CRÓNICAS, ARTIGOS E OUTROS TEXTOS

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Marzo 2.020  nº 29

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AL SERVICIO DE LA PAZ Y LA CULTURA HISPANO LUSA

Acreditamos que outra pessoa por estar em piores circunstâncias econômicas que nós, merece isso que praticamente é lixo
Por: Ilka Oliva Corado

Muitas vezes nos sentimos derrotados, frustrados e dizemos uma e outra vez, molestos, furiosos, questionando: temos direito a uma vida melhor. Uma vida com direitos trabalhistas, com folga econômica. Direito a uma casa melhor, espaçosa, com grande quintal e outros móveis. A ter a geladeira cheia de comida. A poder comprar o que quisermos, a ter esse dinheiro extra para viajar e comprar um carro ou trocar o que já temos. Direito a um melhor trabalho… sim temos direito e esse mesmo direito têm outras pessoas nas quais não pensamos por estar ensimesmados no que pensamos que nos falta, sem nos dar conta de que outros estão passando muito mal.

A que terá direito o cortador de cana ao qual se vai à vida entre o sol, o lombo curtido e os sonhos rasgados? O boia-fria que vai de fazenda em fazendo colhendo frutas e verduras em troca de um pagamento que não dá nem para o básico? Esse boia-fria humilhado constantemente pelo capataz que pensa ser dono da fazendo. Não têm direito a uma cama esses boias frias que dormem amontoados no solo como lenha cortada? A que terão direito as mulheres que enchem as pernas de veias inflamadas em pé durante 16 e 18 horas trabalhando em fábricas e montadoras? A ir ao banheiro pelo menos? Operárias que saem de suas casas de madrugada e retornam à meia-noite, que não viram um raio de sol durante o dia, as que têm que trabalhar todos os dias do ano. As que não recebem as horas extras.

E as que são contratadas para fazer tortilhas? Nesses restaurantes de luxo, onde fazem as tortilhas ao lado das mesas, quanto ganham essas mulheres? Têm direitos trabalhistas? Não é só fazer tortilha, são as que cozinham e limpam quando o restaurante fecha. As que são bonitas para a foto folclórica que os comensais publicam nas redes sociais. A que terá direito o cortador de cana ao qual se vai à vida entre o sol, o lombo curtido e os sonhos rasgados

Os meninos que engraxam sapatos, que trabalham em lojas e armazéns, que carregam sacolas nos mercados. Que direitos têm? A que nós os utilizemos como burros de carga? A que altaneiros ponhamos os sapatos para que os façam brilhar, aos que exigimos ligeireza para atender-nos? A que têm direito os meninos que vemos todos os dias fazendo malabarismos nos semáforos? As famílias que vivem nos lixões? Terão direito a uma casa como a nossa, com móveis parecidos com os nossos, a nosso carro, a nosso quintal, a nossa geladeira? Ou que nós pertencemos a outro nível e a eles não é permitido um teto para dormir e ter uma cama, um abajur, uma mesa de noite?

Esses meninos não têm direito a uma bicicleta como têm os nossos? Não têm direito a ir à escola, a deixar de ser explorados trabalhando? Esse carregador de sacolas não tem direito a um trabalho que não lhe rompa a coluna vertebral? Não tem direito a ter uma casa com uma cadeira para sentar-se e descansar? Vamos, não têm direito ao lazer?

Essas meninas, adolescentes e mulheres sequestradas para exploração sexual acaso não têm direito a outra vida? E os idosos vendendo nas ruas, expondo-se a humilhações, a que lhes chamem de estorvo, a que sejam alvos de gozação e que lhes exijam descontos que jamais pediriam em um supermercado? Eles têm direito a que? 

Muitas vezes por estarmos imersos em nossa própria dor, em nossa própria cólera e frustração que, é claro, temos direito a ter e a sonhar com vidas diferentes, não vemos que há pessoas que estão vivendo uma vida de inferno, às quais poderíamos ajudar, porque sempre se pode ajudar, ninguém está realmente tão mal para que não possa ajudar outra pessoa em piores circunstâncias. Que tanto é nossa ira para exigir a um governo que transforme as condições de vida não nossas, porque teto para dormir nós temos, mas sim as deles, dos milhares que moram nos lixões? Que mudem as condições de trabalho dos cortadores de cana, dos boias-frias, das operárias? Que tanto estaríamos dispostos como sociedade a não utilizar o trabalho de carregadores de sacolas e a não explorar meninas e adolescentes em trabalhos de limpeza de casas? Que tanto faríamos para que essas meninas tenham a oportunidade de estudar? De que esses meninos que engraxam sapatos e fazem malabarismos nos semáforos estudem? E por essas meninas e adolescentes que deixam os braços nos fogões fazendo tortilhas para que outros encham os bolsos? Dos adultos idosos humilhados para se pôr na frente de uma casa para vender sua cesta de verduras? 

