TEXTOS A TERRA

 

A TERRA
Rose Arouck

A Terra é nossa casa e devemos cuidar com carinho para que não venhamos
sofrer as consequências no futuro. Estamos tendo modificações no nosso clima
e esse efeito estufa é causado pelo Homem.
«É inequívoco e indiscutível que os humanos estão esquentando o planeta,
diz um dos autores do relatório, o professor Ed Hawkins,
 da University of Reading, no Reino Unido.»
O fato é que a poluição, com emissão de gazes produzidos pelos excessos da modernidade,
estão cada vez piores e evoluindo com muita rapidez, o que compromete cada vez mais
o nosso «amanhã»…Tem também o problema dos desmatamentos que estão em grande escalas,
tornando nossas florestas cada vez mais deficientes afetando de maneira direta o equilíbrio.
E tem ainda o aumento do nível da água do mar, que segundo os cientistas,
 não pode ser descartado, nem ignorado.
Mas ainda há tempo desse panorama mudar. Basta que a humanidade se consciencialize e regenere
suas atitudes, dando mais atenção ao que está causando esses desastres ecológicos, e tome providencias
para mudar esse quadro negativo em que se encontra nossa amada Terra, para que possamos usufruir
a Natureza com mais respeito, e o clima se estabilize, para proporcionar segurança à nossa saúde.

Cuidemos da Mãe Terra

Habitamos um planeta lindo e farto, com certeza!
É a nossa amada e bonita Terra que nos abriga…
Somos parte viva e inteligente de sua Natureza;
Devemos respeitá-la como um filho que lhe condiga.

A Terra é uma velha mãe que nos supri e nos acode;
Dá-nos oxigênio, água, e nos alimenta com sua flora.
Devemos cuidar com carinho dessa Orbe, pois ela pode
 Nos deixar morrer,com a falta de sólos férteis, sem demora.

Os cuidados são muito importantes e nescessários;
Vai do pequeno gesto, ao amor que o Mundo espalha.
Devemos saber separar os maus atos voluntários…

O acolhimento do nosso Planeta Terra é maternal!
Evitemos maltratrar a fauna, flora e nossos ares,
Desse modo viveremos melhor e de maneira mais natural.

 

Pobre humanidade, ao que nós chegámos!
Por: Eugénio de Sá

A ‘esquizofrenia climática’ está aí
e não pode ser mais ignorada!

Do dramático degelo dos pólos e dos picos da majestosa cordilheira dos Andes, que se estende entre o Equador à Argentina; das enormes inundações pluviais ao calor extremo que se vêm registando da Europa à Índia; dos grandes incêndios que lavram na Califórnia e no Nevada, na costa Oeste dos Estados Unidos, tal como na Grécia e na Turquia, o mundo está já a ser confrontado com as realidades anunciadas – e perigosas – em resultado das alterações climáticas.
Por tudo isto, urge a tomada das medidas que os cientistas há muito vêm reclamando, agora já só para tentar minorar os terríveis e catastróficos efeitos para o planeta e para os seres vivos que o habitam, que se estima vejam a ser bem piores dos que nos são já patentes.

Não quero de Santelmo o fausto lume
Nem de Mavorte o ferro ensanguentado
Do apocalipse não lhe aceito o fado
É a Deus que endosso o meu queixume!

  Depois da fome, da miséria, e dos efeitos nefastos da exploração desenfreada de largas franjas da sociedade, da selvática desflorestação dos pulmões do mundo, da emissão desregrada de gases para a atmosfera pela queima dos fósseis – que provocaram o já irreversível aquecimento global – nós, os habitantes deste sacrificado planeta, vemo-nos agora confrontados também com fenómenos climáticos de toda a espécie e catástrofes que acontecem um pouco por toda a parte, como as violentas ondas de calor que estão a provocar grandes incêndios em vastas áreas de múltiplos países nos dois hemisférios.

Entretanto, os mares e oceanos são autênticos reservatórios de plásticos e outros imperecíveis, condenando à extinção muitas espécies da fauna marinha.
Como referi num recente Apontamento:
«Os oceanos cobrem dois terços do nosso planeta
e a sua influência é decisiva para a vida na terra

 O pulmão do mundo está nos mares, e não nas florestas, afirmam-no os mais eminentes cientistas. Dos oceanos provém boa parte do oxigénio que respiramos, e é nesse imenso meio hídrico que é absorvido o excesso de gás carbónico que é lançado na atmosfera.

