CRÓNICAS, ARTIGOS Y OUTROS TEXTOS

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Septiembre  2.019  nº 23
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AL SERVICIO DE LA PAZ Y LA CULTURA HISPANO LUSA

As insurgentes: Dona Julia
Ilka Oliva Corado
Uma personagem rebelde, inconformada, que não se dobrou diante do sistema patriarcal e depredador da classe operária.
Eu teria por volta de 8 ou 9 anos quando a conheci, ela por volta dos 70; seu local de trabalho era a parada de ônibus da Cidade Peronia; Dona Julia tinha olhos azuis de céu desnudo de verão e usava roupa de segunda mão que comprava nos brechós, sempre limpa, seu garbo natural fazia com que parece uma prenda fina recém comprada; seus vestidos longos de musselina e camurça que combinava com cachecóis e lenços de seda.
No começo da manhã sempre usava um gorro que tirava no meio da manhã quando o sol esquentava, então deixava ver seus cabelos brancos algodoados. Eu a recordo alta, muito alta, magra, apoiando-se sempre em uma muleta e na outra mão um bastão feito de galho de goiabeira. Tinha uma dentadura postiça que tirava quando tinha vontade e com ela na mão lançava impropérios a qualquer um que se atrevesse a olhá-la mal.
Foi na década de 90, quando no ponto só haviam 15 carros: Dona Julia chegava na alvorada e ia embora na hora da oração, aí pedia dinheiro, entre transeuntes e também tomava os ônibus que a deixavam no ponto seguinte, ela o fazia de forma não usual porque nunca baixou a cabeça, ela o exigia com a autoridade de sua idade e quando não lhe davam começava a praguejar contra tudo o que se movesse e a lançar bastonadas.
Quando fazia isso, as pulseiras de cigana que levava nos braços soavam, faziam música junto com as grandes argolas e seus múltiplos colares, porque era toda ela cheia de orgulho que fazia mover esse bastão que voava pelos ares.
Pendurado em um braço levava uma bolsa que ao subir nos ônibus passava ao primeiro passageiro para que a fosse passando de mão e mão e que lhe devolvessem na outra fileira, depois de seu extraordinário discurso explicando por que pedia dinheiro.
Dona Julia fazia isso, pedia uma colaboração, um ato humanitário e de solidariedade que o sistema chama de esmola. Era conhecida como a mulher que pedia esmolas no ponto de ônibus. Dona Julia tinha dois filhos que se drogavam e que ela os cuidava, em lugar deles cuidarem dela. Dona Julia, mulher de 70 anos, com uma perna doente – dizia ela que a ponto de gangrenar-se – nunca recebeu nenhum tipo de atendimento médico e muito menos pensão do governo, foi esquecida como milhões.
Impossibilitada de trabalhar, Dona Julia pegava sua muleta e seu bastão e ia para o ponto de ônibus pedir dinheiro, aí tomava seu café da manhã e almoçava e com sua boca de carreteira lançava tapas a torto e direito e à primeira provocação ia à bastonada pelos ares como látego. Muitos riam dela, a viam como louca, como uma mulher desequilibrada que ia a passar o tempo na parada porque não tinha o que fazer e aproveitava para pedir dinheiro.
Os dias não eram os mesmos por ali quando Dona Julia faltava, eram dias mortos, silenciosos, sem vida; ela, com seus vestidos de camurça, com suas pulseiras de cigana e seus impropérios que afiavam sua personalidade, dava vida à estação.
Eu via Dona Julia todos os dias, pois no mesmo lugar eu vendia sorvetes e passava boa parte da manhã observando-a; na convivência habitual dos vendedores ambulantes, havíamos nos acostumado uns com os outros que quando alguém faltava notávamos imediatamente; um dia Dona Julia faltou e a notícia chegou logo: havia falecido e no seu tugúrio encontraram dúzias de obras de arte, pinturas por todos os lados até debaixo da cama, tapizando as paredes; descobriu-se nesse momento que Dona Julia era artista, era pintora e boa parte do dinheiro que pedia no ponto de ônibus o utilizava para comprar utensílios para pintar. Ninguém nunca soube, ela nunca contou, foi seu segredo mais bem guardado. Não sei o que aconteceu com suas obras de arte, se jogaram fora ou as guardaram. Até o momento não se sabe delas.
Dona Julia foi uma personagem sempre, uma artista, desde sua vestimenta, personalidade e caráter até a forma de agarrar o bastão e lançá-lo pelos ares na melhor atuação de melodrama, porque não há melhor melodrama que a da própria realidade do abandono de nossos velhos. Desde esse dia eu a guardo na minha memória como “A artista do arrabalde” porque isso é o que ela é para mim, a artista da Cidade Peronia. Eu a nomeio e a reivindico e agradeço seu legado para todas as meninas, adolescentes e mulheres da Cidade Peronia.
Dona Julia para mim, foi insurreta por haver-se atrevido a fazer algo diferente ao que estamos destinadas às mulheres no arrabalde. Desconheço como foi sua infância e sua juventude, sua primeira idade adulta, mas na sua terceira idade ela foi uma mulher que se levantou, tomou sua muleta, apesar da sua doença, e seu bastão e buscou como pode, o dinheiro para sua criação artística. No processo se viu exposta a humilhações, burlas, a uma infinidade de apelidos depreciativos, por sua idade, sua aparência e seu caráter, por sua condição de ninguém; em um lugar de ninguéns ela se atreveu a ser alguém, a ser ela mesma, a ser “A artista do arrabalde”. Isso é o que fazem as mulheres rebeldes, as inconformadas, as que não se dobram diante do sistema patriarcal e depredador da classe operária, por mais injusto que ele seja com elas.
Por isso eu a nomeio e a reivindico, por isso agradeço seu legado de luta e desobediência. Dona Julia é parte da memória história da Cidade Peronia, e ganhou esse lugar por sua luta. Obrigada, Dona Julia, onde quer que esteja.