Sempre pensamos em direitos e benefícios para nós e os nossos, mas somos incapazes de pensar que outros em piores circunstâncias também os merecem.

Sempre penso nisto e é uma forma de medir nosso egoísmo humano ou nossa generosidade. Se tivéssemos dinheiro para comprar um par de sapatos novos, doaríamos os velhos para alguém que necessite e compraríamos os novos para nós, ou ficaríamos com os que temos e compraríamos os novos para alguém que necessite? É fácil desprender-se do que já não precisamos e está em mal estado, acreditamos que outra pessoa por estar em piores circunstâncias econômicas que nós, merece isso que praticamente é lixo, e para lavar-nos da culpa, o doamos. Mas somos incapazes de comprar algo novo e dá-lo a um completo desconhecido, mesmo sabendo que o necessita mais que nós. Não, não somos tão boa gente como aparentamos. E não, não estamos em tão más condições econômicas para não virar e ver ao nosso redor e saber que podemos ajudar alguém que realmente necessite. Se não é com dinheiro é com tempo, com o que sabemos fazer, mas que se pode ajudar, se pode.

O ALTAR DA MINHA CRUZ
Eugenio de Sá
(a todos nós, os poetas)

   Somos donos de um feixe de nervos, e, talvez por isso, embora apregoemos que buscamos a tranquila mansidão dos dias, só nos sentimos realmente vivos quando se tece em nós uma teia de emoções. E essa ânsia, essa necessidade, acaba por se tornar num vício que procuramos alimentar de exercícios espirituais sempre vez mais intensos.

   Daí, a tal solidão de que falamos quase como cousa almejada, pois só no isolamento a que nos votamos logramos enlear-nos na tal teia de emoções. E essa solidão não significa que tenhamos de estar fisicamente sós; pode haver gente à nossa volta, que a sempre esperada evasão espiritual nisso não encontra obstáculo.

   E é nesses momentos em que o tempo parece suspender-se, nesses momentos em que nos encontramos numa espécie de êxtase, que sentimos o impulso de escrever, de expor a alma à brancura da tela, que se nos oferece,  virgem, à voragem dos dedos que querem teclar sobre ela as palavras que reclamam por ser escritas.

   É desse íntimo “feelings storm” onde se debatem ideias e sentimentos, que acaba por brotar, espontânea, a nossa poesia, fundada na metáfora que cavalga a nossa expressão criativa.

Corre dentro de nós todo um processo de exacerbação de sentidos; são as estridências da lenha que crepita numa lareira, é o uivar do vento entre as enxárcias de uma nave, são os latidos dos cães que alertam os caçadores, é o rebentar do mar nas rochas alcantiladas de uma penedia, é o manso pranto de alguém em luto pelo ente querido…

   E então enchemo-nos de ruídos, de fantasias, de frases soltas…de histórias por contar.

   Respeitamo-nos, e sabemos que podemos contar com o respeito de quem partilha connosco a sua vida, com a compreensão das pessoas que amamos e que nos amam. É tudo uma questão de uma assumida separação de águas, como as de dois rios que correm paralelos até à foz sem que os seus leitos se misturem precocemente.

   E a vida vai correndo na bonomia da aceitação deste convívio inteiramente isento de crueldade. Quem nos conhece, aceita-nos como somos; às vezes evadidos da presença física que prova que ali estamos, mas só na aparência, porque o nosso espírito voga quiçá por outras latitudes onde até os horizontes são quiméricos.

TORRENTES DO DESERTO
Por: Santa Catarina Fernandes da Silva Costa

O solo ressequido do deserto clamava mediante o calor do sol. As montanhas avermelhadas mostravam, agoniadas, as suas rachaduras e eram tantas!

Por aqui passou Abraão? Cadê os poços que Isaque abriu e com entulhos foram cobertos pelos filisteus?  Agora entendo porque um poço gerava tanta confusão!

Perdida dentro do próprio olhar via os últimos raios de sol banhar as montanhas, pedindo talvez perdão por tamanha dor que provocava, devido à intensa sequidão.

Por seis anos Israel se debruçou perante D’us pedindo água, água que fosse suficiente para molhar a produção. A fonte do rio Jordão  estava   cabisbaixa pois as águas do Monte Hermon  eram tão poucas! O Mar da Galiléia olhava, com súplica, para cima, esperando que a nascente se manifestasse.  O orvalho do Monte Sagrado que descia dos céus, hesitava em levar vida ao Monte de Sião! Os rios estavam secos, retalhados. Eram marcas profundas entre as areias ardentes. Pacientemente esperava Israel.