Pode, portanto, afirmar-se que os oceanos controlam o clima e a água deste belo planeta a que chamamos Terra.

(…) A despeito dos insistentes avisos de cientistas de todo mundo, o sistema dos oceanos dá sinais de começar a alterar-se em termos irreversíveis, o que poderá levar inclusive ao desvio das grandes correntes oceânicas, com resultados imprevisíveis, mas certamente muitos gravosos para o equilíbrio climático.»

  E, tal ‘cereja’ sobre toda esta panóplia de ‘desgraças’, somos agora também vítimas deste vírus fatal que já matou milhões e que ameaça manter-nos a todos seus reféns ainda por longo tempo.     

Oxalá, os que ainda viverem depois de dominada a pandemia, possam recuperar da condição de solitárias sombras amordaçadas e privadas da maior conquista alguma vez alcançada pela humanidade: a liberdade.

Demografia 

  No que respeito à dinâmica populacional humana à escala mundial, vejamos o que dizem os cientistas:

«Há 10.000 anos éramos apenas um milhão. Em 1800, faz pouco mais de 200 anos, já éramos um bilião. Há 60 anos, por volta de 1960, chegamos a 3,5 biliões. Actualmente, superamos 7,5 biliões de almas.  A este ritmo, em 2050 os nossos filhos e os filhos dos nossos filhos viverão num planeta habitado por cerca de nove biliões de pessoas. E antes do final do século XXI, seremos pelo menos dez biliões, talvez mais.

  No seu livro “ Tem Billion” (Dez Biliões), o professor Stephen Emmott, de Oxford, tentava advertir-nos da realidade apocalíptica que aguardará a humanidade se alcançarmos essa formidável cifra de pessoas sobre a Terra. Todavia, é fundamentada a possibilidade de que o ritmo de crescimento entre em retrocesso muito antes, e que nunca cheguemos a esse ‘perigoso número 

– É o que adianta um estudo publicado na revista médica The Lancet, segundo o qual o pico de população mundial ocorrerá na década de 2060, com 9,7 biliões. E, a partir daí, a humanidade ir-se-á reduzindo lentamente, até chegar a 8,8 biliões em 2100

Reflictamos, pois

  Pensemos num horizonte mais próximo: como será o mundo dentro de uma vintena de anos? Como vamos viver até lá?

  As escolhas que fizermos agora e os caminhos que percorrermos irão necessariamente ter grandes impactos nas nossas vidas e nas dos nossos filhos e netos.

  Já falámos acima das alterações demográficas que se estima vão operar-se na humanidade. Nações já muito populosas sê-lo-ão ainda muito mais, como é o caso da Índia, da China, do Paquistão e da Indonésia, na Ásia; da República do Congo, Etiópia, Nigéria e Egipto, em África; dos Estados Unidos, México e Brasil, no continente americano, etc.

  Entretanto, espera-se que a miséria continue a ser erradicada, enquanto a ciência irá continuar a desenvolver novas tecnologias para produção de alimentos.

  Dentro de pouco mais de dez anos dois terços da população mundial viverá em mega cidades que serão projectadas para proporcionar às pessoas uma vida urbana mais verde e sustentável, e a as energias limpas vão substituir outras fontes de energia que se têm mostrado nefastas para o clima. Mas não nos esqueçamos que o mal está feito e que a Terra conhecerá ainda por largo tempo os efeitos dos erros e abusos praticados. Certo é que a água será um recurso considerado cada vez mais escasso, senão mesmo critico, e é provável que essa escassez venha a precipitar a necessidade de maiores investimentos em investigação e recursos para acelerar a dessalinização massiva da água do mar.

  Para que o equilíbrio se tenda a restabelecer e o planeta possa regenerar-se, na medida do que ainda for possível, é absolutamente necessário que os homens hajam intuído tudo isto, e se entendam, para que que resulte num verdadeiro conserto das nações, como foi já começado a observar-se nos recentes Acordos de Paris. Foi um passo importante, é verdade, e bastou para que voltemos a ter fé em que os mandantes deste mundo irão conscientemente promover acções que levem a poder perseguir, com êxito, este objectivo.

  Cabe-nos esperar para ver onde essas promissoras tendências nos levarão. Todavia, será bom que todos nós colaboremos proactivamente para garantir um futuro melhor.

