LA PAZ CRÓNICAS Y ARTIGOS EM PROTUGUÉS

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Septiembre 2.019 nº 23
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AL SERVICIO DE LA PAZ Y LA CULTURA HISPANO LUSA

 COLABORAN : Regina Carvalho … Eugenio de Sá…Gabriela Pais…
A RESPOSTA ESTÁ NA PAZ
Regina Carvalho
A Paz não é uma situação inútil nem um lugar no paraíso, nem um modo de convivência satisfatório regulada por um acordo. A paz é algo que não conhecemos, que apenas buscamos e imaginamos. A paz é um ideal.
A Paz não é encontrada em um lugar sem barulhos, sem dificuldades, mas aquilo que permite manter a serenidade em nosso coração, embora cercado de condições infaustas Na paz encontra-se a resposta que vem da coerência de tudo que não se explica.
Na paz determina-se a maneira segura de caminhar. Na paz o caminho fica aberto e não se sente a fadiga, nem a desesperança. Na paz o ar que respiramos entra e limpa tudo lá dentro dos pulmões e não repassa o que pode enodoar lá fora. Na paz, homens e mulheres se respeitam e se ajudam, pois são fortes e indispensáveis para hastearem a bandeira branca. Na paz estamos, todos unidos, representando de mãos juntas, a presença de Deus. Para muitas pessoas a paz é o contrário de guerra e esta apenas se considera na ausência de conflito. Entretanto, o conceito de paz considera muito mais que a simples ausência de confrontação armada. Na verdade, paz é também garantir a estabilidade física e emocional de todos, é afiançar qualidade de vida e liberdade para todos os seres vivos e o cuidado indispensável ao meio ambiente, à Mãe Natureza.
Contudo em uma escala menor, paz é saber encontrar calma dentro de cada um. É saber admirar e gozar as menores alegrias da vida, colaborar ativamente para o bem-estar e harmonia do seu lar e do meio envolvente de cada um. Lembremos que quando fazemos alguma coisa com boa finalidade, quando agimos pelo bem dos outros, ficamos mais perto de conseguir a nossa paz interior ideal e que o nosso gesto, por pequeno que possa parecer, vai fazer toda diferença!

HOW DARE YOU?!
Uma Crónica de Eugénio de Sá
28.Set.2010
“ave Caesar, morituri te salutant”
( Salve César. Nós, os que vamos morrer, te saudamos )
Era este o grito dos gladiadores romanos prestes a iniciar os combates que muito provavelmente os levariam à morte. Este era o seu fado desde que haviam sido recrutados e treinados para essa função. Era portanto a sua saudação perante aquele que tinha sobre eles o poder de vida e de morte.
Já na Grécia antiga os homens formados em frentes de batalha
saudavam com um brado à passagem do seu general que percorria a galope a testa das suas forças, prontas entrar em combate. Essa prática, esse grito de
guerra, veio a perpetuar-se por séculos, e era indicadora do penhor dos guerreiros no combate que se avizinhava.
Hoje amanheci a lembrar-me disto e logo me veio à mente outro grito, mas esse de desespero; o de Greta Thunberg, a jovem sueca de 16 anos, se atreveu a gritar à Assembleia das Nações Unidas: How dare you?! (como vocês se atrevem?!), dirigindo-se de em riste, corajosamente, aos que mandam nos destinos deste mundo doente que habitamos, que continuam a assobiar para o lado e a permitir a continuada destruição do planeta. Registe-se que o discurso da jovem Sueca foi avassalador, e só gente que parece alheada dos cada vez mais repetidos avisos dos mais eminentes cientistas poderá ter feito orelhas moucas ao que então ouviram.
E eu pergunto-me; como podem os responsáveis maiores que têm em suas mãos os meios para travar as emissões dos gases de carbono para a atmosfera continuar a ignorar os avisos e as evidências em resultado do aquecimento global da terra, com a multiplicação dos fenómenos extremos, os degelos dos glaciares, o desaparecimento gradual da camada protectora de ozono, e os perigos das iminentes mudanças das grandes correntes oceânicas.
Se a um médico, ou a uma equipa médica, ninguém ousará contrariar um diagnóstico de câncer, como podem os senhores do mundo ousar ignorar e escarnecer do que vêm avisando tantos consagrados cientistas?
Mas o grito desta menina de 16 anos foi ouvido em todo o mundo, e aos poucos todo o mundo está a reagir a esse grito. Primeiro os mais jovens, por natural empatia, e agora todos, indiscriminadamente. Ainda ontem em todas as grandes cidades do planeta houveram enormes manifestações em que o grito de Greta foi repetido à exaustão e traduzido em cartazes e faixas: How dare you?!
Haverá que mudar muita coisa, é verdade; haverá que mudar hábitos de vida que vão forçar as pessoas a sair da sua “zona de conforto”, como agora se diz; haverá que fazer alguns retrocessos e sacrifícios nessa e noutras matérias, mas tudo vale a pena quando o que está em causa é a sobrevivência de todos os seres vivos.
Haja o que houver, imagino que as acções que a jovem Greta vem desenvolvendo com a intenção de fazer mudar as consciências provavelmente já a fazem merecer o próximo Prémio Nobel da Paz.

