TEXTOS COVID-19 EN PORTUGUES

 

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Septiembre  2.020  nº 35

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AL SERVICIO DE LA PAZ Y LA CULTURA HISPANO LUSA

COLABORAN: Ary Franco.- Eugenio de Sá.-Santa Catarina Fernandes da Silva Costa.- Cema Raizer

COVID-19
Ary Franco (O Poeta Descalço)

Sem previsão de partida, instalou-se na Humanidade este inimigo silencioso e invisível, disposto a dizimar significativa parte dos seres que habitam este nosso vilipendiado planeta.

Vejo nas ruas pessoas com rostos semicobertos por máscaras, talvez até sorrindo sorrisos amordaçados e não aparentes para mim. Se eu os retribuo, também ficam elas sem o saber!

Médicos infectologistas travam uma luta incessante em seus laborabusca tórios em de um remédio ou, até mesmo, uma vacina que interrompa o galopar inclemente desse vírus que ceifa diária e aleatoriamente milhares de vidas inocentes.

Enquanto o sucesso desta descoberta não ocorre fica-nos a pergunta que não quer calar QUANDO?!

DEMOCRACIA E COVID
Por: Eugénio de Sá (Portugal) 

O pretexto da defesa sanitária das populações tem vindo a revelar-se condição para relegar para segundo plano mais de um século de conquistas sociais, sendo a liberdade o vértice da pirâmide de todas, e dela decorrem todos os direitos humanos incluindo os da cidadania, vigentes nos regimes democráticos.

A reflexão que se segue é eventualmente passível de ser entendida

como forma de pretender lançar a polémica sobre a organização social dos diferentes países do mundo em que vivemos. Não, todavia, essa a intenção do signatário; este pretende tão somente trazer aos leitores a análise dos factos relativamente à medidas adoptadas para combater a pandemia Covid-19 e os respectivos resultados obtidos.

Covid-19: Sobreviverá a democracia ao coronavírus?

A democracia, uma vez perdida, não voltará mais, avisa o Nobel Paul Krugman

Embora entenda as razões desta afirmação (veja-se o caso da Venezuela) mas antes que estejam reunidas as condições para que uma ditadura se instale, há toda uma panóplia de razões que podem levar a semelhante situação; desde logo os erros acumulados por uma democracia corrupta e incapaz, e depois a adesão das populações aos «populismos», forma de motivar as multidões usando técnicas da psicologia, em que os potenciais ditadores são mestres.

Pensemos em conjunto:

« A democracia americana pode estar a morrer. A Covid-19 e as suas consequências económicas são aterradoras. O pior está ainda para vir.  lê-se no New York Times; “porque é tão assustador? Porque mostra que a América que conhecemos pode não sobreviver por muito tempo. A pandemia acabará e a economia pode finalmente recuperar. Mas a democracia, essa, uma vez perdida, não voltará mais, e  estamos mais perto de perder a nossa democracia do que muita gente pensa…”

A pandemia levou a que muitos países tomassem medidas excepcionais para garantir a segurança dos seus habitantes. No entanto, alguns governos utilizaram esta emergência de saúde como pretexto para aumentarem o seu poder sobre os direitos das populações. Um desses casos é o da Hungria, onde o primeiro-ministro Orbán, que governa agora por decreto, estendeu o estado de emergência indefinidamente, e disto resultou que vários grupos de jovens apareceram agora a pedir um novo rumo para o país. 

Tivemos a oportunidade de consultar um Estudo que indica que “as democracias são piores que ditaduras no combate à Covid”.

Entende-se esta afirmação porque quando se trata de ditaduras, é muito mais fácil aplicar medidas restritivas de direitos, pois não há que explicá-las às populações nem permitir discussões a esse respeito, como acontece em democracia

Este estudo compara o impacto dos primeiros cem dias da covid-19 em vários países, considerando os diferentes modelos políticos.