 

A Amazónia arde
mas o mundo ainda não despertou!
Por:Eugénio de Sá
E o mundo acordou estremunhado nessa manhã de Agosto, espreguiçou a sua proverbial indiferença,mas sobressaltou-se com o que lhe chegava pela televisão; a Amazónia estava a arder! Mas umas horas depois já esquecera a notícia.
Os sinais da desgraça estão aí; No topo do mundo os gelos cedem à continuada subida da temperatura provocada pelas emissões dos gases venenosos para a atmosfera.
As florestas – pulmões do mundo – ardem sem contenção. Os oceanos que cobrem a maior parte da terra, têm jazidas de plástico que,
medidas em toneladas, pesam já mais que os peixes que neles existem.
Como preconizou Álvaro de Campos em 1917; os mandarins do mundo precisam que lhes seja emitido um mandado de captura, tal a sua insensibilidade, a sua cedência à ganância que entã já grassava nos países que julgavam dominar.
Hoje, volvido mais de um século, eles aí estão, com os vícios atávicos perpetuados pelos que lhes sucederam.
Serão só gente fraca, ou inconscientes mentecaptos que estão a condenar ao aniquilamento todos os seres vivos do planeta?
Diz-se, com inexplicável utopia, que as ameaças que pairam sobre a humanidade ainda podem ser reversíveis. Já não são, infelizmente.
Aliás, quando se reúnem, no rosto dos mandantes do G7 (os sete países mais poderosos do planeta), há sempre um conjunto de estranhos sorrisos, a roçar o estulto, de pessoas que querem passar ao mundo uma mensagem de paz e de tranquilidade, que não corresponde, de todo, ao que se passa.
Mas eles parecem indiferentes às catástrofes que se vão multiplicando, expressas no agravar dos fenómenos meteorológicos, como os grandes furacões que assolam a terra em quase todas os quadrantes geográficos.
Entretanto, o cronista baixa a guarda, desiste de continuar, consciente da inutilidade do seu insistente alerta.
E adormece num sono intranquilo, sofrido.

 

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Julio   2.019  nº 21

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AL SERVICIO DE LA PAZ Y LA CULTURA HISPANO LUSA

PEDAÇOS DE VIDA
Eugenio de Sa

 

Durante toda a nossa vida vamos deixando
esculpidos na alma alguns momentos, porventura
os que a nossa sensibilidade escolheu como os mais
significantes, e que o cinzel do tempo gravou
com um indelével relevo.

Tal como os bons álbuns de vinil, há algumas outras coisas
que teimam em resistir à passagem do tempo. E aí, chegam-nos as memórias da primeira vez que levámos a jantar ou a dançar alguém que foi o nosso primeiro amor, ou aquela outra vez que a curtir uma mágoa subimos ao terraço mais alto que encontrámos, e ficámos deslumbrados, esquecidos de tudo o resto, perante a grandeza do espectáculo da cidade a nossos pés feéricamente iluminada…
Há a experiência inesquecível do choro do nosso primeiro filhoç ou filha, os dedinhos de um neto que envolveram e apertaram os nossos, e tantos outros momentos de ternura que se agarraram a nós como tatuadas marcas do passado.
O que vos quero dizer é que alguém que já viveu muito, como eu, sabe que nesta vida são alguns momentos que retivemos que lhe dão sentido, momentos de grande empolgação espiritual, ou ainda outros, esses bem mais tranquilos e intimistas, que nos propiciaram também grande prazer.
E ao aproximar-se o fim da nossa jornada neste mundo são esses pedaços de vida que ficaram latentes na nossa alma que nos vão acompanhar até ao fim do caminho, e nos vão confortar, porque, de uma forma ou de outra, estamos conscientes que os soubemos merecer.

Remessas com sacrifício e sobretudo amor
Ilka Oliva Corado

O negócio de envio de remessa torna mais milionários os donos de bancos e casas de câmbio.

