AMAZONIA CRÓNICAS Y NARRATIVA EM PORTUGUÉS

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Septiembre  2.019  nº 23
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AL SERVICIO DE LA PAZ Y LA CULTURA HISPANO LUSA

COLABORAN: María Regina Carvalho….Eugenio de Sá…Waldimir Diniras Martins…Carolina Ramos…
A AMAZONIA NÃO E SO NOSSA, E DO MUNDO!
Por: Maria Regina Carvalho
Por que a Amazônia agita corações e mentes? Porque concretiza o fantasioso da natureza selvagem enquanto influencia o clima de regiões a milhares de quilômetros de distância. O alarme causado pelo fogo e as derrubadas, entretanto, nasce de raízes assentadas em fatos, na razão. As imagens da floresta amazônica, uma das últimas regiões selvagens da Terra, a mata derrubada e seus animais queimados comovem e, a de povos ameaçados, choca, assombra, assusta. Sua grande beleza vem da forca das águas. Ela é uma das grandes reguladoras do clima do mundo. Exporta todos os dias colossal volume de umidade para a atmosfera. O clima da América só Sul e do Brasil em especial é regulado pela Amazônia. As chuvas que alimentam o agronegócio no Brasil Central e trazem água para o Sudeste dependem da umidade transportada da Amazônia por jatos de ventos atmosféricos, que se convencionou chamar de rios voadores. A forca da Amazônia e a força de todos os seus filhos banhados e tingidos pelo seu verde. Ver um raio de luz entre as árvores, ouvir o canto do uirapuru, ilumina a minha alma na aurora da manhã
A força das águas inunda de beleza a Amazônia. A Terra Molhada, caída, traz a lembrança dos que partiram, mas deixa também o cheiro da saudade, a saudade cristã, aquela saudade que vem com Deus, provedor da natureza, do Alenquer, das barrancas, da poesia e da rede dos pescadores no Tocantins.
A força da Amazônia traz a voz dos cantores perdidos, traz o grito da esperança, traz a alegria dos filhos paridos à beira do rio… filhos tantos de Botos que se perdem na correnteza! Filhos que crescem na fantasia dos curupiras e vão amadurecendo indo embora no Carro dos Milagres!
A Amazônia é a força e todos os filhos molhados e tingidos pelo seu verde, no coração da mata, são tingidos também pela alma dos poetas inusitados, dos diplomatas e dos heróis não combatidos, dos políticos honrados guardados no chão de Belém, um horizonte sem fim.
O tesouro 
A Amazônia
Nosso tesouro cobiçado
Em completa devastação
Pede socorro à nação. 
A fauna e a flora,rios, 
Caminhos que abastecem a nação. 
Um rio-mar, levando e trazendo o pão.
Com sua navegação. 
Sementes germinando frutos,
Amazônia, Amazônia
Onde a lenda pousar,
E o uirapuru cantar. 
Brasil seja do povo o novo olhar,
Implanta em cada coração 
O verde da Nação.
As queimadas precisam acabar. 
Dora Dimolitsas
A Amazônia mexe com corações e mentes porque materializa o imaginário da natureza selvagem e influencia o clima de regiões a milhares de quilômetros de distância. A comoção, no entanto, brota de raízes plantadas em fatos, na razão. As imagens de floresta, uma das últimas regiões selvagens da Terra, e seus animais queimados comovem, a de povos ameaçados, choca. Ela é uma das grandes reguladoras do clima do mundo. Exporta todos os dias colossal volume de umidade para a atmosfera. O clima da América do Sul e do Brasil em especial é regulado pela Amazônia . As chuvas que alimentam o agronegócio no Brasil Central e trazem água para o Sudeste dependem da umidade transportada da Amazônia por jatos de ventos atmosféricos, que se convencionou chamar de rios voadores. 
Qual a relação entre queimadas e desmatamento?É profunda. Nem toda queimada é causada por desmatamento (há áreas em que o fogo ainda é usado como ferramenta de baixa tecnologia para limpar pastos e terras agricultáveis e acaba por sair de controle se condições do terreno e do tempo não corretamente avaliadas) e nem todo desmatamento é queimada. Mas na Amazônia praticamente não existe queimada natural devido à grande umidade da floresta, explica Paulo Artaxo, da USP. Quase toda a queimada é resultado da ação humana e majoritariamente ilegal, diz Artaxo.
As queimadas são usadas tanto para induzir a degradação da floresta justificando sua derrubada posteriormente como para limpar as áreas onde a floresta já foi derrubada. O fogo transforma as árvores mortas caídas em cinzas e abre caminho para o gado e o homem. É um instrumento de invasão de terras públicas não destinadas e de unidades de conservação, caso do que o ocorre agora na Floresta Nacional e no Parque Nacional do Jamanxim (PA), na Estação Ecológica da Terra do Meio (PA) e na Floresta Nacional de Altamira (PA), todas entre as dez com o maior número de alertas de desmatamento este ano pelo Deter.
Os dados de satélite indicam também queimada com uma alta liberação de energia, o que é mais condizente com queima de florestas do que com a queima de pastos, explica Mercedes Bustamante.
Todos anos observa-se a utilização de queimadas na estação seca, quando pastagens e campos agricultáveis são mais fáceis de queimar e as florestas estão mais vulneráveis pelo menor volume de chuva.
Em linhas gerais, há as queimadas por desmatamento, intencionais, associadas à degradação e derrubada para invasão de terras públicas, unidades de conservação, reservas legais, por exemplo. A análise dos locais onde há focos de incêndio de janeiro a agosto indica que essa é a causa da maior parte do fogo que torra a Amazônia este ano. Existem também aquelas originárias de incêndios gerados para limpar pastagens ou campos agrícolas e que fogem de controle
Amazônia
Vendo um raio de luz entre as árvores,
Senti-me um iluminado na aurora da manhã.
A bruma não conseguia impedir a minha visão,
Em harmonia com um momento único de ousadia.
A névoa me abraçava como uma grande amiga,
Revelava em si uma eterna e divina compaixão…
Os meus caminhos tornavam-se como um arco íris,
Que destila sua beleza nos encantos naturais.
Eu via animais terrestres e aves por todos os lados,
Mas nunca me cansava e queria sempre ver mais…
Na simplicidade da minha existência na terra,
Jamais pensei ser alcançado com tamanha benção.
Milagres da natureza que não perecem jamais,
Nas aventuras proposta por onde eu passava.
Segredos descortinavam-se diante da paisagem,
A vida generosa escreveu para mim essa história.
No cenário envolvido em cores criadas por Deus,
Ouvia o som da corredeira de águas escuras.
Quando cheguei junto à cachoeira, senti a mansa luz.
Meu coração bateu forte diante desse espetáculo.
Breves anos de conquistas emocionais na Amazônia,
Foram de grande valia para a minha humilde vida.
Revigorei minha alma já cansada e voltei a sonhar,
Agora confiante, vejo a felicidade mal compreendida!
Djalma CMF
A Amazónia está a arder a um ritmo recorde
e o fumo escondeu o sol na grande São Paulo
Investigação, recolha e coordenação de textos: Eugénio de Sá
«  “Mataram o rio, mataram as nossas fontes de vida e agora puseram fogo na nossa reserva”. A descrição é de uma mulher indígena, num vídeo que se está a tornar viral nas redes sociais a propósito dos fogos que estão a consumir a Amazónia.
Há semanas que as chamas devastam floresta e mato nos estados do Norte do Brasil, incluindo áreas pertencentes à Amazónia (considerada o Pulmão da Terra) e ao Pantanal. As perdas são imensas
Entre 2000 e 2017, a Amazónia perdeu uma área superior à da Alemanha, ou seja, cerca de 400 mil quilómetros quadrados, revela a BBC Brasil
A indignação pelo que está a acontecer à Amazónia alastra nas redes sociais. »
O escritor Milton Hatoum escreve poema sobre a floresta da Amazónia:
Amazonas:mito grego
menos antigo que os mitos da Amazónia.