Um oceano no céu estava sendo preparado e nos grandes montes seria derramado. Primeiro lavou com veemência o Monte Sinai  onde uma dia desceu fogo do alto e registrou nas pedras as leis sagradas.

Estávamos como quem sonha, dentro de um cenário lançado, quando a ordem foi parar. Por quê? As famosas e milenares torrentes se apresentaram nos montes! Lágrimas em abundância lavaram a terra, que se despia para receber a bênção que caia e era só alegria.  O Salmo 126 soou no meu coração “Restaura, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes do Neguebe. Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão…”

A caminhada foi interrompida. Alegria para a terra que se lambuzava de prazer e murmuração pela interrupção.   Enquanto isso a água caia como se fosse resposta de uma longa oração. Que força tem o homem quando o Criador atua na sua criação? Ele dominou por horas e esperamos até que Ele nos abrisse+ as portas.

Enquanto o ônibus corria, víamos o que restou das torrentes, dos rios caudalosos que haviam formado nas areias secas. Registros de sua passagem violenta, das cachoeiras que despencaram dos montes e a tudo levavam à sua frente, sem pedir licença, soberanas como seu próprio Criador.

Pequenos lagos e o deserto estava todo molhado! Atípica visão! O Mar Vermelho, com sua água cristalina, azulada, era só festa. O Mar Morto estava vivo com tanta abundância do céu   misturada na sua salinidade, e tudo era felicidade! Rasgos nas montanhas onde despencaram as águas, ainda estavam molhados e escorrendo ainda as últimas gotas tão esperadas.  O caminho da descida é inesperado, é no momento criado.  O Mar da Galiléia se encheu de prazer e subiram suas águas antes tão cabisbaixas. Os barcos navegavam serenos sem ondas, e nesse deslizar, pessoas falavam de Jesus, que morreu na cruz.

O Rio Jordão se agigantou, se enfeitou de batismos de imersão, vozes de louvor e de oração.

Quando tudo cessou, a amendoeira ofereceu suas flores, nos jardins brotavam cores, cores variadas, vibrantes e tudo virou Primavera.

Retomo o Salmo 126, porque, como peregrinos à Terra Santa, vivemos esse lindo momento: “Quando o Senhor restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha. Então a nossa boca se encheu de riso, entre as nações que dizia: Grandes coisas o Senhor fez por nós; por isso estamos alegres. Restaura, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes do Neguebe..”

Restaura, Senhor, o nosso coração, e nos dê a água da vida eterna, chamada “CONVERSÃO”.

PRIMAVERA E AS SEMENTES VOADORAS
Cema Raizer

Certo dia, resolvi cultivar  um cacto cuja muda, me foi dada ao acaso como sobra de  replantio… 

Sem saber se produzia flores, num vasinho comum, um pouco de terra, plantei o pequeno broto verde, de um cacto sem nome e com carinha de abandono…

O que eu sabia, é que, cacto é planta do deserto, e requer pouca água. Aos poucos, fui me acostumando com a presença dele, criei amor e carinho… coisa de poeta!  Amei de cuidar dele.
A gente  ama e acaba assumindo com muito carinho. E faz bem!  Esse bem  querer que traz alegria que  multiplica e permanece…  Dois anos passaram nesse cuidado, como se cuida, numa troca de confiança  e afeto de mão dupla…  Meu pé  de cacto desenvolveu muitos  ramos verdes, com espinhos suaves… e eu sempre cuidando, tirando uma ou outra erva daninha intrusa.

Passado muito tempo, deparei com  um botão, verde, em forma  de cone achatado…  Minha nossa!  Foi só alegria!  Nem esperava mais, que  esse cacto floresce-se ! Observando o botão dia a dia… Eu o vi Alcançar 4 cm de diâmetro… queria mesmo me surpreender! Em outro momento  deparei com uma flor de  5  pétalas que  me lembrava  uma  onça pintada  e, foi esse o nome que dei à flor! Aliás, passei a denominar meu pé de cacto, de «Oncinha…»

Oncinha foi  produzido muitas flores e eu plantando novas mudas… Há uns meses passados encontrei entre os ramos, uma haste diferente, parecendo um pequeno quiabo…  Achei estranha aquela bananinha rajada de tons verde e marrom, bem consistente! Com certeza  não estava oca.

Fiquei  intrigada, mas deixei quieto. Quinze dias depois, percebi que a tal bananinha desidratou e ia ficando desbotada e murcha…Mais uma semana, e abriu uma rachadura em todo comprimento! Estava  totalmente seca!