De repente aparece uma nuvem escura e o que é uma manhã ensolarada de primavera se converte em um típico dia de chuva de inverno; as pessoas correm assustadas do estacionamento para o supermercado. A precipitação é de tormenta, em segundos o céu escurece e as grandes gotas caem com força de granizo.

Pego meu carrinho e entro sacudindo a água do suéter, me dirijo para o local onde estão os suplementos vitamínicos, buscando o que tenho que comprar; dois carrinhos impedem que eu me aproxime o suficiente para ler os nomes; um homem e uma mulher falam sobre vitaminas, parecem ser um casal, são latinos. Espero pacientemente dando-lhes tempo para que saiam do lugar, mas noto que estão atarefados comprando para enviar ao seu país de origem. Uma adolescente que os acompanha está sentada em um banco, longe deste mundo com seus fones no ouvido e o celular na mão.

Têm acento mexicano, e cada um enviará para sua família; vejo os carrinhos e tenho a impressão que o que enviarão serão pacotes ou caixas de encomenda. O negócio de envio de remessa torna mais milionários os donos de bancos e casas de câmbio, uma vez que os migrantes indocumentados saem do trabalho e vão diretamente enviar o que ganharam aos seus países de origem; diariamente são realizadas transações de milhões de dólares só em remessas, dinheiro obtido (de que desfrutam outros) com o suor da exploração no trabalho, a saudade e o sacrifício.

É um negócio que tem crescido como espuma, qualquer armazém oferece envio de remessas e cobram uma porcentagem de acordo com a quantia e os bancos em seus países de origem, outra. O mesmo acontece com os negócios que oferecem envio de pacotes ou encomendas; e vai o amor, a saudade e o compromisso, pesado em quilos e cobrado em dólares.

Ela quer enviar certas vitaminas às mulheres de sua família e outras aos homens, e eu os escuto comentar que à fulana enviará com mais quantidade porque trabalha mais pesado que a sicrana, a fulana tem que andar mais, lhe diz ao homem que com uma mão no carrinho e outra na prateleira compara os preços. Ele, por sua parte, busca comprimidos para diabetes e outras vitaminas para seus irmãos; já levam vários frascos e continuam somando sem parar para pensar no dinheiro; é tão comum, o indocumentado deixa de comer para enviar encomendas e remessas aos seus familiares em seus países de origem.

Me dá certa pena vê-los tão entusiasmados, quantos anos será que vivem aqui, me pergunto, quantos anos com esse mesmo ritual de envio de pacotes; pena porque a maior parte das pessoas não agradece e não valoriza o enorme sacrifício que realizam seus familiares indocumentados, só estendem a mão para receber ou sacam as unhas para rasgar. Existem, claro, os que agradecem  e devolvem esse dinheiro ou o guardam esperando o regresso daqueles que se foram, para que quando o retorno chegue tenham algo com que começar de novo; mas esses casos são um em um milhão, me refiro, é claro, aos que guardam o dinheiro e não o malgastam.

Eu peço licença a eles, porque justamente o que tenho que comprar está no balcão coberto pelos carrinhos; é então que ela me pergunta sobre algo que está em inglês e se posso ajudar a traduzir. Assim tem início nossa conversação: são um casal de Guerrero há 20 anos vivendo nos Estados Unidos, indocumentados, com 5 filhos e o que estão comprando é para enviar por encomenda aos seus familiares no México.

Eu me despeço para continuar fazendo minhas compras e eles ficam fazendo conta de gramas, miligramas, contando recipientes, óleos, comprimidos, poções que talvez valorizem em seu Guerrero natal, mas que eles, como milhões de indocumentados enviam com tanto sacrifício e sobretudo amor.

 

DO POSCÊNIO AO PROSCÊNIO
Ary Franco (O Poeta Descalço)

         Passamos boa parte de nossas vidas, da infância à puberdade, procurando aprender aquilo que os mais experientes nos ensinam, seguindo bons exemplos daqueles que nos cercam, sonhando sonhos a serem alcançados, tentados a valorizarmos mais o ter do que o ser… A esse preâmbulo existencial  chamamos sucintamente de berço, mas na verdade é o poscênio (bastidores) onde é forjado nosso caráter, donde saímos para enfrentar as imprevisíveis vicissitudes da vida que nos esperam lá fora. Uns se maquiam aparentando ser o que não são; outros suficientemente alicerçados para enfrentar eventuais agruras e percalços que surjam em seu caminho, imbuídos e fortalecidos pelo que de bom assimilaram.

         Uma vez preparados ou não, atuaremos no proscênio (palco) diante de uma plateia que nos ovacionará ou apupará, dependendo do agrado ou desagrado que causarmos com nosso desempenho, até que as cortinas se fechem definitivamente após o último ato.

         No que me concerne, maior parte de nossa vida é passada num palco sob as luzes da ribalta que poderão iluminar uma peça teatral entre a Tragédia e a Comédia, dependendo exclusivamente daquilo que aprendemos a  SER!!!