Os que vivem no Cosmo há milénios
são perseguidos por mãos de ganância,
olhos ávidos: minério, fogo, serragem, fim.
Quem são vocês,
incendiários desde sempre,
ferozes construtores de ruínas?
Os que queimam, impunes, a morada ancestral,
projetam no céu mapas sombrios:
manchas da floresta calcinada,
cicatrizes de rios que não renascem.
atrás da humanidade amazónica?
Que triste pátria delida,
mais armada que amada:
traidora de riquezas e verdades.
Quando tudo for deserto,
o mundo ouvirá rugidos de fantasmas.
E todos vão escutar, numa agonia seca, o eco.
Não existirão mundos, novos ou velhos,
nem passado ou futuro.
No solo de cinzas:
o tempo-espaço vazio.
O Planeta está em perigo !
Águas contaminadas, ar poluído, solo degradado, desequilíbrio ecológico, clima em transe…Os alertas são claros: o mundo está em grande perigo, tal como todas as espécies vivas.
Pela primeira vez, a concentração mensal de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera superou o nível de 400 partes por milhão (ppm),
no mês de Abril. Em todo o hemisfério norte, ventos extremos, como secas e cheias, mostram-se cada vez mais frequentes e violentos, quebrando todos os recordes.
A degradação e a desertificação ameaçam as terras férteis do mundo, com consequências alarmantes: insegurança alimentar, pobreza, escassez hídrica e maior vulnerabilidade às mudanças do clima.
A escalada dos preços dos alimentos é uma questão de vida e morte para as populações que vivem em países em desenvolvimento e que gastam até 75% de sua renda para conseguir comer.
A segurança alimentar global está ameaçada pelo surgimento e disseminação de pragas e doenças, um fenómeno estimulado pelo aquecimento global, Tal fenómeno constitui mais uma ameaça à produção de alimentos.
Actualmente, mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo estão expostas à poluição tóxica em níveis superiores aos tolerados pelas organizações internacionais de saúde. Essas populações vivem em regiões contaminadas por metais pesados, pesticidas e até por substâncias radioativas.
O derretimento de gelo no Ártico é uma verdadeira “bomba relógio». O degelo intensifica as mudanças climáticas com a liberação de toneladas de gás metano, um gás efeito estufa 20 vezes mais potente que o dióxido de carbono (CO2). O derretimento dos subsolos árticos congelados, o chamado permafrost, está a  contribuir para o rápido aquecimento do planeta. Isto afecta o nosso tempo e o clima, reforçando os fenómenos das mudanças climáticas.
A afectação do meio hídrico – os oceanos
Aproximadamente um terço da biodiversidade dos leitos marítimos polares estão ameaçados de extinção como consequência da mudança climática. A perda progressiva das calotas polares está a gerar resultados nefastos para o ecossistema das regiões ao permitir uma maior penetração dos raios solares no leito marinho.
Os oceanos são os maiores aliados da Terra para a manutenção do seu equilíbrio climático. Eles absorvem grande parte da radiação solar que atinge o Planeta e também funcionam como sumidouros de dióxido de carbono (CO2). Mas esses heróis do clima já se revelam vítimas do aquecimento global. Várias formas de vida marinhas estão já a ser prejudicadas.
A Grande Barreira de Corais Australiana já perdeu mais da metade de sua cobertura (50,7%) nos últimos 27 anos. E, se nada for feito na próxima década, podem restar apenas 5% da formação no ano de 2022. Não para aí. Segundo pesquisa global com mais de 700 espécies de corais estão ameaçadas de extinção com o crescente aumento de temperatura do planeta.
Quem disse que a elevação do nível do mar é um problema distante? Estudos já relacionam a elevação do Pacífico às mudanças climáticas. As águas subiram cerca de 20 centímetros nos últimos 200 anos.