Curiosa, forcei a abertura. Que susto! Explodiu numa nuvem de mini paraquedas…  pequenas plumas levíssimas, brancas, suaves, em fiapos!  Eram muitas, voando e, cada  uma  carregando a sementinha marrom.Tantas, que me deixaram sem ação. Procuravam desesperadamente um lugar para agarrar, vi que se aquietavam quando se deparavam na terra dos cactos,e no grande vaso das Madressilvas… foi então que deduzi que estavam buscando terra para se fixar e renascer… Chorei de verdade, de alegria… Então comecei a recolher os pequenos paraquedas, guardando num pote, para encaminhá-los aos que amam a natureza que define a primavera. Nada é mais compensador!

Claro, semeei algumas, para acompanhar todo processo: Meu Berçário:plantei 9 sementinhas! Cuidei com muito carinho: nasceram todas! Estão com 5 cm serão adotadas por amigos que estão aguardando filhotes das misteriosas sementes da «Oncinha!»

Você segue seu “coração”? Cuidado!!!
Pelo Dr. Rubens Siqueira

Muitas pessoas fazem suas escolhas seguindo o que o seu “coração” diz.

A palavra coração nesta situação representa nossa consciência, ou seja, quando estamos diante de uma decisão, seguimos nossa consciência para decidir e assim acreditamos que estamos seguindo o caminho mais correto.

Porém, a credibilidade de nosso coração ou nossa consciência dependerá se temos uma visão humana do mundo ou uma visão construída pela fé, ou seja, se quem está guiando nossa consciência é Deus ou somos nós mesmos.

Quando somos guiados por nós mesmos, ao examinarmos nossa consciência, fazemos usando somente a luz da razão e não com o olhar de Deus com seus valores absolutos e então ficamos sujeitos a muitos desvios.

É importante saber que nossa consciência não cria a lei moral, não é ela que decide o que é certo ou errado; ela apenas julga se um ato concreto está ou não de acordo com a lei que está gravada dentro dela, que pode ser a lei de Deus ou uma lei inventada por nós mesmos.

Quando então alguém diz: “eu faço apenas o que diz minha consciência”, e não se preocupa e nunca se preocupou em querer saber com que valores está sendo formada sua consciência, está com alto risco de decidir pelo caminho errado. A consciência abandonada a si mesma é uma fonte de anarquia, e pode ser facilmente mudada pelo egoísmo, comandada pelo sentimentalismo ou mais comumente corrompida pelas ideias que “estão na moda”.

Neste caso, o nosso coração está sendo guiado por um “palpite”, ou pelo que é considerado pela sociedade como “normal” (todo mundo pensa isso) ou por fim o que a mídia e jornais falam. Desta forma, a chance de errarmos ao seguirmos nosso coração (consciência) será grande.

Há aproximadamente 2600 anos, o profeta Jeremias já alertava sobre isso: “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo? (Jeremias 17.9).

O exame de consciência deve ser feito sob o olhar de Deus (quando somos realmente convertidos), pois esta é a única maneira de nos vermos de forma realista e com objetividade.

Quando olhamos somente com nossos olhos humanos, ficamos na superfície, pois “o homem vê o rosto, a aparência, mas Deus vê o coração (1 Sm 16.7).

A visão da fé alarga nossos horizontes e completa nosso próprio conhecimento. Diz São Paulo que “o homem animal não entende as coisas do espirito de Deus (1 Cor 2.14). O homem dominado por uma visão humana de si mesmo acaba caindo em uma cegueira, culminando em decisões erradas e caminhos tortuosos ocasionados por “seguir um coração” sem Deus.

Livro recomendado: conhecer-se do autor J.Malvar Fonseca.

3 comentarios en “CRÓNICAS, ARTIGOS E OUTROS TEXTOS”

  1. «VOCÊ SEGUE SEU CORAÇÂO?» Dr Rubens Siqueira
    TEM razão!Nem sempre podemos seguir o que dita «o coração»!
    Há muito que se pensar! reconheço perfeitamente os valores ,
    de teu texto! Obrigada!

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  2. Ilka Oliva Conrado – Verdade, um pensar egoísta não leva a lugar nenhum!
    Nessas comparações, oliva mostra o quanto nossa vida é melhor! Um texto
    que leva a meditar sobre o quanto é difícil a vida de muitos, em nosso entorno!

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  3. «O ALTAR DA MINHA CRUZ» : Eugénio de Sá – Bem enunciado o»vício bom»… de nossa vontade escrever poemas!
    Na verdade essa solidão nos torna uma ilha, bem servida, de um mar de inspiração, » No impulso de escrever
    palavras que reclamam por serem escritas!» Quem é Poeta, certamente, entra no teu texto, e se sente em casa!

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