Bagé: um Cheiro de Campanha e de Saudade!!
JJ. Oliveira Gonçalves
Porto Alegre, Brasil

A Terra em que nascemos no molda um pouco – ou muito. O corpo. A Alma. O Espírito. O jeito de ser. Inclusive, o caráter. Nos atila os Sentidos e nos enobrece os Sentimentos. Por quê? Porque herdamos características latentes dessa Terra. É o Telurismo da Terra correndo em nossas veias. São as Raízes da Terra vicejando dentro de nós. São Laços-de-Afeto tecidos pelas mãos da Terra-Mãe: maternais e imperecíveis! Ah, essas Ramificações Interiores são braços que nos acolhem, nos acalentam, nos encorajam, nos abraçam maternalmente. E nos impelem a combater (sempre!) o Bom Combate. Ao mesmo tempo, nos ensinam no sentido de que sejamos fraternos, justos, solidários e generosos! Porque a Terra molda Guerreiros e Pacificadores.

Na amorosidade destas palavras, (ou destes versos?), deixo pedacinhos sentimentais de mim impregnados do Amor que sempre senti, (e sinto!), por minha Terra Bagé – carinhosamente apelidada de “A Rainha da Fronteira”. Embora estejamos bastante longe, um do outro, minha Terra anda sempre comigo. Anda nas carícias agradecidas de minhas mãos. Nas distâncias saudosas de meus passos. No horizonte de meus olhos perscrutadores e tristes. No mantra suspiroso e carinhoso de meus lábios. Esparramada em meu Ser de homem, de filho e de poeta! Enraizada, assim, nas paredes Etéreas da Alma! Bagé: um cheiro de Campanha e de Saudade… Debruçada nas cercas (de madressilva!) das Lembranças perfumadas do coração!!

PACHAMAMA ?
Carolina Ramos
Brasil

         O assunto é por demais delicado, já que bate de frente com tudo o que  nossa crença abraça.

         Sabemos o quanto devemos à Terra que nos viu nascer e  nos ajudou a crescer em termos físicos, alimentando um corpo, nada mais do que um receptáculo indispensável para amparar aquela alma espiritual que nele mora.

         Entretanto, se à Terra devemos o sustento do nosso próprio corpo, por ela nutrido com ajuda do nosso esforço pessoal, que a ela seja dado o devido respeito, evitando-se, o quanto possível violenta-la, preservando-a dos desmandos, das queimadas, dos desmatamentos que levam à falência da fauna e da flora, binômio indispensável ao viço da vida humana! Isto, sim, é perfeitamente válido almejar.

          Mas, de onde virá o alimento que dará sustento à alma, já que a alma não se nutre da matéria e, voltada para o inefável, procura dentro de si mesma vestígios daquele Deus que a criou e cujo retorno aguarda que aconteça, num  dia qualquer ainda não definido?

         Céu e Terra –  dois pólos opostos que se tocam, sem que se misturem, uma vez que um é divino e o outro não passa de simples matéria. As crenças precisam ser respeitadas, longe de antagonismos, cada uma no seu âmbito – o que  é um direito indiscutível. Cada ser, esclarecido, crê no que quer crer, com base no próprio discernimento. Impor-lhe novos critérios, à revelia, é tentar violentá-lo. 

         Como, então, entender, ou pior ainda, como aceitar que sejam abertas, à revelia, as portas da igreja católica, com seu credo altamente definido, para impor-lhe o culto de uma crença originária de tradições indígenas, até agora bastante desconhecidas? E, ainda, sem o menor respeito, introduzir a imagem de uma deidade oriunda de povos andinos,  semi despida, e desconhecida no seio de uma instituição de âmbito mundial, como o é a Igreja Católica, com vistas a que venha ser passivamente aceita?  E mais – como evitar questionamentos, ao ser essa imagem discutível entronizada em altares cristãos, a imiscuir-se, agora, aos ritos religiosos, à espera de que  fiéis se ajoelhem ante ela, depositando-lhe aos pés suas reverências, orações, pedidos e esperanças?!

         Em sã consciência, tudo isto não passa de uma  apostasia, que a alma cristã, profundamente ultrajada em seus sentimentos mais puros, repudia com alarme, ao ver ferida o que de mais sagrado resguarda a intimidade de sua alma, ou seja, aquela Fé Cristã,  desde sempre a pautar os rumos da sua vida terrena, até que,  num certo dia que apenas Deus conhece,  lhe há  de servir de transporte para o Infinito.