Segundo um estudo de que tomamos conhecimento, as ditaduras estão a lidar melhor com a pandemia, talvez pela determinação com que o fazem. Ganham supremacia pela sua eficácia quando comparadas com as democracias, com as suas hesitações e pendências de natureza económica.

De sublinhar que o autor não defende que os regimes ditatoriais são um modelo melhor do que a democracia, bem pelo contrário, mas como atrás se explica, neste caso específico estes regimes têm mostrado ser mais eficazes, e isso parece ser uma verdade incontestável

Apesar de constituir uma avaliação surpreendente, esta pesquisa revelou que, “quando o melhor remédio para uma pandemia é o cerceamento das liberdades, um regime político já acostumado a controlar os seus cidadãos vai ser mais bem sucedido do que um regime que oferece liberdade e garantia da defesa dos direitos à sua população, explicou o pesquisador Gabriel Cepaluni, professor da Unesp de Franca.

O autor do estudo, porém, deixa claro que a pesquisa não desvaloriza a democracia. «Uma característica essencial da ditadura em relação a democracias é que as liberdades civis são coibidas. Nas democracias isso não acontece. Temos liberdade civil, direito à manifestação, direito a formar grupos políticos e várias outras coisas. E uma das principais medidas de combate à pandemia é o isolamento social, que é o coibir liberdades civis. Então, para um regime democrático que nunca coibiu liberdades civis, isso é uma novidade», avaliou….

Esta avaliação foi publicada no mês passado por Cepaluni em parceria com pesquisadores Michael T. Dorsch e Réka Branyiczki, ambos da Central European University, de Budapeste….

Mais refere o estudo; que nem todas as democracias e todas as ditaduras são criadas iguais. A democracia inglesa não é igual à democracia sueca, que também não é igual à democracia do Equador;  a ditadura chinesa não é igual à ditadura do Zimbabué; a ditadura de Singapura não é igual à ditadura da Venezuela. Há diferenças entre todos os regimes que quisermos analisar, e  isso de uma forma que vá além dos debates superficiais». O aludido estudo não refere casos específicos de países, e não avalia detalhes que expliquem porque há democracias que tiveram bons resultados nos primeiros cem dias, como a Alemanha, a Suécia, o Japão e a Coreia do Sul….

Mas há que ter em conta que há países democráticos que estão a controlar bem a doença. A questão é a análise de custo-benefício, que tem tudo a ver como combater a pandemia sem coartar totalmente as liberdades e direitos e sem destruir totalmente a economia. Esta é uma importante questão que continua a preocupar os governos. Segundo o estudo, incluem-se aqui muitas variáveis, entre as quais assume grande importância a alta capacidade de testagem.

Por último, sugerimos que se infira que achamos que a democracia é em linhas gerais o melhor sistema para uma sociedade de sãos costumes. Achamos que é possível aos países democráticos reverterem a presente tendência, perante a adopção de medidas extraordinárias que as populações conscientes e educadas decerto irão aceitar e pôr em prática.

COVID – 19
Só o Amor pode vencer o medo!
Eugénio de Sá
Portugal

Muitas doenças matam mais do que esta, mas hoje nenhuma é tão ameaçadora como o Covid-19, porque ela não mata apenas a vida, ela tem o poder de matar a alegria e o amor, porque vem associada ao medo. A pandemia coloca-nos a todo o momento perante esta dicotomia existencial: devemos ou não ter medo, devemos querer viver ou não viver.

O medo se torna exponencial no pânico quando viaja associado a este temor colectivo e múltiplo que sempre se baseia na crença mais frágil do ser humano: o medo de morrer. Esse medo que bate à nossa porta, em cada nova notícia, é o preço a pagar pelo acesso global ao conhecimento nesta sociedade hiperconectada em que vivemos.

O filósofo grego Sócrates disse que a única coisa pior que a ignorância é a ilusão do conhecimento.