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  1. PEDAÇOS DE VIDA : Eugênio De Sá – Sem dúvida, esse texto nos leva a uma introspecção
    refletiva e saudosista! A vida é um caminho que percorremos e que dá sentido à existência…
    Estamos sempre em movimento, observando, criando, tentando evoluir e respirar o ar puro,
    de cada momento e enfrentando novos desafios e, quanto mais vivemos, apesar dos altos
    e baixos, queremos seguir vivendo….Sim! Teu pequeno texto é gigante, pois vai de encontro
    ao pensamento de mmmmuuuuiiiittttos seres humanos!!! Parabéns,pelo belo trabalho!!

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Marzo   2.019  nº 17

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COLABORAN: Regina Carvalho…Eugénio de Sá…Lika Oliva Corado…

Regina Carvalho

Não aprecio muito essas datas marcadas no calendário do ano. Entendo que são homenagens, mas por que marcar um dia para parabenizar um instrumento, um objeto, por exemplo? Acredito que os responsáveis pela datação esgotaram suas idéias e conhecimentos. Sei lá! Afinal algumas datas são memoráveis como esta dedicada às mulheres. Foi estabelecida pela ONU em homenagem às mulheres operárias de uma fábrica em Chicago, nos EUA, que morreram incendiadas durante um protesto por salários dignos e melhores condições de trabalho. Justa homenagem, mas por que não estendê-la a Mulher, como ser humano, como matriz da Humanidade?

Desde que neste mundo nasceu, a mulher foi espezinhada, humilhada, martirizada, amesquinhada, vilipendiada, sacrificada, assassinada, desprezada, colocada sob os pés dos homens. A muito custo foi escalando os degraus da dura existência e muito falta ainda caminhar para que seja respeitada e amada como merece.  A mulher ainda é submissa ao patriarcado deste mundo.Ser mulher é ter sido escolhida por Deus para dar vida aos homens.                          

Contudo ser MULHER é um estado de espírito, um presente divino, uma dádiva. É ser a Arca da Aliança, é ter dentro de si um tesouro escondido e, por Amor, dividi-lo  com o mundo!

Buenos Aires, 14 de março de 2019
Marcia Carmo

A alta do dólar e os aumentos de preços da carne, entre outros alimentos, e das tarifas dos serviços públicos continuam pressionando a inflação do país.
Com o resultado de fevereiro, a inflação chega a 51,3% nos últimos doze meses.
Em seu último ano de mandato, Macri desistiu de fazer previsões sobre o índice de preços.
As previsões de inflação e as metas oficiais do índice não foram cumpridas em três anos de gestão. Na quinta-feira (13), neste quarto ano de mandato, o ministro da Fazenda, Nicolás Dujovne, disse que a inflação vai começar a cair em abril.
É preciso esperar para ver
Hoje, a inflação é notória na hora de fazer compras no supermercado
Nesta semana, Macri reconheceu, durante encontro com empresários, que a situação está difícil.

O consumo caiu, os salários registraram perdas no ano passado e o índice de pobreza aumentou a partir de 2018, quando o país registrou os efeitos da crise cambial no mercado internacional.
Neste cenário, Macri tem viajado pelo país e discursado quase todos os dias. O primeiro turno da eleição presidencial será em outubro. Mas daqui a cinco meses serão realizadas as primárias –, com voto obrigatório – e que costumam funcionar como sinalizador de como será o resultado final das urnas.
Macri esteve na quarta-feira na inauguração da megafeira de agronegócios, Expoagro, na província de Buenos Aires, onde elogiou o setor – do qual espera-se a entrada de dólares pela venda de grãos ao exterior, que poderiam amenizar a escalada da moeda americana.
Nesta quinta-feira, Macri esteve em Jujuy, no norte argentino.

Viajar ainda mais pelo país, discursar para vários âmbitos e se reunir com políticos parece ser a receita de campanha do presidente, que busca a reeleição.
Mas os juros altíssimos (acima dos 60%) para colocar um freio no dólar (e seu repasse para os preços) contribuíram para a recessão atual.
Os políticos opositores e aqueles que estavam indecisos começam a ampliar a pressão contra o governo Macri.
Domingo passado foi realizada a primeira eleição deste ano – aqui cada província tem seu calendário eleitoral.
A de domingo (10) foi para governador da província de Neuquén, que fica na Patagônia, no sul do país e é onde está o complexo energético chamado Vaca Muerta – de interesse de investidores bilionários do setor.
O governador local, simpático a Macri, foi reeleito. E o governo comemorou, aliviado. Afinal, o candidato da ex-presidente Cristina Kirchner ficou em segundo lugar. Mas os apoiadores de Cristina também comemoraram. O candidato de Macri ficou em terceiro.
Nesta semana, a província de Córdoba, uma espécie de bastião eleitoral de Macri quando ele foi eleito em 2015, mostrou que a frente Cambiemos (Mudemos), fundada pelo macrismo, está dividida. Fissura que pode enfraquecer o legado de Macri na província, que é uma das maiores do país.
São tempos difíceis para o presidente candidato. E o relógio da campanha já começou a girar.

