EDITORIAL

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mayo    2.019  nº 19

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MADRES SOLTERAS.

Si hay un gráfico que refleja los cambios sociales y demográficos de los últimos 40 años en España, es el de las madres solteras. Una expresión que hace dos décadas aún tenía connotaciones peyorativas y generaba, en el mejor de los casos, lástima («pobre, tan joven, y ya con su vida destrozada»), ahora retrata, en la gran mayoría de los casos, a mujeres que conviven en pareja o que, sin tenerla, han decidido tener hijos. El porcentaje de madres no casadas ha pasado del 2% de 1975 al 42,5% de 2014, un crecimiento rapidísimo. Es decir, más de cuatro de cada 10 niños que nacen en España lo hacen de madres que no están casadas, en una tendencia imparable, según los expertos, que calculan que en pocos años superarán a los nacidos de mujeres casadas. 

 ¿Qué explica este fenómeno? El Código Civil estableció en 1981 la igualdad ante la ley de los hijos nacidos dentro y fuera del matrimonio. De la España de esa época, aún mayoritariamente católica y practicante, hemos pasado a una sociedad secular  en la que las generaciones jóvenes cada vez van menos a misa y ya no ven necesario casarse, ni siquiera por lo civil, sino que conviven en parejas de hecho, registradas o no. Las mujeres, más formadas e independientes económicamente, no buscan la seguridad matrimonial para procrear. El retraso de la edad de la maternidad hace que cada vez más mujeres, ante el imperativo del reloj biológico, decidan tener hijos en solitario.

El mayor reto que plantean estas nuevas estructuras familiares es, probablemente, el de dar apoyo al cada vez mayor número de hogares monoparentales. Si tener hijos en familias donde hay dos progenitores ya supone muchas veces un complejo juego de malabares, para conciliar horarios laborales y escolares hacerlo cuando se cuenta con un solo adulto que a la vez ha de proveer y responsabilizarse de todos los cuidados es casi tarea imposible. Es necesario que tanto Administraciones Públicas como empresas contemplen esta realidad creciente a la hora de definir las ayudas y las medidas de conciliación.  

MÃES SOLTEIRAS.

Sim, existe um gráfico que reflita as transformações sociais e demográicas dos últimos 40 anos em Espanha, é o das mães solteiras. Uma expressão que há duas décadas ainda tinha conotações pejorativas e motivava, no melhor dos casos, pena («pobre, tão jovem e já com a sua vida destroçada»), agora retrata, na maioria dos casos, mulheres que convivem em união de facto, ou que, não sendo o caso, decidem ter filhos. A percentagem de mães não casadas passou de 2% em 1975 para 42,5% em 2014, um crescimento rapidíssimo. Quer dizer; mais de quatro em cada dez crianças que nascem em Espanha são de mães que não estão formalmente casadas, numa tendência imparável, segundo os especialistas, que preconizam que em poucos anos vão superar os nascimentos registados em mulheres casadas.

Que quer dizer este fenómeno?  O Código Civil estabeceu em 1981 a igualdade ante a lei dos filhos nascidos dentro e fora do matrimónio. Da Espanha dessa época, ainda que maioritáriamente católica e praticante, passámos a uma sociedade secular na qual as gerações jovens cada vez vão menos à missa e já não vêm como necessário casar-se, nem sequer pelo Civil, sendo que convivem em uniões de facto, registadas, ou não. As mulheres mais evoluídas e económicamente independentes não procuram a segurança matrimonial para procriar. O atraso da idade da maternidade faz que cada vez mais mulheres, ante o imperativo do relógio biológico, decidam ter filhos na condição de solitárias.

O maior desafio que se coloca a estas novas estucturas familiares é, provavelmente, o de dar apoio ao cada vez maior número de lares monoparentais. Se ter filhos em familias onde há dois progenitores já supõe muitas vezes um complexo jogo de malabarismos, para conciliar horários laborais e escolares, fazê-lo quando se conta com um só adulto, que por sua vez há-de prover e responsabilizar-se por todos os cuidados, é tarefa quase impossivel. É necessário que, tanto Administrações Públicas como empresas no geral, tenham em conta esta realidade crescente na hora de definir as ajudas e medidas de conciliação a adoptar.

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