Os dados estatisticos que constantemente nos chegam só por si não nos protegem, nem os desenvolvimentos da ciência são assim  tão conclusivos que nos deixem descansados quando a um futuro próximo. Nem o uso das máscaras, dos desinfectantes, e o próprio isolamento, que sempre é relativo. E assim, o ser humano precisa mais que nunca de Amor, e para que cultive em si esse sentimento nobre e maior tem de dominar o seu medo. Pode ser-nos interdito o carinho que expressamos ao beijar e abraçar os entes queridos, mas não o de sentirmos Amor por eles.

«A forma como o medo deste novo vírus se está alastrando pelo mundo, não vai apenas roubar a nossa saúde e matar vidas como qualquer nova doença que de vez em quando aparece. Se nos deixarmos tomar pelo pânico, este novo medo nos vai roubar também a alegria de viver e a nossa capacidade de amar. Essa é a verdadeira pandemia».

DEMOCRACIA E COVID
Santa Catarina Fernandes da Silva Costa

Quando penso em Democracia sempre me vem o conceito de que é um regime político no qual os cidadãos elegem seus representantes, para serem por eles protegidos e governados, visando sempre o bem comum, calcado em uma norma jurídica, visando a paz. Paraíso na terra!

Esse pensamento e termo veio da Grécia antiga, significando “governo do povo”, sendo “demo” – povo e “cracia” poder.   Essa foi a ideia básica que se espalhou pelo mundo.

Nasceu na mente de Sólon um poeta, aristocrata e estadista de Atenas, sendo mais conhecido como legislador e poeta lírico.   Clistenes, estabeleceu essa experiência em 508-507 a.C., e acabou sendo conhecido como o pai da democracia.

Tantos conceitos, movimentos, guerras, ajustes e reajustes, fome, miséria, todo esse amontoado de coisas gerados pelos homens procurando estabelecer o bem comum e a ordem. Mas fico a indagar: Como estabelecer esse governo do povo? Essa idéia só podia sair da cabeça de um poeta!

Tentando fazer um link com o Covid 19. Este não precisamos definir,  foi apresentado, em 2019, quando assim detectado. No entanto todas as fronteiras deveriam ter sido fechadas e o mundo poupado.

Chegou 2020, ano que parou, que impactou toda a humanidade. Aviões lotados, carnavais, viagens, tudo em pleno funcionamento e o Corona dançando feliz entre os mortais como se imortais fossem.

Nos princípios da democracia o foco era o bem comum. O que penso sobre isso? A medicina teria livre acesso para desempenhar seu papel, quando na realidade, muitos médicos ficaram submissos aos governos, aos hospitais, às ordens que recebiam. Enquanto isso vidas escorregavam e eram empacotadas em caixões!

Quantos profissionais da saúde, verdadeiros heróis, se debruçaram noite e dia sobre corpos que gemiam, que suplicavam, e que se desfizeram em caixas de papel! Muitos desses heróis também tombaram! Muitos profissionais se acovardaram! Quantos gritos de socorro foram sufocados em tubos e não levado em consideração o único remédio que se podia. Para espanto só se ouvia de um ministro da saúde: Foco, ciência, foco, ciência, enquanto muitos perdiam a cor, a esperança e a consciência!

Não posso pensar em democracia onde todos teriam o direito de salvar a sua vida! Muitos descalabros ocorreram neste ano de 2020.

Horrores espalhados nas mídias, terrorismo entrando nos lares, desfiles de caixões, e a pobre Itália, berço das mais belas esculturas e mentes brilhantes se esvaía, sem nenhuma assistência; um desfile de enciclopédias humanas se calariam para sempre!

 O vírus que atravessou fronteiras não só matou com sua invisível potência, mas também tombou milhares e milhares de seres, assustados e aflitos, arruinados, que não conseguiram se livrar das doenças e das falências. Onde estariam estes contados, entre os que tombaram de covid ? Há por detrás disso tudo, uma névoa mais assustadora do que a própria doença.

No mundo da antiguidade se falava do poder dos hipopótamos, dos crocodilos, das serpentes chamadas de Leviatã, também  “dragão”. O dragão devorador!  Seria o dragão que chegou engolindo países inteiros com seu fogo expiador?