A elevação das temperaturas tem causado o que os cientistas chamam de “stress térmico” no mundo animal. Durante os últimos vinte anos, pesquisadores europeus vêm estudando o movimento de populações de aves e borboletas no continente frente às mudanças cada vez mais constantes no clima. O resultado preocupa: os animais simplesmente não conseguem migrar na velocidade necessária para habitats com condições propícias para a alimentação e procriação e correm risco de desaparecer ao se concentrarem em regiões com clima mais hostil.
Já somos sete biliões de pessoas no mundo, comendo, usando energia, poluindo e consumindo cada vez mais produtos neste nosso planeta, que afinal sempre é finito !
O Grito da Terra!
Por: Waldimir Diniras Martins
Brasil
“Envenenar a Terra é o mesmo que, envenenar a Placenta,
que está alimentando o teu filho”.
Sou um ser vivo, e o meu nome é Terra.
Sou a casa do Homem.
Sempre o acolhi e lhe ofereço de graça: Moradia, oxigênio, água e alimento.
Além de minha espetacular beleza…
O tempo passa e não sou honrada.
Deus criou-me e abençoou-me.
O homem foi formado do meu pó…
Bem depois de mim!
Deus entregou-me, por herança ao homem.
Como cuida de sua velha mãe, o homem deveria cuidar melhor de mim.
Só tenho recebido abandono, desprezo, desamor e pouca importância.
Tudo o que consigo gerar, é para o uso humano e para outros seres que abrigo.
Mas o homem é mesquinho, egoísta e quer ser o dono de tudo.
Agride-me, fere-me e toma de mim, todas as minhas riquezas.
Deixa–me cicatrizes profundas.
O petróleo é arrancado de minhas entranhas e isto só me enfraquece.
Poços são abertos e incendiados, com intenções vergonhosas e sádicas.
O homem espalhou sobre mim, uma manta negra chamada asfalto.
Com ela, não consigo transpirar como outrora.
Sinto-me sufocada, febril e doente.
Este cobertor de asfalto, tem me dado muito calor.
Não consigo tirá-lo, para refrescar-me.
Arrancaram minhas vestes e me desnudaram.
Minhas matas e florestas estão sendo destruídas, adulteradas e saqueadas.
Veja parte de minhas cicatrizes…
A assolação estendeu-se sobre meu corpo.
Lançaram fogo sobre minhas vestes…
Poucos correm para socorrer-me.
Muitos estão cegos e insensíveis.
Observam-me agonizando, enquanto contam seus lucros insaciáveis.
Estou sendo vergonhosamente atacada e dizimada, pela implacável crueldade humana.
Antes, minha chuva molhava as plantações.
Agora a chuva ácida, é provocada pelo homem, exterminando minhas vegetações.
Hidrelétricas possantes são construídas.
Mas, a fauna, flora e rios, são sacrificados…
As águas dos rios e dos mares, formam o meu sangue.
A camada de ozônio, minha proteção natural a teu favor, foi violentamente agredida.
Asfixiam-me com detritos e gases (monóxido de carbono).
(Pequenos atos de educação, não jogando papel no chão,
ou lixo nos córregos, já me ajudariam).
A poluição desenfreada, me contamina e me envenena, lentamente.
Muitos seres estão pagando, com a própria vida.
O homem pensa muito, em si mesmo.
Sinto-me sozinha e indefesa.
Bombas atômicas são explodidas impiedosamente.
Testes nucleares são constantemente realizados sobre mim.
Mísseis e outros artesanatos nocivos são desenvolvidos, com a intenção de matar.
Minha superfície e biosfera, estão desequilibradas.
Já não sou a mesma jovem do passado, sinto-me fraca.
Não consigo mais controlar minhas reações.
As vezes tenho tremores e sinto calores intensos, que não consigo esconder.
Degelo, aquecimento global e enchentes, são alguns sinais das enfermidades,
que lançaram sobre mim.
Percebo que o homem realmente, não gosta de mim…
É insensível aos meus tremores.
Não ouve os meus gemidos e soluços.
Mas, preciso gritar bem alto!
O homem não está percebendo minhas lágrimas…
Minha voz está presente em meus sinais silenciosos…
Sou uma das pequenas engrenagens do Universo.
Observo inúmeros objetos lançados pelo homem, formando ao meu redor, o lixo espacial.
Depois não reclamem, não exijam nada de mim…
O homem acendeu uma bomba relógio contra si.
«Não erreis:
Deus não se deixa escarnecer;
porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará."
(Gálatas 6 : 7)
Existem muitas bandeiras, que devem ser respeitadas, não é?
Existem muitas leis…
