encanto,
    a poesia se revela!

    Parabéns aos prosadores, quer pela esperança de Paz Mundial, quer pela igualdade constitucional, assim como pela sensibilidade, que refletem, mais do que nunca, o sentir desta nossa Humanidade à espera das novas gerações.

    Nei Garcez
    Curitiba/Paraná/Brasil

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