PORQUE É PRECISO ALERTAR AS CONSCIÊNCIAS
Um Apontamento de Eugénio de Sá ( Portugal) 

Numa sociedade que, aos poucos, se vem mostrando cada vez mais ciente de que não pode continuar desconcentrada e omissa no que concerne à Violência Doméstica, ou de Género, como sói dizer-se, é preciso alertar as consciências quanto à absoluta necessidade de promover acções eficazes e dissuasoras que levem os potenciais agressores das mulheres a pensar duas vezes antes de realizarem tão execrandos actos que levam à morte ou ao desespero as suas esposas e companheiras a quem prometeram amar e defender. Uma mulher não é um objecto de que se dispõe a bel prazer, é um ser humano com os mesmíssimos direitos do homem, e como tal deve ser respeitada.

    Quando uma relação chega ao fim, seja porque razão for que isso aconteça, ambos os elementos do casal têm de assumir essa realidade, e nenhum deles deve mostrar atitudes intransigentes que a nada levam, a não ser ao desencadear de acções condenáveis e perigosas para a integridade física e intelectual, deles e dos que lhes estão mais próximos.

Infelizmente, as causas passionais são em maioria as que levam às agressões, e não raras vezes ao assassínio, se não consumado, pelo menos na forma tentada.

    É um flagelo, o que continua a acontecer por todo o mundo, e a sociedade civilizada e organizada não pode continuar a fechar os olhos à mortandade que persiste e até tem aumentado. Os seus dispositivos legislativos, judiciais e policiais têm de criar e implementar urgentes medidas mais efectivas e dissuasoras que tendam a pôr um fim ao caos instalado justamente pelo “ânimo leve” com que se tem encarado toda esta barbárie.

    De par com o que aqui se aponta, pensa-se que em cada país os respectivos estados devam chamar a si a formação de grupos de especialistas, que estudem as causas e implementem as campanhas de consciencialização adequadas a ser larga e insistentemente divulgadas pelos media, redes sociais e escolas e universidades públicas e privadas.

    Tudo vale a pena quando o que está em causa é evitar a perda dezenas de milhar vidas tão injusta e ingloriamente perdidas, e sempre aumentadas a cada ano que passa.

Nota de Rodapé

    Este apontamento é inspirado no editorial de Março da revista internética Aristos Internacional, assinado pela sua presidente fundadora, Drª Eunate Goikoetxea. E, caros leitores, quando a sintonia de opiniões se revela total, isto é sinal que estamos perto do caminho mais indicado para uma provável solução.

O racismo como DNA da humanidade
Por Lika Oliva Corado

Toda vez que um vídeo da violência da polícia americana contra os afrodescendentes vem à luz, as notícias se espalham como incêndios e circulam pelo mundo. Em seguida, as etiquetas começam nas redes sociais com repúdio e padrões duplos. Mas eu vivo nos Estados Unidos e vi como os asiáticos discriminam os negros e os latinos, ou como os latinos discriminam os asiáticos e os negros. Ou como os negros discriminam os asiáticos e os latinos. Um negro é tão racista, um latino, um asiático, um europeu que um anglo-saxão, por quê? Porque o racismo é patriarcal como a violência de gênero, como a homofobia, como a discriminação.