E eu (a Terra), que te alimento e te carrego no colo, de dia e de noite…
Tenho algum direito?
Ouça os meus últimos gritos:
Socorro! Ajuda-me!
Ainda dá tempo…
Não me deixe ficar estéril.
Tenho um compromisso contigo.
Mesmo ferida…
Preciso produzir grãos e alimentos.
Para que possas viver!
Esta é a tarefa que recebi de Deus:
Cuidar de Você!
Com proteção e Amor!
Assinado: Terra
Brasil
Lembre-se:
Deus perdoará SEMPRE.
O Homem perdoará, às vezes.
A NATUREZA, não perdoará NUNCA
AMAZÔNIA
Carolina Ramos
      A Amazônia, mercê dos encantos oferecidos pela pujança de sua flora e fauna, atrai não apenas os que a procuram por interesse turístico.  Cresce  ainda mais o seu poder atrativo, ante  a cobiça mundial que de olhos voltados para as riquezas entesouradas no seu solo, paqueram a caça com impaciência. E,  agora, para nosso desgosto, embasados nas dificuldades cruciais que o Brasil atravessa, creem chegada a oportunidade de por fim a essa espera.
      Vários motivos apressam o encorajamento dos mais afoitos. O fogo, a alastrar-se faminto, a devorar o verde patrimônio florestal, é o principal deles. E aí ressurgem  os slogans oportunos, que,  assoberbados, repetem: «A Amazônia é o pulmão do mundo!» – como se de fato, sem ela, o mundo viesse a morrer asfixiado. Este é um dos clichês há muito desarticulado por gente capaz de ir em busca da verdade para trazê-la a luz, sem molda-la a interesses próprios. Gente cujas pesquisas apontam, entre as principais causas da poluição ambiental, o trânsito e as múltiplas chaminés das grandes e intocáveis potências.
      Alguém terá esquecido as queimadas que acontecem por aí, e, em especial, aquelas,  ocorridas nos Estados Unidos, em Portugal e Espanha, em tempos não muito distantes, e que tanto lamentamos?
      O fogo se faz presente na Amazônia, a cada ano que passa, quase  como que um fenômeno natural,  ou em virtude dos desmatamentos intencionais. E, se abusivos, em governos anteriores, menos responsáveis, que estranhamente sequer foram questionados e não receberam as acerbas e imerecidas críticas e também ameaças, recebidas  hoje pelos os que querem trabalhar  e são perturbados por gente no Brasil nascida, que prova não ter alma e nem coração brasileiro.
      Temos problemas? Ninguém os nega. E quem não os terá?!A Amazônia é um potentado que merece nossa atenção especial, mas, também o respeito de quem indevidamente a cobiça.
      Já deveríamos, ter pensado nela com maior desvelo? – Claro que sim! E, então, por que não nos foi cobrado, há mais tempo, esse descaso que nos vem de tão longe, e cujas faltas são hoje indevidamente jogadas nas costas do atual Presidente, pactuando com esse ofensivo desrespeito à nossa soberania?
      Corre, inclusive, via ‘WhatsApp, uma foto da cidade de São Paulo, céu escuro, embora não noite ainda, sendo aquelas nuvens pesadas atribuídas à fumaça das queimadas na Amazônia. Foto acompanhada de legendas em idioma espanhol, profundamente caluniosas e pesadas contra o nosso atual Presidente o que ainda estimula a intervenção estrangeira na Amazônia e, além de ridículo, é profundamente insultuoso, venha de onde ou de quem vier.
      Alguém terá, por acaso, pensado na possibilidade dessa fumaça aqui chegada ser fruto das queimadas da Bolívia? Mais vizinho a nós está esse país, do que propriamente a nossa Amazônia («3 mil km distante!» como é ressaltado na foto em questão). Claro que alguém  deve ter admito essa possibilidade, embora tenha calado e esquecido que a Amazônia é Brasil  e precisa ser defendida, sem filtros,  por todos os brasileiros. O que  de nós se exige, na atual problemática, é muito amor. Mais do que nunca, muito amor à Pátria, em rejeição à cobiça com que é cercada esta questão.
      Aqueles que à Amazônia chegarem como amigos e bons samaritanos dispostos a ajudá-la, sempre serão bem-vindos! Mas… se escondem garras ferinas  e mal intencionadas, que as deixem em suas casas, cientes de que a Amazônia tem um dono. E esse dono tem nome – Brasil!