Ainda dói na alma ver um corpo conduzido ao longe, por homens cobertos de brancos, paramentados para não serem infectados, levando uma história trancada numa caixa de madeira, que não teve funeral, uma despedida, uma lágrima da família derramada!

 No final de tudo saberemos o jogo desse inferno, esse dragão devorador, que atravessou os mares e ares.  Sempre conhecemos nas Escrituras Sagradas que “um vento forte vinha do Oriente, trazendo fome e morte”, quando a sociedade estava corrompida e todos os valores quebrados!

Mas o que tem tudo isso a ver com democracia, que visa o bem comum da humanidade? O que vemos é que o Corona veio trazer extinção, redução populacional, divisão, e tudo isso não vem do bem. Vem de quem?

 Eu me curvo, solidariamente, com todas as famílias que tiveram um dos seus soldados tombados, que foram dos lares retirados, porque também faço desse massacre despejado; em milhões de lares, que tiveram um da sua família arrancada, de casa, sem piedade.

Se alguém entender esse processo de espalhar morte entre os povos, nações e línguas, que explique o fenômeno Covid 19, que espalhou horror livremente pelo países do planeta.

O pensamento do grande poeta idealizador da democracia, Solon, não cabe dentro dessa tragédia universal: um dilúvio.

DEMOCRACIA E COVID
– O QUE IMPORTA!
Cema Raizer

Importa muito!

Importa estudar definições e atitudes democráticas abordando o tema  em relação ao COVID-19! 

Principalmente no que se refere a angústia, ao momento tão difícil para o mundo, sendo importante que, democraticamente seja possível alcançar a todos! «Aproximar a População» pelo distanciamento! Levando aos mais necessitados uma assistência digna para que, os  bons princípios passem a ser vontades e possibilidades da maioria! Encontrar a melhor forma para combater o COVID-19  e seja adotada em grande escala! Saúde para todos!
Difícil, sem dúvida, é tratar de algo  novo, em todo o planeta mas, pelos bons princípios, enfrentamos  com coragem essa  luta dentro do possível!
Muitas  perdas nos deixaram sem chão, mas temos que contar  com união dos Países do mundo, atuando com trabalho e recursos para diminuir essa dor do mundo que desencantou…
Seguem os cientistas atuando com a vontade e segurança em busca da resposta  positiva que tanto esperamos! Estamos todos numa  expectativa
para um final satisfatório diante dessa surpreendente dor!
Para os cientists, médicos e especialistas,  estudiosos,  voluntários e demais  envolvidos  que  lutam pela causa,  desejamos e oramos para que
tenham  coragem, e sorte, nessa  jornada tão difícil !  Uma  surpreendente, mas não  impossível missão! A nós, cabe cumprir o esquema traçado para
evitar o contágio e… fé em Deus
Solidariedade democrática também importa muito entre os povos, pois amar uns aos outros, unindo esforços, não custa nada! E faz bem!

 

 

2 comentarios en “TEXTOS COVID-19 EN PORTUGUES”

  1. Parabéns aos ilustres escritores que tão bem definiram em suas sábias palavras o quanto de maléfico nos traz a pandemia, por enquanto incontrolada, que nos assola.
    Oremos por dias melhores que certamente chegarão.

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  2. Aqui encontramos vários pensamentos direcionados as uma expectativa que ainda nos atinge…que nos faz pensar,
    poder seguir com cautela, confiantes em retornar, aos poucos, uma vida normal e, que possamos voltar sem medo.
    Pra mim nunca é hora de ir embora pois eu gosto desse nosso mundo… apesar dos pesares… Quantas pessoas maravilhosas,
    em todas as áreas deram tudo de si, nesses momentos de dor… Sim os humanos são humanos… entre, coragem, medos,
    incertezas, optam por lutar contra um grande desafio… e buscar a tão sonhada Paz!
    Parabéns, pela clareza e seriedade em todos os textos: Nos fazem refletir e crer na Vida!

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