Ninguém nasce racista ou homofóbico ou misógino; eles são padrões com os quais somos criados e estamos em casa, escola, sociedade, em nosso meio e se nós vamos a outros países do mundo, nós o achamos porque não é territorial; Isso nos consome, nos sugera e nos escuta desumano sem fronteiras.
É o mesmo racismo o de um anglo contra um negro do que o de um capitalista contra um homem rural no país mais inóspito do mundo e o de um mestiço contra um indiano. Ou a vemos na América Latina que critica os Estados Unidos, mas os argentinos discriminam os bolivianos; ou chilenos discriminando contra colombianos, haitianos e dominicanos. Dominicanos que discriminam os haitianos Costarriquenhos discriminam contra nicaraguenses; Os guatemaltecos discriminam os salvadorenhos e os hondurenhos; Mexicanos discriminam os centro-americanos.
E vemos outro tipo de discriminação interna, a maneira como tratamos afro-latino-americanos ou povos indígenas.
A discriminação como entidade patriarcal é sistemática e nos atrapalha como a violência de gênero porque alguns de nós se tornam vítimas e outros se tornam perpetradores. Dói-nos a todos, mais do que outros. E nós, na América Latina, somos ainda mais fodidos porque temos nossa boa dose de classismo incorporada como DNA espanhol pós invasão. Quem nos tira da nuvem!
Não vá tão longe para ver exemplos de discriminação por cor, credo, peso, etnia, ideologia, identidade. Lá está, em nossas casas, no bloco, na colônia, em nossa cidade, em nosso departamento, em nosso país, em nosso continente.
Somos como aqueles que lançam pestilência contra os corruptos nos governos, mas que também se beneficiam da corrupção em menor grau e justificam. Nós jogamos a pedra e escondemos a mão.
Aqueles que estupram um dia já foram crianças, crianças que cresceram com padrões patriarcais, machistas e misógenos; Essas crianças não cresceram em outro planeta, estavam no nosso, conosco como um guia. O mesmo com os genocídios e os corruptos e os racistas; Eles são parte de nossa sociedade, eles cresceram entre nós, são o resultado do patriarcado sistemático que todos nos sobrepõem: alguns mais conscientes do que outros e outros em total ignorância. Um patriarcado que arraigou tão profundamente porque tem a história da humanidade, que não será cortada, mas devemos derrubá-la pouco a pouco.
O racismo não é territorial ou capitalista, porque todos sabemos que conhecemos comunistas, feministas, socialistas e anarquistas que são. E muitos homens esquerdistas que recitam os rosários de Marx, mas que violam mulheres e discriminam os homossexuais. Eu não estou falando mentiras, nós todos os conhecemos, nós os vimos, nós vivemos com eles, em muitos casos somos nós mesmos.
E vemos homossexuais que exigem o direito ao casamento igual, mas denunciam e desaprovam o direito ao aborto, ou vemos que eles discriminam e ofendem e até atacam afrodescendentes por sua cor ou outros pelo seu peso ou forma física.
E vemos tantos lutando nas ruas pelos direitos humanos e têm em suas casas empregadas domésticas às quais não lhes pagam o salário mínimo e as exploram até que elas explodam. A moral dupla não é territorial, é um gene de nossa humanidade.
Toda vez que quisermos ver e apontar o dedo, primeiro temos a obrigação de olhar para dentro e estudar e detectar o que estamos falhando como seres humanos em nossas casas e em nosso meio, para começar a fazer as mudanças. Os Estados Unidos não são uma ilha no meio do nada, milhões de pessoas vivem nos Estados Unidos de todo o mundo e asseguro que não foi o país que as tornou racistas, homofóbicas ou sexistas. Elas já chegaram assim, porque repito que o racismo é o DNA da humanidade. Com isso, não estou justificando o racismo que vive nos Estados Unidos pela sociedade ou estou defendendo o abuso da polícia contra os negros, você tem que denunciá-lo sempre, em qualquer lugar do mundo.
Espero que não cheguemos a outros planetas para contaminá-los com o nosso gene, porque se assim fizermos, acabaríamos com o universo.
A mudança está em nós mesmos, se mudarmos nós mesmos transformaremos o sistema porque o sistema é feito por todos nós.

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Um mundo feito de mudança
Crónica de Eugénio de Sá
Sintra, 12 Março de 2018

« Este mundo é feito de mudança », afirmou-o António Gedeão, e o poeta tinha razão. Com efeito, em cada década, em cada lustro, e mesmo em cada ano que passa, muito do que era considerado inovação passa rapidamente à condição de obsoleto. Isto é hoje um lugar comum dizer-se, mas também é verdade que nem tudo o que evolui ou muda, muda para melhor.

Veja-se o que se passa, por exemplo em matéria do projecto social que queremos preservar tal como foi pensado para um mundo melhor na segunda metade do século passado, um mundo onde sejam respeitados os direitos humanos, um mundo onde não tenhamos de nos sentir inseguros porque ameaças de guerra pesam sobre nós, um mundo mais equilibrado, com o flagelo da fome a ser – ainda que aos poucos – erradicado.

Há que avançar, sim, mas para melhorar as condições de vida dos seres humanos que nos conduza a uma sociedade mais humanista.

Os japoneses, seguidores da doutrina budista, têm uma expressão criada pela sua filosofia de vida. Chamam-lhe “muga”, e que consiste em considerar que todos temos mais um sentido além dos que conhecemos, e que tem por finalidade a de nos permitir avançar com equilíbrio sem termos de atrapalhar as passadas e tropeçarmos nas nossas próprias pernas. É uma figura de estilo, naturalmente, mas que quer dizer que devemos avançar, sim, mas sem darmos passos dos quais nos possamos vir a arrepender.

A poesia dita de intervenção, para ser eficaz nos seus objectivos, recorre-se naturalmente dos exageros da caricatura. Vejamos a essa luz as duas primeiras estrofes do poema que escrevi sob o título “O Terceiro Milénio”:

Quando o novo milénio despontou
Esperei ver algo que o mundo esperou,
 Uma metamorfose esplendorosa
Mas o larvar percurso se frustrou
E vi o que ao meu ser desesperou;
O nascimento de um ser perturbado.