3 comentarios en “AMAZONIA CRÓNICAS Y NARRATIVA EM PORTUGUÉS”

  1. Fiquei emocionada com as diversas manifestações!Quatro escritores envolvidos em divulgar uma realidade cruel que atinge o
    Brasil e, consequentemente, o mundo! Há, em todos, razão e coragem…conhecimento e preocupação e, a esperança de todos
    nós, em relação ao respeito, proteção e preservação! NATUREZA! Esse bem precioso,pelo qual os 4 escritores trouxeram à tona,
    sua paixão… num recado de amor pela natureza…nessas mensagens gigantes! Obrigada!

  2. Espetacular o texto de cada escritor, mas sinceramente nenhum comparável com o do escritor Waldimir Dinira Martins do Brasil.

    Este escritor encaixou as palavras com sentimento, com um belo e espetacular Português, e uma oratória convincente das agruras do homem sobre a Flora, Fauna e Águas, todos encontrados sob quaisquer formas na Natureza.

    Parabéns pelas elucidantes e convincentes comparações efetuadas no texto, demonstrando o que é viver da Natureza, que se viva tem a ofertar, se morta também pode nos matar, porque Deus é Misericordioso e é Vivo e perdoa sempre; o homem não tem escrúpulos e perdoa de vez em quando, mas a Natureza aleijada e semi morta nunca perdoará os homens que a destrói.

  3. Magnificas descrições de uma triste realidade. A Natureza que é tão bela e de uma grandeza sem limites, tudo nos oferece, mas também tudo nos tirará, pela maldade e ganância de alguns.
    A Natureza é vida que aos poucos os homens matam sem qualquer ressentimento.

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