PELA PAZ
Carta aberta aos poetas e homens de letras
Por: Eugénio de Sá
Sintra, Portugal
24 de Setembro de 2019
Meus ilustres Pares, alguns de vós também meus Amigos;
Não há paz sem justiça. Não há justiça sem solidariedade. Considero, por isso, que cabe aos autênticos poetas e a outros
homens de letras que, porventura, hajam logrado merecer junto dos seus leitores o crédito que os torna lideres de opinião,
a missão da defesa destes ideais maiores da sociedade civilizada.
Enquanto assumidos paladinos dos mais débeis e desprotegidos, devemos ter no horizonte como meta primeira a persecução
de acções que nos fazem servidores destas nobres e encadeadas causas e, assim, definitivamente estaremos a colocar-nos
ao serviço da paz.
Estamos prestes a dobrar o quarto lustro deste milénio terceiro da era Cristã. Nestes quase dezanove anos transcorridos
tivemos já a lamentar inúmeras tragédias registadas um pouco por todo o mundo, com o seu cortejo de horrores, sempre mais
nefastos para os mais humildes, os que menos têm para poderem ‘alevantar-se do chão’.
São esses e tantos outros, que sofrem as muitas iniquidades que contra eles são perpetradas, voluntariamente ou por criminosas
incúrias e omissões, que temos de levantar a nossa pena e fazê-la eficaz na condenação dos culpados.
E isto, meus caros Pares, é lutar pela paz com as armas que temos; a pena que tomámos com o dever de a honrar!
Não é nos salões, mais ou menos fechados à comunicação e frequentados por figuras de duvidosas convicções a respeito dos
enunciados valores, que a paz pode ser defendida. Seria pelo menos suspeita a denúncia que de lá viesse do que está mal
pelos que mais a inviabilizam, porque isso seria conflituar interesses contraditórios. Ao contrário; é tornando pública essa
denúncia que melhor a defendemos. E se o fizermos com algum arte poético-literária maiores e mais exponenciais serão os
resultados da comunicação.
Tenho consciência que, de uma forma ou de outra, todos vós quiçá tenham já vindo a contribuir para esta paz de que vos falo,
através do apelo à razão para a consolidação dos valores da justiça e da solidariedade entre os homens que ainda têm boa
vontade e espírito nobre, altruísta e digno.
Todavia, nos tempos que correm é urgente que assumamos uma atitude ainda mais veemente e a proclamemos por todos os meios
ao nosso alcance. Temos de acreditar que a influência das nossas posições sistematicamente trazidas a público produzirá os seus
efeitos.

O SONHO DE ALGUNS
Gabriela País
Portugal
O sonho de alguns que habitam este planeta denominado terra é a vivência do ser humano em plena harmonia. Uma pequenina palavra de três letras designada PAZ.
A simplicidade de um sentir de um sonho. Quem dera que não fosse só uma miragem.
Quanta dor espalhada entre as brumas da discórdia, entre gente que do alto grita da maldade vitória. Vozes nefastas, ausentes, incorporadas em corpos vazios, e cérebros onde não existe nada!
A concordância entre os povos são folhas caídas desfeitas e espezinhadas levadas pelo vento. Por mais que se faça, há quem procure destabilizar, mas a esperança não morre e o bem vencerá.
A Paz é um bem diamantino, que deleite poder-se passear sem receio, pelos campos e apreciar a grandeza e boniteza da natureza, um regalo para a mente e acalmia para a alma. Abeirar-se de uma janela ter a possibilidade de olhar para o céu translúcido, onde a passarada esvoaça placidamente, uma arte em dança bem delineada, e desenhos esmerados.
Até mesmo quando o páramo se encontra enevoado ou chuvoso, com trovoadas e coriscos, mas sem ser atravessado por bombas nem obuses.
À noite desfrutar o firmamento estrelado a piscar deleitado, como a chamar a atenção dos mais alheados. Um luar a mostrar seu brilho aos namorados e abrir os corações ao amor e gentileza. Em segurança e sem fugirem, para se esconderem de tiroteio.
Usufruir e apreciar o mar a espraiar nas areias das praias, ver os rios correr junto às margens e acariciar os arbustos ali existentes, sem temerem que sirenes avisem quando as há, que vai haver um ataque.
Conseguirem andar nas ruas, sem medo de represálias, onde há respeito, solidariedade.
São fontes, que reacendem a vida e como é gratificante ser sonhador, existindo PAZ o dia despontará risonho. Pelo verde os pássaros voarão, nos jardins brotarão flores perfumadas, como o lírio da paz, da cor da neve, que a simboliza.
O mundo é pertença de todos nós, mas a insegurança a ganância a falta de dignidade de alguns, colocam constantemente em perigo a estabilidade dos países.
Torna-se revoltante que estas cabeças arvoradas em “sabedoria”, não se apercebam que a vivência dos povos passa pela harmonia, solidarização, respeito e honra. Tudo isto redunda na PAZ.
“ Brado! – Não estraguem o que já foi criado, não façam verter lágrimas às gerações vindouras. Como podem esquecer os próprios filhos e netos, que possuem em vossas mentes e corações? Nada, somente ruindade e o cumular de cifrões”.
O mundo seria um paraíso onde reinaria a felicidade, haveria PAZ se todos cumprissem as leis e preceitos do dever moral.

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