Sem asas, sem voar, não progrediu
E assim deixou de ver, e nem sentiu,
Fez-se dura a cegueira no seu interior
Tenho a certeza que esse novo homem
 Ignora as lágrimas que a outros consomem
E é assim imune aos surtos do amor.

Com efeito, à medida ue se entrava milénio dentro, mais aos justos chegavam sentimentos de decepção perante as expectativas promissoras que nos haviam deixado os derradeiros anos do século XX.

Foi a 11 de Março do ano 2 000 que aconteceu o “crash” da Nasdac, a bolsa nova-iorquina, a derrocada das empresas tecnológicas. Um mês depois entrar-se-ia num plano inclinado que ameaçou tornar-se sem retorno. E o mundo tremeu, simplesmente porque as economias eram interdependentes e os mercados, todos eles, foram obrigados a iniciar um processo de auto regeneração, mas eram caminhos desconhecidos, cujas hesitações levaram a uma inevitável crise de consequências então imprevisíveis. Houve pânico, de tal sorte que os homens frios de Wall Street e de muitas outras Wall Street do mundo começaram a frequentar as igrejas e a pedir a Deus a Sua intercepção. A um Deus de cuja existência se haviam esquecido mas ao qual recorriam então, como última salvação que julgavam possível.

Triste, muito triste, foi ver que logo que surgiram os primeiros sinais de reorganização, os homens e mulheres que tinham, e ainda tem, os destinos no mundo nas suas mãos, rapidamente pensaram que as soluções mais sólidas para obviar que tudo se repetisse passavam pela redução de benefícios aos que trabalham por conta de outrem; a massa anónima de trabalhadores que garante à finança os altos lucros a que está habituada.

E é a isto a que se vem assistindo desde então, com as vertentes mais amargas reflectidas nos dispositivos de segurança social e de saúde, com orçamentos cada vez mais magros para fazer face às sempre crescentes necessidades das populações. E enquanto isto se passa no ocidente dito mais favorecido, noutras áreas do mundo por este exploradas assiste-se a uma miséria e fome que caminham sempre em crescendo para índices extremos de carência absoluta.

A esses, os que mandam neste mundo, eu questiono:

 Ah, homem deste tempo, meu irmão
Quem te criou assim, n’ambiguídade?
Quem com féis e vinagres, quem então
Te temperou o carácter de maldade
E fez de ti um poço de omissão?
 
Vê que pla mão da tua humanidade
Podes mudar o mundo e seres melhor
Veste-te de altruísmo e humildade
Assume a realidade, inunda-te do amor
Com que Deus nos criou; em irmandade!
( do meu poema “O homem do tempo presente” )

Da análise que aqui deixo, e após reflexão profunda, creio bem que a economia mundial, através dos seus núcleos de decisão, vai também alterar as suas práticas no sentido de repor alguns parâmetros que levem a recuperar intenções anteriores. Não fora assim, e tornar-se-ia insuportável o continuado asfixiamento das populações, subordinadas a interesses que, decididamente, não são os seus. E afinal, leitores amigos, é obrigação maior da sociedade perseguir os caminhos do humanismo e da conciliação, tendo sempre por horizonte a melhoria de vida dos povos, independentemente da geografia onde vivem.

Há quem diga que temos uma crise de grandes políticos, homens realmente votados à cousa pública, homens de visão, como os que estiveram na construção da União Europeia, como Konrad Adenauer ou Charles de Gaulle, e outros que lhes sucederam, como Helmut Khol, Harold Macmillan, Amintore Farfali e George Pompidou, só para falar nalgumas personalidades europeias cuja acção mais se evidenciou. No entanto, é minha convicção e, porque não; fé, que outros homens se virão a perfilar para merecer a história pelas melhores razões, tal como os citados. Esperemos que assim seja, porque afinal este mundo continua a ser feito de mudança.

FUGITIVO DO DESTINO

Ary Franco (O Poeta Descalço)

Com minh´alma sufocada por inúmeros sentimentos pecaminosos de revolta, não consigo olvidar aquele neném ainda embrião no ventre de sua mãe atingido por uma «bala perdida», condenado a sobreviver com o espírito aprisionado em um corpo mutilado com sequelas irreversíveis.

Um turbilhão de perguntas aflora-me à mente em busca de respostas plausíveis, somente encontradas em minha Crença Espiritualista Kardecista.

Não existe uma ordem cronológica/etária para a nossa partida eterna. Um nonagenário não irá desencarnar obrigatoriamente primeiro que um bebê, criança, adolescente, etc… Pertence unicamente a Deus designar quando nossa missão estará cumprida e para a qual aqui viemos. Nem um minuto à mais ou a menos.

Focado no acima exarado, resolvi ilustrar o que afirmo com o conto que segue abaixo:

João chegou aos seus 36 anos de idade sempre preocupado por  quanto tempo duraria sua vida. Quando e como seria sua derradeira viagem para o Outro Plano.

