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COLABORAN:Ilka Oliva Corado-Eugenio de Sá

Médicos cubanos demonstraram ao mundo que, apesar do bloqueio, resposta está na solidariedade
10 DE JUNIO DE 2021 
Por ILKA OLIVA CORADO

No meio de um sistema putrefato, infestado de corrupção e impunidade que carcome até os últimos alicerces da sociedade guatemalteca e leva à sua passagem as vidas de milhares de vítimas, se destaca uma brigada médica que carrega nos ombros os mais vulnerados, porque chega até onde os médicos nacionais não vão. E são os médicos cubanos dispostos a enaltecer o trabalho de salvar vidas.

Um bando de criminosos que colocam suas marionetas no governo de turno se encarregou de arrasar com os recursos e com isto fazer sucumbir o povo ajoelhado diante da violência constitucional, da fome e da miséria; enquanto as grandes máfias dão passagem livre a todo ato delituoso que enriquece os que vivem com o dinheiro do povo.

Enquanto isso, a fome acampa nos lodaçais, também na seca e com ela as doenças crônicas provenientes da miséria; uma alimentação deficiente e às vezes nula. Sem remédios, sem recursos, sem um diagnóstico médico, sem um tratamento adequado, sem doutores e sem um posto de saúde perto dos mais vulneráveis, esse sistema insalubre colapsa pedindo clemência diante da turba de criminosos que tapam os olhos e os ouvidos, mas abrem a boca para cuspir as mesmas ladainhas há cinco séculos. Nesta terra de opressores cínicos e oprimidos que acreditam ainda nos milagres das imagens de gesso que lhes mostram os religiosos, a rebelião é só uma canção do Caribe…

Poucos médicos se formam na Guatemala com o ideal humano de ajudar o próximo, a maioria o faz pensando na mamata de uma clínica privada ou um emprego em um hospital privado. Por isso, ainda que saibam a cura, embora possam receitar, jamais darão uma consulta àqueles que não possam lhes pagar o preço que impõem. São tão cínicos como os donos de terra e gente. Poucos são os que se integram na missão humana e por mais que lutem é como arar no mar diante do colapso sanitário do país das eternas tiranias.

Então é quando chegam os médicos cubanos para dar duro neste país de lastro neoliberal, sucumbido na miséria, podre de corrupção, de cínicos, de escritores de tuítes, de revolucionários de redes sociais, de intelectuais de papel, de artistas de boa vida e de passarelas, de cineastas arrogantes, de poetas charlatães. A esta terra que exporta mão-de-obra barata ao país que a necessite. A esta Guatemala de ventre violado, de desmemória. De povos milenares que se negam a morrer ajoelhados diante do colonialismo do mestiço racista, classista e lacaio.

Os médicos cubanos atravessam montanhas, rios, lodaçais, terras secas, os quilômetros que tenham que caminhar seja de noite ou de dia, para ajudar os irmãos dos povos originários, aos dos arrabaldes, aos camponeses, aos operários de lombos partidos, como nunca fez um médico mestiço guatemalteco que se negou a entrar nas entranhas de sua pátria por puro menosprezo de seu próprio sangue milenar.

Alguns, que aprenderam antes da universidade a solidariedade humana e que a medicina só ajudou a reforçar suas bases, fazem o louvável trabalho, mas são poucos. Somos gratos a eles. E aos médicos cubanos que levam a dignidade de seu povo a outras terras por meio do abraço humano de medicina. “Vão e ensinem a todos” se aplica muito bem às brigadas de médicos cubanos. Pois demonstraram ao mundo que apesar do bloqueio a resposta sempre será o amor e a solidariedade.

ROBERT BURNS
Eugenio de Sá

Robert Burns, foi um poeta escocês também conhecido como o Bardo de Ayrshire, nasceu em Alloway, em 1759 e faleceu em Dumfries, corria o ano de 1796. Viria a ser considerado o poeta nacional da Escócia.

   Embora com poesia ainda publicada em vida, a obra poética coligida em 1801 foi “um dos maiores fermentos do Romantismo, a cujos ideais de licença erótica na poesia e na vida se pode dizer que ele sacrificara a sua. Pela liberdade apaixonada, o erotismo desenfreado, a pungência dorida, a malícia viril, o domínio absoluto de uma linguagem que é menos dialectal do que fabricada por ele com dialecto em inglês literário, a arte consumada de uma musicalidade perfeita, a sua grandeza de lírico é extraordinária. Mas nem a simplicidade aparente, nem o tom popular, excluem uma aguda perspicácia e uma culta desenvoltura, que tudo absorviam e tornavam em original poesia que foi uma rajada de ar fresco nos convencionalismos poéticos do século XVIII. Sátira violenta e revolucionarismo libertário igualmente estão presentes nesta poesia desavergonhadamente autobiográfica. “.

   Apresentado que está o poeta pela voz autorizada de um mestre Jorge de Sena, vamos ver alguma da sua poesia.

ANA

Aí vinho que ontem bebi
escondido numa choupana
quando em meu peito senti
os negros cabelos de Ana!

O judeu lá no deserto
que bebia o que Deus mana
não sabia o mel oferto
nos lábios ardentes de Ana!

Reis, tomai o Leste e o Oeste,
desde o Indo até o Savana,
mas dai ao corpo que as veste
as formas trementes de Ana!

Encantos desdenharei
de imperatriz ou sultana
pelo prazer que darei
e tomarei só com Ana.

Vai-te, faustoso deus diurno!
Vai-te, pálida Diana!
Suma-se o claror nocturno,
quando eu me encontro com Ana!

Venha a noite em negro manto!
Sol, Lua, Estrelas, deixai-nos!
Só com penas de anjo o encanto
direi dos gozos com Ana.