Certa noite, num “sonho acordado”, um Mensageiro de Deus aproximou-se de seu leito e disse-lhe: “João, para tua tranquilidade, encerrarás a missão que te foi confiada daqui a 2 anos, quatro meses e dois dias, mais precisamente às 17:30h do dia 25 de outubro de 2019.” Sobressaltado, sentou-se ofegante na cama e chorou convulsivamente, arrependido de ter conseguido resposta para a pergunta que sempre se fazia.

Daquele dia em diante, colocou sua vida em risco crendo piamente que nada lhe aconteceria antes da data aprazada.

No incêndio de uma creche salvou duas crianças das chamas, burlando a vigilância dos bombeiros e adentrando o prédio que estava prestes a ruir. O chão quente não lhe queimava os pés, a fumaça que inalava não lhe sufocava. Agarrou as crianças desfalecidas e, correndo entre labaredas, entregou-as aos bombeiros atônitos com o feito heroico. Quando ia voltar em busca de eventuais novas crianças, foi imobilizado pelos bombeiros e o prédio ruiu às suas costas, impedindo-o de realizar o novo intento. Chorou convulsivamente!

Dias mais tarde, também foi o único sobrevivente de um naufrágio em que todos morreram tragicamente em um mar infestado de tubarões. Milagrosamente salvou-se incólume.

Herdeiro de uma milionária fortuna, sempre vivia abastado, desde sua puberdade. Desfez-se de todos seus bens materiais doando-os a orfanatos, asilos, creches e hospitais exigindo dos beneficiários sigilo absoluto sobre sua identidade.

Um dia antes da data prevista para sua morte, recolheu-se à uma casa de campo, em meio à mata espessa e lá pernoitou.

Passou o dia orando e pedindo perdão a Deus pelos pecados involuntariamente cometidos. O “tic tac” do relógio da sala fazia-se ouvir cada vez mais alto, deixando João suando em bátegas.

Às 17:28h do dia seguinte ouviu o ronco de um monomotor que parecia falhar e se aproximava em voo rasante da casa que ocupava. Em desabalada carreira correu para um descampado próximo tentando fugir do inevitável, deitando-se no chão, encoberto pelo mato não muito alto.

Concomitantemente, o piloto, evitando uma colisão frontal com a casa, deu uma guinada brusca na aeronave buscando uma aterrissagem forçada no descampado. Ao tocar o solo, partiu-se o trem de pouso e o pequeno avião arrastou-se de barriga por um trecho de cinquenta metros. Nesse percurso aleatoriamente escolhido pelo piloto, lá estava João. Não sofreu sobre um leito hospitalar, com seu espírito preso à matéria em vida vegetativa e sua partida foi indolor e imediata.

O relógio carrilhão badalava fatídica e exatamente 17:30h do dia 25 de outubro de 2019.

“NADA ACONTECE POR ACASO, NEM ANTES E NEM DEPOIS”“O BEM QUE PODES PRATICAR HOJE, NÃO DEIXES PARA AMANHÔ 

 

 

4 comentarios en “CRÓNICAS, ARTIGOS Y OUTROS TEXTOS”

  1. Sinto-me honrado e grato por mais uma vez poder aqui deixar expressas as minhas reflexões, porventura aquelas que têm a ver com os interesses das maiorias mais sacrificadas.
    Cumpre-me ainda aplaudir a crónica do ilustre poeta e amigo Ary Franco.

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  2. ARY FRANCO : !»FUGITIVO DO DESTINO»: Que legal, esse conto! Uma maneira de
    Prender a atenção do começo ao fim, trazendo uma meio
    seguro de fazer o leitor refletir automaticamente sobre o tema!
    Bom mesmo é sentir- se leve, livre e solto pelo dever cumprido.
    Gostei!

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  3. EUGÉNIO de SÁ : «O MUNDO FEITO DE MUDANÇA»: Uma crônica inteira para nossa realidade, sonhos e pesadelos….
    para o que nos dá segurança e pra os momentos inseguros!
    O mundo muda, sim, mas os problemas vão crescendo e avançando com maior velocidade, pois o despertar da humanidade, parece lento.O mundo é tão gigante, tão gigante, que o ser está, meio perdido, na expectativa.A ambição desmedida, e a mudança, passam ser uma sufocante e massacrante disputa em todos os setores e níveis em que o ser
    humano se encontra. O sofrimento atinge a todos, que acabam sofrendo por excesso ou por falta… Quem sofre com
    mais com isso? Acho que todos! Como finaliza sua crônica: «esperemos…»

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  4. Eugénio, , realmente as mudanças não param e ficamos espantados , na maior facilidade e ligeireza, amanhã o que hoje foi inventado, já está demode. Incrível ! Tão inteligente o homem, faltou a char a fórmula para acabar com a fome, com a violência, com o descaso. Ou o egoísmo impera no ser humano! Tudo pra mim e os outros?
    Mas sempre temos que ter fé e esperar esperar. Linda tua crônica. demais mesmo. Tudo verdade. Bjos, AugustaBS

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